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I Continue to Get Surprisingly Good Marks

I got a solid 3.4/4.0 in the essay about Dom Joâo II. That’s 85% – God, I’d have killed for marks like that in the degree courses I took in IT and computing. I made a lot of silly grammatical errors that I should have picked up in editing, but in spite of everything, he noted that I have shown that I had an original and distinctive take on the subject, and I feel quite pleased with that!

As Sombras de D. João II

Anyway, I need to start revising, so I am going to go through it in detail, fix the mistakes and think about what could be improved. Again, this is just for my own benefit, but if you’re following along, the challenge was to analyse the title and subtitle of this thriller and decide what it means, referring to what we know about the real (historic) and fictional (in legend, propaganda and media representations) person that is Dom João II. I’ll fix all the boring typos and comment on the mistakes that are interesting enough to say something about. I’m indebted to the teacher who took the time to correct the grammar but didn’t penalise me for it as I suspect he probably could have!

Introdução

Neste texto, vou tentar decifrar o significado do título e o subtítulo deste livro, mas antes de começar, é necessário perguntar “o significado para quem?” Raras vezes todos os leitores de um livro concordam sobre a interpretação de um livro. Então o nosso pensamento deve começar com o autor e a imagem que ele quer criar na mente do leitor. Mas a visão do autor não é isolada, separada da cultura e da sociedade onde vive. O seu retrato do rei tem de ser reconhecível para os leitores, ou seja, tem de ter alguma semelhança com a pessoa de João II promulgada* nas escolas e na média. Ao mesmo tempo, um autor de romances históricos sabe bem que os seus leitores querem mais do que factos, nus e crus. Se quisessem isso, teriam comprado alguma coisa da estante não-ficção. Assim podemos imaginar o autor a pensar nas várias narrativas ao longo dos anos. Não sendo historiador nem propagandista, o autor de ficção histórica é livre para escolher os aspetos da lenda que satisfazem os seus critérios.

Como o Título Chama a Atenção dos Leitores

Em primeiro lugar, a palavra “Sombras” pode ser interpretada de várias maneiras. Pode-se imaginar uma montanha ou um castelo a assombrar o território à sua volta por causa da sua imensidade. Uma sombra, então, é símbolo da imponente estatura da figura do rei nos olhos do povo. Por outro lado, a palavra sugere o lado obscuro de um governo e a sua rede de espiões. E em terceiro lugar, é fácil imaginar o rei como um protagonista assombrado pelas suas próprias dúvidas.

Destes três, a primeira explicação é a menos satisfatória. Um castelo tem uma sombra e mais nada, mas a palavra no título é plural. Quanto aos outros significados, o site da editora (Clube do Autor, 2026) fornece amplas provas de ambas. Talvez a única frase mais reveladora do seu assombramento e o do seu povo é “No meio de tudo isto, há um homem de lágrima fácil e íntimo cruel, um verdadeiro manancial de sentimentos por decifrar.”

Noutras palavras, ao** leitor está a ser prometido emoções turbulentas por parte de um rei que anteriormente teria parecido opaco e ainda por cima um enredo cheio de surpresas e que – quem sabe – é capaz de pôr em causa a nossa imagem do Príncipe Perfeito. 

Como o Subtítulo Os*** Seduz Ainda Mais

À primeira vista, o subtítulo, “Sonho, glória, poder e intriga. Os bastidores de um reinado de ouro.” garante uma visão do rei que é mais tradicional e mais normativa: o rei levou a cabo uma onda de descobrimentos cruciais para o futuro do país e do continente europeu, trazendo glória, poder e riqueza para os participantes e para o trono. Na verdade, a legacia**** dele é altamente discutível, como vemos na obra da Mafalda Soares de Cunha que mostra exemplos de historiadores serem acusados, desde o século XVII de (entre outras coisas) “[…] omitir uma série de informações importantes, como é o caso do seu papel no progresso da gesta expansionista… (Cunha 1988 pp 651) mas isso não altera a reputação do rei na imaginação pública. O seu nome é quase sinónimo dos descobrimentos, é óbvio no “Mensagem” de Fernando Pessoa, a sua mitologia poética do passado de Portugal, onde o rei aparece não só no poema que tem o seu nome onde ele parece “uma alta serra”***** (Pessoa 1934 pp 44) (e, indubitavelmente, assombra o promontório onde está!) mas também em “O Mostrengo” o navegador leva o nome dele como um talismã contra os perigos do mar****** (Pessoa 1934 pp 57)

Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo;
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!

Adriana Bebiano afirma que a precariedade do mundo atual (ela estava a escrever logo depois dos atentados de 2001) produzia um desejo de regressar ” a representações identitárias onde se observa um excesso de passado” (Bebiano, 2002 pp 534) e que, no caso de Portugal, esta tendência era caracterizada por “a quase omnipresença da gesta marítima” (ibid) como o navio na capa deste romance.

Para Jorge Sousa Correia, escrevendo nos anos vinte deste século, a confiança na autoridade está catastroficamente reduzida e andamos rodeados por teorias de conspiração. Daí, não é nada surpreendente que vejamos neste título e seu subtítulo, uma combinação da glória radiante do passado, salpicada de tons mais escuros, representando a sombra de dúvida no que diz respeito ao líder daquela época dourada*******.

*I should really have said divulgada or propalada. I was really going for something that indicated the image was being put out as a sort of “official version” of events but it turns out I don’t really know what promulgated means even in my own language!

**Over-literal translation here. In english we’d say “the reader is being promised something” but that doesn’t work in portuguese; you have to say something is being promised TO the reader

***This is meant to follow on from the previous heading: having caught the eye of his readers he is seducing them further, but with such a long gap in between it was confusing, so the marker was left scratching his head and wondering who the hell I’m on about

****Woah! This falso amigo really surprised me. I should have said “legado” which means legacy. Legacia refers to the office of a legate!

*****Part of the instructions were that you had to quote something from the mandatory readings and believe it or not there three words are me paying lip service to that rule, because this poem is one of the texts. The marker didn’t notice – perhaps understandably, given how titchy it was, and I think I lost points as a result. Well, it’s a fair cop!

******I’m really not happy with this whole section, highlighted in yellow. It seems like a real tangle of thoughts. The prof didn’t penalise me for it, but I wish I had taken half an hour to straighten it out a bit and order it better.

*******I think the conclusion here went down well. I was quite pleased with it. I was criticised for not going into the “sombras” as much as I could have by referring to the death of his son or or the aristocrats he had bumped off. To be fair, neither of those is really referenced in the blurb and I had the impression the writer wasn’t really focusing on them, but OK, fair enough, maybe I should have gone darker!

Bibliografia

Bebiano, Adriana (2002) A invenção da raiz. Representações da nação na ficção portuguesa e irlandesa contemporâneas em Ramalho, Maria Irene e Ribeiro, António Sousa Entre Ser e Estar (2002) (pp 503-537)

Clube do Autor (2026). As Sombras de Dom João II, encontrado a https://www.clubedoautor.pt/livro/as-sombras-de-d-joao-ii

Correia, Jorge Sousa (2021) As Sombras de Dom João II

Cunha, Mafalda Soares da (1988) D. João II e a construção do Estado Moderno. Mitos e perspetivas historiográficas em Arqueologia do Estado pp 649-667

Pessoa, Fernando (1934) Uma Asa do Grifo em Mensagem pp 44

Pessoa, Fernando (1934) Mostrengo em Mensagem pp 56-57

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As Cartas de Amor – Madeleine L’Engle

(Contém spoilers) Madeleine L’Engle é famosa principalmente por ter escrito o clássico de ficção científica A Wrinkle in Time (Um Atalho no Tempo), e confesso que não fazia ideia de quais, nem quantos, outros romances ela escreveu, mas ao procurar as obras inspiradas pela história das cartas portuguesas, deparei-me com este livro.

Trata-se de um romance histórico que sucede em três linhas temporais: a da Charlotte, uma norte-americana dos anos sessenta do século passado (quando o livro foi lançado), a da mesma Charlotte quando era nova, numa escola católica, e finalmente no século XVII, no convento onde viveu a “freira portuguesa”, Soror Mariana Alcoforado. A história da jovem Charlotte é um enredo menor, subordinado às outras duas.

É evidente que a autora fez uma pesquisa minuciosa antes de se pôr a escrever. Embora as cenas com Mariana sejam ficcionais, são baseadas na realidade: citações das cartas, os membros da família da freira, o estado social do seu amante, a guerra, e a polémica em torno da autoria das cartas, por exemplo. O elemento fictício ilumina os factos com uma narrativa credível do estado de espírito da Mariana e das outras freiras desde antes da chegada do jovem militar francês até à publicação das cartas e a sua subsequente desgraça. Existe um epílogo no qual a autora explica quais aspectos do texto são ficcionais.

Apreciei como a autora fez a transição de um fio narrativo para outro: muitas vezes acaba com uma protagonista a dizer ou a fazer alguma coisa, e retoma a história de uma outra, num momento no qual ela está a fazer ou a dizer algo muito semelhante, o que realça como as duas vidas correm em paralelo. A Charlotte também sente-se culpada e abandonada. No seu caso, o seu filho faleceu e a seguir o luto e o sofrimento dela e do seu marido* dá-se num rompimento no casamento deles. Ainda por cima, ela está grávida. A origem da angústia dela não é idêntica à da Mariana, mas o tamanho daquela angústia é igual.

Entretanto, na terceira linha temporal, o maior acontecimento na história da jovem Charlotte tem lugar na escola internato, quando uma amiga dela trai a sua amizade e, quando a Charlotte a escreve uma carta para lhe pedir a voltar a ser amiga dela, a já ex-amiga trai la ainda mais por ler a carta em voz alta às outra alunas no dormitório.

Ao longo do tempo, lendo as cartas e falando com os padres e os amigos que conheceu em Portugal, a Charlotte vem a ter cada vez mais simpatia pela condição da Mariana, e entende a sua situação de uma nova perspectiva de aceitação do seu próprio pecado e da sua própria angústia. Mas a aceitação leva-a a uma decisão surpreendente: ela volta ao marido. O marido da Charlotte é um bruto insuportável, na minha opinião, mas a autora retrata-o como um ser humano falho, em vez de uma caricatura, apesar do seu comportamento imperdoável com a Charlotte. A escolha, por parte da Mariana, para regressar a casa é um osso difícil a roer. Geralmente, não aconselharia alguém a se reunir com um homem daquele tipo, mas na situação na qual se encontram, sabendo que a perda de um filho é capaz de despedaçar uma pessoa, fosse quão decente que fosse, quase vejo como ela chega à sua decisão.

(I posted this on the university message board and the docente asked me how she had managed to work in the controversy around the authorship of the letters so I add the following by way of follow-up)

Não quis sugerir que a autora deixou a questão completamente aberta. Na linha temporal da Mariana, é evidente que ela escreveu as cartas e entrega-as para o soldado com ajuda de um amigo. O livro chega, sem aviso, da França, nas livrarias da cidade e em breve toda a gente sabe, e as freiras tornam-se alvo de piadas grosseiras, e como podes imaginar isso tudo cria muito transtorno e raiva no convento.

Mas ela usa diálogos entre as personagens na narrativa que tem lugar no século XX para elaborar certas coisas sobre o que nós sabemos, ou não sabemos, sobre as cartas, nos dias que correm. Por exemplo, perto do final do livro (os parágrafos da versão Kobo nem sempre correspondem aos de um livro de papel mas acho que há de ser 20-30 páginas antes do fim) encontramos a seguinte exposição escondida numa conversa entre a Charlotte e Dr Ferreira:

She picked up the letters.
He looked at them, raising his shaggy brows. “You must understand, Charlotte that it is perfectly possible that these letters are a fraud.”
“But what do you think?” Charlotte asked. “Do you think it all happened? There was a nun in the convent called Soror Mariana, wasn’t there?”
“Yes. But there are many people who think that the name was stolen, that she has been maligned, that the religious vocation has been smirched.”
“And you?”
“There have always been people who cannot understand the meaning of vocation and therefore would like to see it belittled. As for Soror Mariana, yes, I happen to think it probably happened, but that is hunch and personal opinion, not authentication.”
“Do you think the letters are shocking?”
“If they are real, no. If they are a literary fraud, yes.”
“Why?”
“They aren’t good enough art. If they aren’t a true outcry, they were written purely for sensationalism. It is not that as a subject I find it shocking. I don’t feel that in art there is any subject that is taboo. It is how it is handled that matters. A study of nudes is a simple enough example. Some are art; others are nothing more than pornography. “

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Uma Aventura na Madeira de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada – Opinião

 Comecei este livro no outono de 2024 e fiz uma pausa durante mais de um ano antes de terminar. É incrível! Como sempre, grande parte da ação tem lugar em sítios verdadeiros e as autoras explicam algumas coisas sobre os factos da zona onde os jovens estão. Mas este livro é mais divertido do que os outros que já li na série. Ri em voz alta. não me admira que os livros tenham tantos fãs. 

If you click the link above, it’ll take you to Wook, but if you don’t want to pay postage, you can get it cheaper on Kobo and read it on your phone or tablet device for a lot less. I read this on a phone and it’s pretty easy to do. Takes a few hours and it’s a solid school-age read. -> Here’s Uma Aventura Na Madeira and the whole series.

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Aqui Dentro Faz Muito Barulho de Bruno Nogueira – Opinião.

Aqui Dentre Faz Muito Barulho é um livro desses que fazem um ninho na mesa de cabeceira durante umas semanas porque o formato (pequenos textos de 2-3 páginas) é perfeito para quem precisa de ler alguma coisinha antes de dormir. Não exige muito do leitor, não nos deixa perturbados, e se não nos lembrarmos o que limos no dia anterior, não importa, porque a leitura de hoje tem um novo assunto. Já li vários livros do mesmo género, escritos por Miguel Esteves Cardoso e Ricardo Araújo Pereira. Este não me fez soltar tantas gargalhadas como previsto. Achei-o inesperadamente pensativo.

Aqui Dentro Faz Muito Barulho

Levei-o comigo à Madeira em Novembro e terminei-o nos últimos dias de Dezembro. 

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“Os Passos Em Volta” de Herberto Helder

Os Passod em Volta de Herberto Helder

Já escrevi um texto sobre um conto desta coleção há algum tempo, porque eu tive de ler o “teorema” como prate do curso sobre a cultura e a literatura portuguesa. O docente explicou o contexto da história (O protagonista é um dos assassinos de Inês de Castro). Adorei tanto que decidi ler os restantes histórias. Infelizmente, sem um professor para explicar, a experiência foi menos satisfatória… 

O autor é madeirense, e a minha esposa já teve o livro na estante mas quando o mencionei no Insta alguém me chamou de erudito porque tem a reputação de ser uma leitura difícil. Podes crer, mas ainda assim, estou muito contente por ter lido e entendido um dos contos!

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Asterix Na Lusitânia – Opinião

Adoro esta série de bandas desenhadas e estou muito feliz que os nossos heróis, Astérix e Obélix chegam finalmente na província romana de Lusitânia. A sua missão é libertar Malmevês, um empresário de garum (uma espécie de molho de mariscos) e o pai da Saudade, (uma mulher pela qual o Obélix está caidinho, embora não admita!). O Malmevês está preso numa cadeia romana porque é suspeito de um atentado contra o imperador, mas os gauleses espertos sabem descortinar o verdadeiro assassino, disfarçando-se como Tugas para entrar sem ser capturado.

Ainda bem que não havia partidos políticos da extrema-direita porque às vezes os visitantes ajudam muito.

Como sempre, os habitantes da terra onde a história tem lugar têm as características dos atuais habitantes do país moderno: comem bacalhau, construem calçadas mosaicas e cantam poemas tão melancólicas que quem os ouve desata logo em lágrimas.

Apesar da morte dos criadores, Goscinny e Uderzo, a série retém o espírito dos livros originais: humor, otimismo, alegria e inteligência.

Astérix na Lusitânia: Wook

Pois é, mas como se pronúncia o nome do tipo?
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It’s a Joke But it’s Also Homework

(Update: corrected version here)

I hope I can quote a whole article here under… what? Fair use? It’s Manuel Cardoso, writing in the Expresso under the headline “Os portugueses lêm bem” and I’m not stealing it, I’m fixing it because – unless I am making a massive idiot of myself by misunderstanding, he has deliberately put lots of errors in it, and that’s the joke. Even the title has an error in it. It should say “lêem”, not “lêm”. What’s really interesting about this is that most of these are the kinds of mistakes a native speaker would make, and they are usually different from the mistakes we made as learners. They are mistakes you make when you’ve learned a language by listening instead of by studying books.

Anyway this is a learning blog so I’m going to use it as an exercise and try to fix it. I WILL DEFINITELY GET A LOT WRONG so rather than erase the original text, I will put what I think are the right answers in the footnotes and then if any other students are reading this you can play along and see if you get the same answers as me, and, if not, tell me about it in the comments!


Segundo a OCDE, a literacia dos adultos do nosso país está abaixo da média. Talvez póssamos(1) refletir um pouco sobre o assunto. Dizer(2) que não confio nada nestes resultados. Houveram(3) pessoas a afirmar que não ficaram surpreendidas, mas eu fiquei perplexo. Na minha opinião pessoal, os portugueses têm excelentes capacidades de interpretação de texto. Acreditaria neste estudo se tivesse sido feito à(4) cinquenta anos atrás, mas a verdade é que, nas últimas décadas, avançámos muito para a frente(5).

Julgo que tudo isto é muito suspeito, porque o esforço para aumentar a literacia em Portugal tem partido(6) de ambos os dois lados políticos. Este atual governo até já interviram no sentido de(7) resolver os problemas de fundo da educação. Certamente que a OCDE vai retratar-se(8): os resultados devem estar errados, derivado a erros. Caso contrário, não vejo outra alternativa senão sair para fora dessa organização. Se tivesse nas minhas mãos, eu faria-o(9).

É óbvio que a divulgação deste estudo causou mau-estar(10). Esta notícia estragou-me o dia, que até estava solarengo(11). Não tenham dúvidas: condeno veemente(12) a postura da OCDE. É ofensivo que um organismo(13) internacional trate os cidadões(14) portugueses como uns analfabetos quaisqueres(15). Aonde(16) fica a dignidade? A mim, pessoalmente, admira-me que isto não tenha despoletado manifestações. Para receber resultados como estes, para a próxima nem vale a pena partilhar os dados. Hades(17) cá vir, OCDE.

Não nego, há pequenos pormenores a afinar. No que toca à avaliação dos alunos, temos de subir para cima os indicadores(18). Por exemplo, os exames de matemática deste ano podiam ter corrido mais bem(19): não houve poucas(20) notas negativas. De facto, dá vontade de perguntar uma questão aos nossos estudantes: o que é que fizes-te(21) no ano lectivo(22) passado? Em todo o caso, temos concerteza(23) capacidade para inverter esta situação e sair deste ciclo vicioso(24). Confiem, OCDE: a gente vamos(25) dar a volta a isto.

(1) possamos doesn’t need an accent

(2) I think he means “diz-se”

(3) Looks like the wrong tense. Educated guess would be that he means “Haverão”

(4) Should be há. The “atrás” later in the sentence is redundant too, I think

(5) Hmmm…. this looks fishy too. Avançar implies the frente so that seems redundant, and “para” instead of “em” seems surprising so I think this is another mistake

(6) Tem partido can’t be right but I’m not sure what it’s meant to be

(7) Not a grammar error, I think but seems like a misuse of the expression “In the sense of”. It gets misused a lot in english too.

(8) They’re going to draw a portrait of themselves? Unlikely. I think the verb should be retrair.

(9) Looks like we’re in mesoclise territory: Fá-lo-ia

(10) Mal-estar

(11) I’m starting to get paranoid and feel like I’m missing loads. I don’t quite know what the joke is here but this is such an odd word that it has to be a wrong. I know it can mean sunny, but its just not a word I’ve heard before so I smell shenanigans.

(12) Ha! It hadn’t really occurred to me but although veemente is an adjective, the presence of the “-mente” at the end makes it look like an adverb. It should be veementemente! Vehemently.

(13) Organização, presumably

(14) Cidadãos

(15) Popular general knowledge quiz answer, which is the only word in the language that is pluralised in the middle, not the end, quaisquer, not quaisqueres!

(16) Just onde

(17) Getting a bit lost here. I know it’s quite common that people write “há-des” instead of “hás-de” but I haven’t seen it without an apostrophe so maybe he really means Hades is coming. The sentence immediately before this one seems impenetrable and I feel like there’s something wrong with it but I don’t know what

(18) So it looks like the indicators/standards have to go up but he starts off saying “we have to go up…” so I think maybe it’s just that the verb doesn’t match what I take as being the subject of the verb…?

(19) Melhor

(20) There weren’t few… seems like a double negative, no?

(21) Fizeste.

(22) Looks like a pre-AO spelling

(23) Com certeza

(24) The expression is “Circulo vicioso” not “ciclo vicioso”

(25) A gente takes third person singular verb endings: a gente vai, no vamos

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Resistência à (Pagar por) Leitura

Sigo Regina Duarte no LinkedIn. Comecei muito cedo, por causa dos exames CAPLE, quando ela era funcionária no Instituto Camões, no Consulado Português em Londres. Hoje em dia é diretora do Plano Nacional de Leitura (também conhecido por “LER+”)

Queria let o artigo dela “Resistência à Leitura”, escrito em Dezembro do ano passado mas não tendo tempo, marquei-o para ler mais tarde. Ora bem, hoje é mais tarde, mas bati com o nariz na porta. A imagem do artigo no LinkedIn está cortada. Fiz uma pesquisa no site Expresso mas não sou subscritor e a minha curiosidade não chega aos €2.49 e dois minutos de preencher formulários online!

Dai, posso avaliar a minha resistência à leitura em termos financeiros. O que é que isso significa, um homem educado que não quer pagar umas poucas moedinhas para apoiar a indústria jornalística? Sinceramente, não faço ideia.

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Uma Opinião Que Não É Uma Opinião

Costumo de escrever opiniões nos livros portugueses que leio. Ouvi este Audiolivro enquanto embrulhava as prendas de natal sob influência do Baileys, portanto a minha memória está embaciada e a minha opinião não é confiável… Peço desculpa. Talvez no próximo Dezembro eu volte a ouvir, sem álcool. Os contos individuais são disponíveis na loja Kobo mas provavelmente não te apetece lê-lo em Janeiro!

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Sal – João Andrade e Luís Buchinho

Sal - João Andrade e Luís Buchinho

Esta banda desenhada conta a história de uma rapariga madeirense, de uma família em crise, que foi levada para uma casa de acolhimento. Os quadrinhos são bem desenhados. É super fácil entender quem está a falar e o que é que está a acontecer. Em sumo, a execução da história é bem realizada. Quanto à história, tenho algumas dúvidas sobre como funciona o sistema de apoio de crianças. Tendo trabalhado neste ambiente no passado, parece-me pouco provável que um trabalhador de proteção de crianças tenha o direito de simplesmente encostar o carro na rua de um menino e dizer “entra no carro” como acontece neste livro. Ainda por cima, o comportamento dos empregados na casa de acolhimento é pouco profissional… Eu sei que cada país tem as suas normas mas… Uau, fiquei surpreendido com as palavras que usaram, e a falta de respeito para a privacidade das crianças. Não é abuso, nada disso, mas também não é muito simpático. Mas talvez este especto faça parte da história. Infelizmente não sei como os autores vão desenvolver este fio da história porque este livro é apenas o volume 1 de uma série, o que não é evidente pela capa, mas ainda assim, é, mesmo. Então, vai haver mais no futuro, mas esta parte tem uma conclusão satisfatória da primeira fase da nova vida dela, portanto não me deixou frustrado por não completar a história.