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O Prefeito De Londres

No dia cinco de Maio, haverá uma eleição aqui em Londres, para escolher um prefeito novo. Os dois candidatos maiores chamam-se Zac Goldsmith e Sadiq Khan.
Sadiq Khan representa o Labour Party (o partido dos trabalhadores). Se estivesse perfeitamente cândido, não sei muito dele. Hoje o primeiro ministro acusou-o de ser associado ao daesh porque é muçulmano e tem o apoio dum pregador radical muçulmano, mas quando as alegações estavam a ser investigadas, pareciam vazias (obviamente!).
Entretanto, o seu rival, Zac Goldsmith é interessante. É riquíssimo, jovem e um bom falador. Tem um compromisso forte com o ambiente, que o faz estranho no seu partido, o Conservatives (o partido de centro-direita). Muitas pessoas admiram-no, mas nesta eleição, a sua campanha é horrível, divisionista e com um ar de racismo.
As principais questões da eleição são os preços dos imóveis (porque ninguém pode comprar uma casa a menos que tenha um trabalho muito bom) e a infraestrutura do transporte (para evitar engarrafamentos, mortes de ciclistas, e falta de tempo de trabalho).

 

kg

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A Livraria

Ontem, tinha uma bilhete para um debate no sexto andar duma livraria no centro de Londres que se chama “Foyles”. Foi parte duma série de debates antes da eleição do prefeito da cidade sobre sujeitos no que concerne aos cidadãos*. O de ontem foi sobre a migração: Os refugiados da Síria, o movimento das pessoas por dentro do Reino Unido, as cidadãos da União Europeu, e pessoas que chegam doutros países de África e da Ásia, por exemplo.
Os falantes são todos de esquerda política: Daniel Trilling, o editor da revista “A Humanista”, Rebecca Omonira-Oyekanmi, uma jornalista que escreve sobre os direitos da mulher, e Owen Jones, escritor de dois livros, “Chavs” e “O Estabelecimento”. Por isso, não havia muito desacordo entre eles, e o que é um debate sem divergências? Não faz mal, mesmo ainda foi interessante.

Uma coisa muito estranha aconteceu. Tendo chegado atrasado na sala onde foi a discussão, tirei o meu casaco e sentei-me. Passado uns minutos. De repente, uma mulher, que chegou também atrasada, sentou-se ao meu lado. Reconheci-a. Esta era a irmã mais nova da minha esposa!

notebook_image_678034Depois do debate, e depois de termos saído da sala, vimos a secção de livros estrangeiros, onde estavam talvez trezentos livros portugueses, mas não precisamos de livros novos agora.

*=É correcto? O “Spellcheck” disse que sim, mas porque não “cidadões?

http://www.foyles.co.uk/Our-London-Moving

 

Picking up on that last footnote about the plurals: Apparently I am an idiot because I knew several words that didn’t fit the pattern in my head that -ão words become -ões words when pluralised. Cão, for example, becomes cães. Apparently it depends on the word’s root in Latin.

If it had a_u in the latin form, it will follow the -ão/-ãos pattern

Hand = Manus (Latin) -> Mão (Portuguese Singular)  -> Mãos (Portuguese Plural)

If it started as an a_i word in Latin then it will follow the -ão/-ães pattern

Dog = Canis (Latin) -> Cão (Portuguese Singular) -> Cães (Portuguese Plural)

If it started as an a_o word in Latin then it will follow the -ão/-ões pattern

Nation = Nationis (Latin) -> Nação (Portuguese Singular) -> Nações (Portuguese Plural)

Now of course this is all the kind of thing that you don’t need to know AT ALL to be able to speak the language, but it’s freaking amazing to know! I only did two years of Latin at school, about 35 years ago so it doesn’t help me very much but knowing there’s an order to it makes it feel more manageable than if it was just pure randomness!

The third form seems to be the most common so in a pinch, if I don’t know which way to jump, I would make that my default guess. More Portuguese plurals here.

Thanks again to Sophia and to Rubens for their help with corrections and in decrypting the mystery of the plurals!

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O “Brexit”

O Primeiro Ministro do Reino Unido anunciou recentemente a data do referendo para decidir a saída da União Europeia. Para muitos britânicos, esta questão é cheia de emoção. Mas quais emoções? Saudades duma idade do ouro quando a Grã Bretanha tinha grande poder no mundo? Medo dum futuro incerto? Antipatia aos novos vizinhos da Polónia, do Roménia ou mesmo da Síria (chegando dos países perto do Mediterrâneo).
Como muitas vezes, quando ouvia os debates, acho que a realidade perdeu-se nas discussões emocionais. Não temos um Donald Trump Inglês… ainda, mas há um perigo de despertar os aspectos mais feios do nosso carácter nacional.

[Uau – Penso que estou mais optimista do que o normal. Acho que escrever em Português faz-me mais pessimista!]

Fotografia – Boris Johnson. Tem o cabelo do Trump mas não é tão mau como o do Trump

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This was originally on iTalki but it’s not possible to write a proper corrected version there. Thanks to my teacher, Sophia for correcting my terrible errors.