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O Superman – Augusto Cid

António Ramalho Eanes (Eones, Superman) and Ernesto Melo Antunes (Melro). The image is, of course, aligned left

Ouvi falar deste livro no instagram. A Ana Luiz li-o há umas semanas. Naquela altura, eu estava a ler A Construção da Democracia em Portugal. “Epá!” pensei (mas confesso que pensei em inglês) “este livro tem bom aspeto e pode ser uma boa sobremesa depois de todo este espinafre não ficção” Comprei um exemplar duma loja de segunda mão porque é antigo e não é disponível nas livrarias online. Vale mesmo a pena. De súbito, todas as personagens da história que tinha lido anteriormente animaram se cá diante dos meus olhos. Eanes (EONES) no papel de Superman, nasceu no planeta CROPCON (baseado em Copcon que realmente na época pós-revolução) e viaja para Portugal onde tenta cumprir a sua missão histórica apesar dos esforços dos seus inimigos e concorrentes tal como Solares (Soares) e Fiasco (Vasco) Lourenço. Augusto Cid é, claro, um artista talentoso. O livro foi lançado em 1978, na época de instabilidade depois da revolução (Abril 1974) e a contrarrevolução (Novembro 1975), mas a sua carreira continuo até o seu falecimento recente. Dá para entender muito sobre o espírito do época, mas é óbvio que o autor tem desgosto do Eanes. A história não tem nada de simpatia pelo seu cargo. Portanto não é justo (mas quem disse que livros satíricos devem ser justos?) Recomendo a opinião de Ana Luiz neste site porque ela sabe mais do que eu e menciona algo da história do livro em si, e a resposta polémica do governo.

I usually put a link to the books I review on here but I don’t think you can get this easily. Augusto Cid has some more recent books though and you can buy those here.

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Cushiongate

I’ve just written about O Superman, the satire on the career of António Ramalho Eanes. One of the things the book mentions is his visit to London where he does a typically Portuguese (?) thing: rearranging the cushion before sitting next to the Queen. I didn’t think much of this but you can actually see it happen in this video of the state visit.

Of course, the Queen is not scandalised by this and it doesn’t seem to be much of an issue. I don’t know why the satirist thinks it’s such a big deal but I guess it’s all grist to his mill, showing how uncultured and yokelish the president is that he’s never taken a ride in a royal carriage before!

The video is interesting (to me, anyway), since the announcer conveys the palace’s statement, putting forward Britain’s official stance towards the nascent democracy, which in a few short years had veered from fascism to a vanguardist, near communist junta, via a counter-revolution to a broadly left-wing government, ruling under a democratic constitution. So I’m glad to see they are recognising that process and trying to help it along.

I’m not sure, but I think we british play a larger role in the book. Early on, Cropcon, Superman’s home planet, is destroyed by a rival planet, which the author calls Brybton. Well, I don’t know what Brybton is meant to represent, but it sounds like “Britain” and “Bribe” might be contributing ingredients – in other words, the author reckons the military junta that acted as midwife to the democracy was unable to withstand the corrupting effect of international capital, as represented by England! I might be reading too much into that but it’s a fun historical factoid so I’ll enjoy it at least until someone tells me it’s wrong!