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Lisbon by Neill Lochery

I’ve had the audiobook of Lisbon by Neill Lochery on my listening list for a while now and finally got around to it simply because I had started Enquanto Salazar Dormia by Domingos Amaral And wanted a little more background about wartime Lisbon to give me the context.

Lisbon - War in the Shadows of the City of Light, by Neill Lochery.

I learned a lot! I’d always known Portugal had a slightly odd place In World War 2 History: Salazar, as a fascist, was probably more inclined towards Hitler’s world view, but Portugal and Britain have been allies since way back. I also knew we hadn’t always been good allies (see this post about the portuguese national anthem starting life as a diss track about the treacherous land-stealing British empire).

What I hadn’t realised was how many different schemes and counter-schemes were swirling around the capital, or how delicate was the balance that kept the Iberian peninsula out of the war.

Nor had I any idea that part of Portugal’s reason for distrusting Britain was that Neville Chamberlain had offered Angola to Hitler as part of his appeasement negotiations. Or about the delicate situation regarding Wolfram (Tungsten) mining that was necessary for both sides’ war effirts. At one point, a network of SOE agents had recruiters portuguese sub-agents and poised then to blow up mining infrastructure and assassinate some key people in the event that Portugal was invaded by Spain at the behest of the nazis and there wasn’t a padeira around to hold them back.

It’s absolutely amazing. I love all that stuff.

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A Religião dos Livros – Carlos Bobone

A Religião dos Livros

Este audiolivro é um breve resumo do mundo dos livros: a paixão que os leitores sentem em relação às suas bibliotecas e as mudanças trazidas pela tecnologia: como sobreviverão os alfarrabistas face ao poder da Amazon?
Embora o foco do livro seja em Portugal, esta questão existe ao nível global, e o autor fala sobre, entre outras coisas, a famosa aldeia dos livreiros, Hay on Wye no país de Gales, que é um dos meus sítios favoritos.

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O Filho de Mil Homens – Valter Hugo Mãe.

O Filho de Mil Homens de Valter Hugo Mãe

“Li” este livro com os ouvidos (sempre que digo isto, as pessoas explicam que devo dizer “ouvi”: está bem, mas gosto de dizer “ler com os ouvidos”. Deixem-me fazer as minhas parvoíces de velho!), que tornou-o mais difícil. Geralmente, se não percebo alguma coisa, viro-o de volta e leio as ultimas páginas, mas com um audiolivro, sobretudo enquanto estou a lavar a loiça, não é nada fácil, e pouco a pouco, perdi o fio a meada. O livro conta as histórias de pessoas diversas que se juntam para formar uma família. Entendi basicamente tudo, e gostei dos acontecimentos individuais, as personagens e o estilo do autor, e o fato de ele ter gravado o seu próprio livro, mas conseguiria resumir a história? Dificilmente… Acho que vou voltar a este livro e ler mais uma vez, talvez com os olhos.

O Filho de Mil Homens is available as an audiobook or if you prefer, as an actual paper book from Wook. Don’t worry, although it’s a book from Wook, it’s not “My Booky Wook” by that guy who’s in the news a lot lately. Screw him.

Thanks to Sebas94 for the corrections

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“Breves Notas Sobre o Medo” de Gonçalo M Tavares

Breves Notas Sobre o Medo

Não gostei deste livro, mas é provável que não o tenha entendido bem. As frases usadas pelo autor são compridas e complexas. Fiquei com a impressão que autor é pretensioso, porque havia tantas páginas que tive de reler, rereler ou até rerereler, mas muitas vezes as pessoas que acham obras de arte pretensiosas não as entendem e, uma vez que o meu português é fraco, podemos concluir que a minha opinião sobre este livro não vale nada.

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“O Último Cais” de Helena Marques

Começando este livro, custou-me a entender o primeiro capítulo porque havia tantas personagens em duas linhas de tempo distintas que perdi logo o fio à meada. Desenhei uma árvore genealógica de como as várias pessoas estavam ligadas, que tornou a compreensão mais fácil, e depois fiquei absorvido na história.

O enredo anda à volta de uma família madeirense, principalmente um casal que vive nos finais do século XIX. Há uma narradora que está a contar a história mas ela é quase invisível. Poucas vezes faz referência ao seu próprio ponto de vista, cem anos depois, quando herda uma escrivaninha e vários papéis da sua tia, que também é neta do casal.

Cada capítulo é dedicado a um familiar, principalmente os elementos femininos, e a sua perspetiva. Embora Marcos, o marido do casal, seja central ao enredo, não é o protagonista. A autora está mais interessada na experiência das filhas e irmãs e outras mulheres; na primeira página há uma citação de Herberto Hélder* “Começa o tempo onde a mulher começa”.

Seria muito fácil para um livro que tem lugar numa ilha ser insular ou paroquial, mas a autora deixa uma janela aberta para o mundo lá fora: Marcos participou na luta contra a escravatura em África após a sua abolição na Europa e nos Estados Unidos, e outros capítulos abordam o movimento pelos direitos das mulheres, conhecido por sufragismo, o crescimento do sentimento republicano e até o desenvolvimento de infraestrutura tecnológica na forma de um cabo telefónico sob o Atlântico. Assim situando o seu elenco num palco mundial, pintando numa tela grande (estou a misturar metáforas mas não me importa), a autora evita um sentido de claustrofobia.

Adorei o livro e estou muito contente que mo tenham recomendado antes das nossas férias na Madeira.

*i originally wrote this as “há uma citação na primeira página de Herberto Hélder” (there’s a quote on one first page from Herberto Hélder) but that is confusing because “a primeira página de Herberto Hélder” makes it sound like HH has pages, and he probably doesn’t.

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“Ideias Concretas Sobre Vagas” de Ricardo Araújo Pereira

Ricardo Araújo Pereira é um dos humoristas mais confiáveis que já li: sempre que abro um livro dele, fico divertido e, às vezes, até aprendo algumas coisinhas. Nunca encontrei um livro dele aborrecido (mas nunca experimentei o que fala de futebol!)

Ideias Concretas Sobre Vagas

Neste livro, o ganda Ricardo vira a sua atenção para a pandemia e os transtornos, as parvoíces e todas as mudanças daquela época na história do nosso mundo. Ler o livro é uma espécie de viagem no tempo: é quase possível adivinhar a semana na qual um capítulo foi escrito, analisando o que ele menciona: o confinamento, as medidas contra infeção, como lavagem de entregas, máscaras, o horrível vídeo de estrelas a cantar “Imagine” e por aí fora. E não desilude.

Tanto quanto sei, o título é um trocadilho baseado no duplo significado de “vagas”: como substantivo é um sinónimo de “ondas” e como adjetivo é a forma feminina e plural de “vago” que significa “impreciso”. Portanto pode significar “sobre as vagas do vírus” ou “sobre ideias vagas”.

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“Choupos” de Adília Lopes

Choupos de Adília Lopes
Choupos

Ouvi falar desta autora e, logo no dia seguinte, um livro dela caiu no meu cesto no FNAC. Confesso que o achei um pouco aleatório. Poesia, aforismos, esboços verbais… para mim, há nisto uma certa falta de coerência, mesmo que tenha gostado de várias páginas.

Não sabia o que queria dizer o título. É uma espécie de árvore – a que nós chamamos de “Poplar”.

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“E Agora” de Raquel Sem Interesse

Encontrei este livro enquanto estava à procura de uma outra BD. Li-o logo porque me apetecia mais do que a minha leitura principal (é boa mas… densa!)

E Agora? De Raquel Sem Interesse
E Agora?

O livro é divertido, mas não consigo dizer porque é que o apreciei tanto. Pouco acontece. Ela nasce, cresce, trabalha e no final atinge algum sucesso. Não há grande drama, e talvez tenha sido disto mesmo que gostei: muitos autores querem aumentar o drama das suas vidas, exagerando os seus sofrimentos e ganhando a simpatia do leitor. A Raquel fala, sim, de vários colegas mal dispostos e até (uma vez) de “abuso” mas estes transtornos aparecem como obstáculos a superar e ela nunca assume o papel de vítima. Enfim, isto é inspirador: é uma história quotidiana, mas a protagonista é trabalhadora e aberta às possibilidades da vida. Quando cai num buraco, começa de novo e melhora a situação, por mais difícil que seja.

Há elementos de sorte nisto tudo: ela é inteligente, com bons amigos, um namorado simpático e uma família apoiante, mas a vida dela não é um mar de rosas. Como toda a gente, ela joga as cartas que tem, e pessoalmente, gostei da sua maneira de lidar com os problemas.