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Wow!

I wrote an essay just before christmas and I said at the time that I thought maybe I had made a bad choice of book as the subject matter and maybe she would mark me down. But no! I scored 3.5 out of 4.0 and she said it was an “ótima análise”.

I had a couple of typos, despite 3 separate automatic checks and one actual bona fide portuguesa proofreading it for me. She had objected to my use of the word “desempacotar” to mean “unpack” in the way that annoying podcasters use that term, but I left it in, and the teacher redlined it too. Whoops!

There were a couple of other points where she disagreed with some of my assertions, some of them fair, some of them frustrating: I don’t really see how I am meant to justify every peripheral observation when the word count is so tiny! I’ll not go into detail here, but in general, I am quite pleased with how well I pulled this off!

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There Goes Another One

Oh! What the hell? I wrote this days ago. Why is it still in my drafts folders. Go, little blog post! Fly! Fly to the inboxes of my subscribers!

Acabo de submeter o segundo “e-Folio” da unidade “Temas de Literatura Portuguesa” e o terceiro do curso. Desta vez, pedi ajuda da minha esposa como corretora de gramática antes de enviar o arquivo porque apesar de usar o FLiP, o Gtranslate e o Gmail* para desenroscar o texto, o e-Folio A ficou com 2 ou 3 errozinhos. Ela concordou apesar de ser exausta após um dia de trabalho porque é um anjo. Encontrou hum… quatro, acho eu.

O assunto desta vez foi desafiante. Tivemos de escolher um livro que contém intermedialidade, ou seja exemplos de influência ou de estrutura de uma outra arte, como por exemplo pintura, cinema ou música. Eu selecionei “A Visão das Plantas” de Djaimilia Pereira de Almeida. O livro tem como ponto de partida um texto histórico de 1923. Ligações com textos funcionam até certo ponto: rigorosamente são exemplos de “intertextualidade” porque a obra de arte em questão também é a literatura, mas há quem afirme que a intertextualidade é um subconjunto da intermedialidade. O segundo exemplo é um capítulo no qual as plantas no jardim olham o protagonista. Eu afirmei que esta cena fosse um exemplo do uso de um segundo ângulo de câmara com, logo a seguir, um “flashback”, ambos truques de realizadores de cinema.

Durante as últimas horas, perdi a minha confiança porque ambos os exemplos pareciam marginais… mas continuei ainda assim e fiz o melhor possível.

O docente do curso avisou-nos que houve uns estudantes que submeteram o e-folio A com evidência de ser escrito por IA. Duvido que eu estou entre os suspeitos, a não ser que existe um IA que especializa em escrever como um estrangeiro confuso. Ah ah!

*If you’re wondering why these three – Flip is a grammar checker for native speakers but a bit weirdly fussy, Gmail – at least the way I set it up – has a very good grammar and spelling checker of its own that is in some ways better than Flip but occasionally gets a bit confused about Brazilian vs Portuguese spelling and Gtranslate is mainly useful because by trying to translate your portuguese back into english you sometimes find mistakes you’ve made.

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A Padeira de Aljubarrota Está de Volta

Sorry, I’ve no idea what anyone reading these updates is making of them: they’re all just formless, unedited brain-dumps of the texts I’ve been reading on the Literature and Culture course unit. I´ve got so used to using this blog as a way of processing and recording things that I´ve lost the ability to just write stuff down in a book.

As I write this, I have just finished sending my first ever essay to the Universidade Aberta. I

Já conheces a Padeira de Aljubarrota, não conheces? Já falei sobre a sua lenda aqui mas faz dezenas de referencias a história por exemplo isto.

Inês de Castro, a senhora mais bela (segundo as lendas escritos por homens) da história de Portugal agora cede lugar a Brites de Almeida que foi (segundo os mesmos homens) a mais feia e a mais sobrededada*. A segunda parte do curso tem a padeira como assunto, portanto dirijo-me para o campo de batalha onde os espanhóis derrotados afastam-se do exercito e correm em direção a um inimigo ainda mais assustador…

Me showing off in other people’s comment section on Instagram. The timeline is off obviously – Brites de Almeida had been in the ground for centuries when the peninsular war happened, but I like the idea that all portuguese bakers follow her example.

Os Livros Populares Portuguezes (Folhas Volantes ou Litteratura de Cordel) – Teófilio Braga

Este texto descreve a origem da tradição de “literatura de cordel” em Portugal e situa um panfleto – “Auto Novo e Curioso da Padeira de Aljubarrota” neste tradição.

Literatura de cordel surgiu de tradições mais antigas, satíricas ou religiosas, que foram dramatizados nas cidades, mas o formato dos livrinhos era que deu o nome ao género. Foram impressos em folhas soltas, penduradas em cordéis e vendidas por cegas. Existiam até no século XVI mas algumas leituras foram vítimas dos índices expurgatórios**

Houve um renascimento da literatura popular no século XVIII, fomentando uma ligação entre as várias tradições orais e a imprensa. O “Auto Novo e Curioso da Padeira de Aljubarrota” (ou “Forneira” – depende da edição) saiu em 1743 mas encontra-se nos catálogos populares no Porto em meados do século XIX. Segundo o historiador, o autor, Diogo da Costa foi pseudónimo de um professor de gramática, André da Luz

“Auto Novo e Curioso da Padeira de Aljubarrota” Diogo da Costa

Segundo a leitura anterior, “é uma relação alambicada e conceituosa” e concordo que a história é tortuosa mas não o achei assim tão sentencioso. Um pouco, sim, mas a narrativa continua em frente come cena após cena de ação. É picaresco e às vezes sangrento. Além dos espanhóis, ela degola um turco (e os filhos dele), fere de morte um homem que quer casar com ela, e mata um bando de ladrões. Estou a esquecer alguém? Sei lá.

O que mais me marcou é que o conto não tem nada de patriotismo no retrato da padeira. No primeiro parágrafo, o autor descreve a terra dela como “a famosa, e sempre leal Cidade de Faro” e salienta as origens humildes de Brites de Almeida. Estes dois elementos podem ser atributos de uma heroína popular, mas as ações dela surgem da amizade aos portugueses, ódio aos criminosos e donos de escravos, proteção da sua propriedade (o forno) mas amor da pátria, nem por isso!

“A Padeira de Aljubarrota: Entre Ontem e Hoje” (Capítulo 4) Cristina Pimenta

Espero que não errei em escrever o título. De acordo com o arquivo, é simplesmente “A Padeira de Aljubarrota” mas fiz uma pesquisa e acho que este é o único livro que ela escreveu.

O livro mostra a evolução ao longo dos anos, desta figura mítica, ela foi adaptado pelos autores de cada época para fortalecer o espírito nacional:

  • Restauração (1640) A evocação da padeira em contextos religiosos e historiográficos deu legitimidade á nova dinastia de Avis.
  • Século XVIII Em tempos de calma, a história foi tratado mais levemente e foram acrescentados mais pormenores à lenda (foi durante este século que foi escrito o antes mencionado “Auto Novo…”).
  • Século XIX Numa era de romantismo e liberalismo a história foi apropriado como símbolo da regeneração nacional após a derrota do Miguelismo*** Também surge como personagem no livro “A Abóbada” de Alexandre Herculano or causa do seu valor simbólico.
  • Século XX Como é óbvio, uma figura tão trabalhadora, valente e simples representa um oportunidade ao Estado Novo que colocou a padeira em selos dedicados á independência da república. Também apareceram versões Salazaristas da lenda, editado pelo Secretariado da Propaganda Nacional. Além dos já existente virtudes, o regime acrescentaram moralidade e defesa da pátria.
Once you know who she is you realise she’s pretty much everywhere in Portuguese humour.

* Not a real word, obvs. I am trying to say she is “over-fingered” because she supposedly had six on each hand

**I should probably do a blog on Censura in Portugal at some point – it’s listed here though if you’re interested.

***I should probably know what this is but I don’t

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Academic Yob

I’ve already been gently and politely reminded that I need too adopt a more formal tone in forum postings on the university message boards. Not deliberate of course: I’m absolutely seeing conformity to local norms as part of the process of learning about portuguese culture, but informality and brevity are so ingrained in me it’s going to be hard to remember to write Estimado such-and-such before just launching into whatever thought brought me to the forum in the first place!

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O Curso Está em Curso

Após três semanas de ambientação, temos o plano de aprendizagem. A Unidade Curricular Temas de Literatura Portuguesa já está em andamento, As três obras que iremos estudar são as seguintes:

Já temos o primeiro em casa. O segundo, não temos mas é um conto e existe no Audible E também não possuímos aquele de LJ, mas já conheço a obra dela porque já li “A Costa dos Murmúrios” e “Praça de Londres”.

Uau, 270 páginas, 20 páginas, 350 páginas. Uma verdadeira montanha russa* de leitura! Também existem outros itens na bibliografia incluindo 3 franceses! Eh pá, não estou aqui para ler francês!

Enquanto estava no site da livraria wook, um exemplar desta banda desenhada magnífica caiu no meu cesto por engano. Ups!

*Roller coaster – up, down, up.

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O Modelo Pedagógico da Universidade Aberta

This document I’m reading is boring so I am summarising it to make myself pay attention. If you religiously devour every blog I ever post, a word to the wise: this might be a good day to break the habit and go and do something else instead.

Segundo os materiais letivos, a universidade tem, como norteadores, quatro princípios:

  • Aprendizagem centrada no estudante
  • Flexibilidade
  • Interação
  • Inclusão digital

Ao nível prático, a universidade agrupa os estudantes de cada disciplina em turmas cujos estudos são guiados por um docente. Entretanto os estudantes da disciplina, não obstante da turma tem acompanhamento de um professor que organiza os materiais e o trabalho dos estudantes todos.

No site, existem (pelo menos) dois espaços virtuais: um para coordenação do curso e uma secretária onde os alunos conseguem contactar os funcionários da universidade e fazer questões sobre assuntos administrativos.

Os materiais consiste em três “dispositivos pedagógicos estruturantes”*

  • o Plano da Unidade Curricular é um resumo pormenorizado dos recursos, atividades, temas, competências etcetera de cada unidade.
  • Finalmente, o Plano de Atividades Formativas é um plano mais pormenorizado das atividades planeadas pelo professor. Sendo uma sala de aulas virtual, as atividades decorrem em modo assíncrono. Lembra-se aqueles princípios entre os quais temos “flexibilidade”. Mas o professor tem opção de organizar atividades específicos, até síncronas, se for necessário para apoiar o desenvolvimento das competências dos estudantes.
  • o Cartão da Aprendizagem é um cartão virtual online onde o progresso do estudante pela unidade curricular e os documentos que fazem parte da avaliação continua. Segundo o documento, um estudante que não consegue completar os exercícios necessários durante o semestre tem hipótese de fazer um exame final em vez de juntar pontos ao longo do tempo mas não preciso disso e ainda bem porque não entendo o fluxograma fornecido no documento!

*Ah ah, a UA inglês também usa jargão desta espécie.