Posted in Portuguese

Se Eu Fosse Um Livro – José Jorge Letria

Se Eu Fosse Um Livro de José Jorge Letria
Se Eu Fosse Um Livro

Quick review of this one. As it says in the text, you can enjoy the repetitive use of the imperfect subjunctive and call it homework for the B2 exam. It’s pretty basic apart from that though because it’s a children’s book.

Este livro fala da leitura. Repete-se em cada página a frase “se eu fosse um livro…” e logo a seguir um desejo que um livro poderia sentir. Muitas vezes este desejo é uma dica para os leitores de como apreciar livros ao máximo, tal como “…não gostava que me lessem só por obrigação, ou por estar na moda”

É divertido e ainda por cima, pode ser útil para quem quiser praticar os tempos verbais conjuntivos 🙂

Posted in Portuguese

O Vício Dos Livros – Afonso Cruz

O Vício dos livros de Afonso Cruz

Antes de mais, vamos falar deste livro como objecto em si: é muito agradável. As cores da sobrecapa, o formato, o tamanho, o peso do livro nas mãos. Todos estes aspectos, combinados, dão para satisfazer o leitor.

Quanto os conteúdos, o livro trata-se dum coligação de vários pensamentos, curiosidades e factos sobre a leitura. Para nós que gostamos de ler livros sobre livros, é muito interessante. Mimamo-nos com mais um capítulo curto e mais uma anecdota. É divertido, sem dúvida, mas fiquei aliviado quando cheguei ao fim. Mais que cem-e-tal páginas seria uma indulgência. Já chega. De volta aos romances.

Posted in Portuguese

Praça de Londres – Lídia Jorge

Esta leitura fiz parte dum desafio online “Abril Contos Mil”. Já li um livro de Lídia Jorge que me custou muito. Quatro (?) anos e tal depois, com mais experiência, achei este livro mais fácil mas ainda houve muuuuiiito vocabulário desconhecido. A taxa de agarramentos do dicionário foi muito elevada, comparado com Contos do Gin-Tonic (o livro PT anterior) por exemplo.
Mas gostei? Quase esqueci-me de dar a minha opinião. Sim, bastante. Ela escreve bem. Então… Isto chega? Boa.

Posted in Portuguese

O Futuro Tem 100 Anos

Esta BD foi lançado para comemorar o centenário da CUF, uma empresa que (nas suas próprias palavras) trouxe a revolução industrial para Portugal on 1908. A história é contada do ponto de vista de uma mulher de 2008, que é a bisneta dum engenheiro francês, um empregado da empresa. Até certo ponto, esta decisão, faz todo o sentido porque o leitor pode ver as ligações entre o mundo de hoje e os eventos do passado. Mas… Para mim, os autores focam demais na protagonista (que é jovem, bonita, mais fácil no olho do que o bisavô dela!) e por isso não temos um entendimento nítido do crescimento da empresa, o impacto dela na vida do país, os raízes dos problemas laborais (tal como a greve), e a evolução da empresa desde o século XX até agora (acredito que se trata de um rede de hospitais hoje em dia não é?)
Ainda por cima o arte não é assim tão incrivel.
Meh. Interessante mas não passa de ser um panfleto de publicidade. 3 estrelas.

Posted in Portuguese

Z – Manuel Alves

Um conto de ficção científica que demonstra uma axioma do livro “Superintelligence” de Nick Bostrom: logo que alguém crie uma entidade de  inteligência superior à de seres humanos, é o fim de jogo para a humanidade.
Neste história, um rapaz de alta inteligência está preso num laboratório controlado por cientistas. O método de medir está inteligência não me persuadiu: “Quantos sonhos cabem na palma da mão?” pá, essa pergunta não faz sentido nenhum. A resposta mais inteligente seria “O quê? Deixa de dizer disparates!”
Mas apesar disso, gostei do conto e comprei mais dois pelo mesmo autor.

Posted in Portuguese

Malditos, Histórias de Homens e de Lobos – Ricardo J. Rodrigues

Este é um livro fascinante. Aqui temos uma história verdadeira, contada pelos olhos de dois inimigos: os lobos e os pastores. Uma rivalidade que durou há séculos está prestes a terminar com o fim duma moda de vida (a dos pastores) e o esgotamento de espaços selvagens onde moram os lobos. É uma guerra eterna que vive em mitologia (quem viu a capa do livro e não pensou de lobisomens?) mas não tem espaço neste mundo cada vez mais moderno.

Posted in Portuguese

O Anibaleitor – Rui Zink

Gostei muito deste livro. É curto, uma espécie de romance picaresco, contado na primeira pessoa, e com um monte de referências a outros livros e filmes (obviamente o título é uma piada baseado do anti-herói d”O Silêncio dos Inocentes”)
Principalmente, adorei as declarações do Anibaleitor sobre a leitura.

Posted in Portuguese

Manual do Bom Fascista – Rui Zink

Manual Do Bom Fascista – I’ve aligned the image to the right, as he would have wanted

Um livro divertido mas cheio de vocabulário desconhecido (mais do que normal… Não costumo de usar o dicionário tanto com livros humorísticos!)
O autor defende que o fascismo é uma tendência que existe em cada um mas, tal como o espírito de mal no livro The Shining, “é fraco e, para prejudicar a sério, precisa de contaminar seres de carne e osso, igualmente fracos, ou apanhá-los num momento de fraqueza” (este cotação vem do capítulo “Ministério da Fraqueza”, página 61 nesta edição). Isso, para mim, é a chave do humor do livro, porque fascistas verdadeiras são uma grande ameaça mas os emoções que um demagogo pode abusar para ganhar seguidores vivem em toda a gente. Provavelmente cada um de nós reconhece algum comportamento nestes capítulos que mora nos nossos próprios corações. Por isso, não estamos a rir só do nosso tio que lê o Daily Mail (ou quer que seja a equivalente português) mas também rimos da nossa própria predisposição para agir numa maneira reaccionária quando temos medo ou sentimo-nos fora da zona de conforto. Por isso, embora haja assuntos sérios (racismo, homofobia) os capítulos mais engraçados são os que tratam de frustrações do dia a dia (tal como impostos, opiniões com qual não concordamos, novidades linguísticas ou seja o que for) que dão surgir os nossos preconceitos e acordam o nosso facho interior. E assim, rimos e compreendemos melhor de nos próprios.

Posted in Portuguese

Treze Más Histórias Para Adormecer – Ana Cláudia Dâmaso

O título deste livro conta tudo o que a leitor precisa de saber: eis alguns contos. Quantos? 13. Para quando? Para a hora de dormir. Pois. E então… ajudam o leitor adormecer? Hum… Não… Provavelmente não irão ajudar ninguém.

Umas histórias são arrepiantes, outros assustadores, mas quase todas são divertidas (quase todas? Sim, a décima primeira pareceu mais… Desagradável). A autora escreve com fluidez. Não me custou ler as histórias. A única queixa que tenho é isto: o sexto conto seria mil vezes mais arrepiante se as últimas duas palavras fossem “és tu”. Porque é que não termina assim?