Posted in Portuguese

O Futuro Tem 100 Anos

Esta BD foi lançado para comemorar o centenário da CUF, uma empresa que (nas suas próprias palavras) trouxe a revolução industrial para Portugal on 1908. A história é contada do ponto de vista de uma mulher de 2008, que é a bisneta dum engenheiro francês, um empregado da empresa. Até certo ponto, esta decisão, faz todo o sentido porque o leitor pode ver as ligações entre o mundo de hoje e os eventos do passado. Mas… Para mim, os autores focam demais na protagonista (que é jovem, bonita, mais fácil no olho do que o bisavô dela!) e por isso não temos um entendimento nítido do crescimento da empresa, o impacto dela na vida do país, os raízes dos problemas laborais (tal como a greve), e a evolução da empresa desde o século XX até agora (acredito que se trata de um rede de hospitais hoje em dia não é?)
Ainda por cima o arte não é assim tão incrivel.
Meh. Interessante mas não passa de ser um panfleto de publicidade. 3 estrelas.

Posted in English

The Greatest Stories Ever Heard

As regular readers (hey, stop laughing – I have regular readers! I do!) will know, I am obsessed with audiobooks, so I have been trying for a while now to compile a definitive list of all the european portuguese audiobooks available, so I have been through every single audiobook in Audible and listened to the accent and I’ve wrestled with Kobo’s completely useless search function to bring a few golden nuggets from among the grit. You can find them all here. I’ll add to the list as new ones become available. If you know of any I’ve missed, please let me know. I feel like I’ve been pretty thorough but I’m just one person and it’s a big internet.

There are affiliate links on the page, by the way: I’m hoping my obsession will pay for itself one day.

Posted in Portuguese

Z – Manuel Alves

Um conto de ficção científica que demonstra uma axioma do livro “Superintelligence” de Nick Bostrom: logo que alguém crie uma entidade de  inteligência superior à de seres humanos, é o fim de jogo para a humanidade.
Neste história, um rapaz de alta inteligência está preso num laboratório controlado por cientistas. O método de medir está inteligência não me persuadiu: “Quantos sonhos cabem na palma da mão?” pá, essa pergunta não faz sentido nenhum. A resposta mais inteligente seria “O quê? Deixa de dizer disparates!”
Mas apesar disso, gostei do conto e comprei mais dois pelo mesmo autor.

Posted in Portuguese

Malditos, Histórias de Homens e de Lobos – Ricardo J. Rodrigues

Este é um livro fascinante. Aqui temos uma história verdadeira, contada pelos olhos de dois inimigos: os lobos e os pastores. Uma rivalidade que durou há séculos está prestes a terminar com o fim duma moda de vida (a dos pastores) e o esgotamento de espaços selvagens onde moram os lobos. É uma guerra eterna que vive em mitologia (quem viu a capa do livro e não pensou de lobisomens?) mas não tem espaço neste mundo cada vez mais moderno.

Posted in Portuguese

O Anibaleitor – Rui Zink

Gostei muito deste livro. É curto, uma espécie de romance picaresco, contado na primeira pessoa, e com um monte de referências a outros livros e filmes (obviamente o título é uma piada baseado do anti-herói d”O Silêncio dos Inocentes”)
Principalmente, adorei as declarações do Anibaleitor sobre a leitura.

Posted in Portuguese

O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca – Ana Pessoa

Este livro (caderno?) é muito divertido. Conta a história de uma rapariga de 14 anos (faz 15 perto do final da história). Não divulga a nome dela mas há pistas, e não é difícil adivinhar! Ela é karateca (palavra desconhecida para a minha esposa, e isto deu boa oportunidade para mim ser professor de português a uma madeirense), e gosta de um rapaz da mesma classe de karaté.
O caderno é cheio de desenhos bonitos contos pequenos, listas, e pensamentos, mas não é um caderno típico, não, tem uma vida e uma vontade própria como a rapariga descobre…

Posted in Portuguese

Esquerda e Direita: Guia Histórico Para o Século XXI

So confused about which way to align this one

Esquerda e Direita – Rui Tavares

Adoro tanto estas edições da editora Tinta de China de cantos redondos. O livro vale mesmo a pena para quem se interessa na política. O autor afirma que as etiquetas “direita” e “esquerda” estão mais importante do que nunca, mesmo que o “campo de batalha” fique cada dia mais complicado, e tenhamos de ter em mente outros dimensões de político (global e nacional, autoritário e libertário) além daquelas. Embora os significados das palavras mudem ao longo dos anos e entre vários países, sem qualquer método de orientarmo-nos num espectro de opiniões, ficamos mais vulneráveis aos bitates dos demagogos.
O argumento do livro é muito justo. Quero dizer que o escritor nunca menospreza o ponto de vista dos seus rivais da direita, nem tenta branquear os crimes da esquerda. Mas defende a sua opinião: as categorias ainda fazem sentido, e os apoiantes de cada asa devem continuar em diálogo.

Posted in Portuguese

Raízes – Opinião


Raízes – The Lisbon Studio Series Vol. 4
Hm… Este livro é uma misturada de BDs diversas. O livro tem bom aspecto mas cheira a plástico. Ao final de contas deixou me desiludido. Há talvez duas histórias interessantes, duas com arte fascinante mas sem enredo, mas o resto… *encolho os obros* …
Se calhar a vantagem de conjuntos deste tipo é que dão oportunidade de descobrir novas artistas que – quem sabe – podem criar algo mais completo. Infelizmente, não há nada aqui que inspirou-me procurar mais obras de qualquer um.
Posted in Portuguese

O Atelier de Noite – Ana Teresa Pereira

O Atelier de Noite é o meu segundo romance de Ana Teresa Pereira. Encontrei o mesmo sentimento onírico do outro (O Verão Selvagem Dos Teus Olhos). Os dois livros partilham também um origem em literatura inglês. Neste caso, o primeiro conto é baseado na vida de Agatha Christie, que desapareceu durante 11 dias nos anos vinte do século passado. ATP usa este evento como matérias-primas de uma obra contada numa série de esboços (não há capítulo que ultrapassa 2 páginas, e alguns têm tamanho mesmo menor) de uma escritora a viver às escondidas num hotel, a fugir da vida, talvez num estado de fuga. Mas o ponto de vista muda de um capítulo para outro, e nós leitores, com visão turva, nem sempre sabemos quem é a protagonista: quer Ana quer Agatha, ou até Poirot. Os cargos de autora e protagonista ficam embaçados.
Embora o segundo conto tenha uma outra história, não é cem por cento distinto. Tem a mesma estrutura, e várias frases e temas repetem-se nos dois. Confesso que o meu português não é o suficiente para entender a ligação entre os dois. É provável que perdi algumas coisas, mas gostei de viver durante um dia (sim, um dia. É pequeno. Devorei-o) neste sonho literário.