
Ri tanto enquanto li este livro. Tal como todos os livros de José Carlos Fernandes, a banda desenhada tem muitas frases no diálogo que são surrealistas e hilariantes. O Barão é um herói tradicional da época dourada, tipo Indiana Jones ou Tintim que percorre o mundo inteiro numa aventura picaresca. O rumo dele cruza com o de vários espiões, vilões, personagens sinistras do submundo e adeptos de sociedades secretas.
[spoiler]O final deixou-me ligeiramente insatisfeito. Admito que cabe bem o espírito pós-moderno do livro mas eu cresci numa dieta de BDs de Hergé, e queria ver o triunfo do Barão e a derrota dos seus inimigos![/spoiler]
Um casal jovem está em fuga porque o homem cometeu um crime, e a polícia judiciária está à procura dele. Por isso, escondeu-se, com o bebé deles numa casa na terra do pai. Todos crê que esta casa é amaldiçoada. Muitas pessoas foram assassinadas lá, e os rumores dizem que a casa enlouquece qualquer pessoa que lá more. É isso mesmo que acontece, mas não me admirou: o namorado da mulher é um facínora. Chegou à casa com pouca comida mas com uísque suficiente, uma espingarda e cinco milhares de t-shirts (estou a exagerar mas não tanto assim…) com os logótipos de várias bandas fixes dos anos noventa. Portanto, quando o homem se enlouquece, ameaça a namorada e começa a atirar nos polícias não é nada surpreendente, nem chocante tal como a transformação do pai no “the Shining”.
Achei este livro muito desafiante, por causa da quantidade de palavras desconhecidas, mas isso não me importa porque, por acaso, gosto dum desafio!


Quatro anos depois da primeira tentativa, li este livro pela segunda vez. Estou a fazer um projecto de aprender a história portuguesa, portanto, conheço os acontecimentos recontados e tudo fez muuuuuiiiito mais sentido! Antigamente, ficava confuso, mas agora, fico impressionado!