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Opinião – Morreste-me (José Luís Peixoto)

Morreste-meEu li este livrinho em 24 horas, entre a hora de jantar de segunda-feira e a hora de jantar de terça. É realmente fininho, com apenas 50 páginas, mas o conteúdo é muito intenso. Trata da perda do pai do narrador, a tristeza dele, as memórias, e o vazio que permanece depois da morte.
Os leitores do Goodreads concordam que é uma obra poderosa que os fez chorar, e sem dúvida, têm razão, mas não teve o mesmo efeito comigo porque havia tantas palavras desconhecidas. A exigência de ir consultar o dicionário seis vezes por página funciona como um escudo forte contra as tempestades de emoção. Se calhar vou voltar ao livro dentro de alguns anos e experimentá-lo mais uma vez para levar a força toda.
O livro é publicado pela editora Quetzal e é lindíssimo. Assim como a maior parte dos livros portugueses, tem orelhas* (não é comum cá na ilha de brexit) e a formatação das páginas é muito gira.

*=”Orelhas” (“ears”) used her to mean the flappy bits on the covers of books or dust jackets. It’s given in Priberam as meaning number 4 for the word, and I’ve seen it on various “anatomy of a book” type pages on the web but I don’t think it’s universally recognised…