No quarto capítulo do seu livro “Doze Segredos Da Língua Portuguesa”, Marco Neves lista as dez línguas de Portugal (Dez? Sim. dez, embora algumas sejam faladas só..hum… em Espanha) e faz uma tentativa de responder à pergunta “há línguas piores do que outras?” Aprendi muito com esta primeira secção. Como o autor diz, as dez “nem sequer inclu[em] o inglês algarvio”, e não fazia ideia que havia tantos idiomas no país. Quanto à segunda parte… hum… considero que a sua explicação do mecanismo que torna as línguas mais ou menos complicadas não seja completamente convincente. Pois, claro, como estrangeiro, estou a tornar a língua mais simples pelo método de fazer tantos erros (querido leitor, imploro-te não impeça este processo por corrigindo-os!) mas quando tento imaginar um processo que possa tornar o inglês mais complicado, não consigo. Será que alguém introduziria uma sistema de géneros arbitrários se não invadíssemos um outro país nos próximos séculos? Acho que não.
Mas, diga-se o que se disser, devo admitir que não tenho a sua formação em línguas e é mais do que possível que esteja enganado, e como sempre, tenho muito interesse no assunto, e opiniões polémicas são sempre bem vindas, embora nem sempre concorde!


#uncorrectedportugueseklaxon
Este livro é o terceiro que já li do mesmo autor. Adorei os dois primeiros mas este é um livro infantil e um livro infantil é uma cena completamente diferente do que um livro para adultos. Confesso que o livro não funciona para mim. Faz-me lembrar um comediante inglês chato .
Ouvi falar deste livro através dum canal de Booktube. Conta a história de dois homens – o Daniel e o Ricardo e um terceiro, o narrador. Ou seja, trata-se da vida do narrador e a sua relação com estes dois indivíduos. Os dois têm fundos e vidas muito diferentes, e acho que o narrador está à procura das causas da diferença. Pergunta-se, se fizesse algumas coisas diferentes, se as vidas dos amigos teriam sido melhores. A acção desenrola-se no Portugal de hoje, e os três sentem os efeitos do clima económica e social.
Não costumo ler livros brasileiros por causa das diferenças da gramática e vocabulário, mas tenho ouvido apenas boas coisas sobre essa escritora, e estamos no mês do dia internacional da mulher (os meus amigos do booktube chamam-no “Marco Feminino”) e por isso, pensei, “porque não ler alguma coisa diferente?”