No livro O Retorno, o narrador diz que a sua irmã sonha dw que o Alberto de Simplesmente Maria está a sua espera no aeroporto.
Fiquei curioso. Ao que parece foram feitos seis telenovelas com aquele título. O mais óbvio é o de 1971 (3 anos antes dos eventos narrados n’O Retorno) mas segundo a Wikipedia não existem Alberto nenhum no seu elenco, portanto deve estar ou a série argentina (1967) ou a peruana (1969).
Hm… Parece-me pouco provável. Sei lá. Faria uma pergunta no r/Portugal mas seria chato explicar aos jovens como funciona a linha temporal deste cenário…
Olá! Será que alguém ainda está a ler este blogue? Espero que sim mas tenho de admitir que ando muito ocupado com todos os meus compromissos, não só no âmbito de trabalho, mas também no condomínio, a horta comunitária e o curso online, tenho pouco lazer e não me admiraria se todos vocês tivesse desistido de seguir!
O último exame do curso (Literatura e Cultura Portuguesas – Época Contemporânea; Universidade Aberta) estará neste terça-feira. Não fiz a leitura toda. Ups. Mas tenho de fazer um esforço nos próximos dias, porque se conseguir uma boa nota nisto, passarei o curso todo e voltarei a ter tempo livre.
O Retorno
Hoje, aprendi uma nova palavra: “Cronótopo”. Não é muito útil. Se entrares numa loja e dizeres “O Evaristo, tens cá Cronótopos?” O lojista dar-te-á um olhar perplexo. Trata-se de um conceito emprestado da matemática ao campo da teoria literária, e descreve o estado do tempo e do tempo interligados numa narrativa. No caso d’O Retorno de Dulce Maria Cardoso, O Hotel do Estoril funciona como cronótopo, no qual Rui e a sua família ficam presos ao chegar ao metrópole. Neste espaço liminar, os retornados tentam reconstruir as suas rotinas num tempo que não é passado nem futuro. “Insistimos em pormenores insignificantes porque já começamos a esquecer-nos” Frases repetidas (por exemplo “um quarto pode ser uma casa”), esta noção de ser fora do tempo é reforçado e, segunda a académica Ana Filipa Prata*, o romance sublinha a permanência da trauma com o hotel como metáfora da condição existencial do país na esteira da descolonização.
Got the result for the second of the exams. It arrived via a completely different route from the other, contributing to my impression that the Universidade Aberta’s systems are a bit more random than the Open University in Britain. Anyway, never mind. As for my own performance, well, it was pretty terrible. Worse than expected, even. 7/12, which is only just over the pass mark. Luckily, this one has 40% for continual evaluation though, and I did pretty well in that so the average was dragged up. 13.7/20 which is what? 65 +3.5 = 68.5%. That’s not bad really! If I’d had 5 more minutes for a quick grammar check Iºd have probably gone up 5 or 10%, I think, but it was not to be!
The final stage of the course is starting now: Literatura e Cultura Portuguesas – Época Contemporânea. It seems to be all about the colonial wars and the end of empire and there are three set books, two of which I have read already and one is on my TBR: respectively “O Retorno” (Dulce Maria Cardoso), “A Costa dos Murmúrios” (Lídia Jorge) and “Os Cus de Judas” (António Lobo Antunes). I’m excited to get started because I enjoyed the first two books but don’t remember them well, so a guided re-read of them would be great, and Os Cus de Judas comes highly recommended too!