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Receita: Porco à Baionense

#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON
Porco à Baionense é uma receita de Baião, uma vila no distrito do Porto. Encontrei-a no livro “Viagens Pelas Receitas de Portugal“* de Nelson Cavalheiro e decidi faze-lo.
Para fazer, coloque um pernil de porco numa tigela com uma marinada feito de manteiga, azeite, rosmaninho, tomilho, louro, cravo-da-índia**, alho e vinho branco. Cortar o pele em ziguezague*** e inserir um pouco da marinada (em forme duma pasta) dentro da carne. Deixe-o marinar por 12 horas.
Então, passe a carne para um tabuleiro com seis cebolas e um bocadinho de vinho e coloque no forno, aquecido anteriormente na temperatura máxima. Depois duma meia-hora, reduzir a temperatura para 170°C e assar para mais 3 horas. Afinal, cobrar o carne com alumínio e deixe-o repousar por 10 minutos.

Infelizmente, penso que o meu forno estava mais caloroso ao inicio, e por isso as cebolas queimaram rapidamente, mas o carne mesmo foi delicioso, tipo o Americano “pulled pork”. Servi-o com cenouras e ervilhas fervidas (para ser honesto, fervidas de mais… Ora sou inglês….) e batatas assadas. A nossa convidada gostou-o (o fingiu que gostou… mas não, sem dúvida gostou a serio.)  Hei de fazer este prato mais alguma vez.

**=I love portuguese names for herbs and spices. Rosemary, Thyme, Laurel… Cravo-da-India literally means “Indian Carnation” but it’s actually what we would call a clove. I think you can also use “cravinho”.
***=Yes, that means what you think it means.
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A Morte De Um Político 

 

Mário Soarss
Mário Soares

É um clichê dizer que o ano 2016 (dois mil e dezasseis) foi caracterizado pelas mortes duma legião de grandes cantores, actores e outras figuras publicas bem amadas. Mas ao início de 2017 (dois mil e dezassete), morreu uma grande figura pública na vida política de Portugal, Mário Soares. Foi um membro dos governos provisórios depois da “revolução dos cravos” no dia 25 de Abril 1974 (mil novecentos e setenta e quatro). Depois, foi primeiro ministro dos dois governos constitucionais. Presidiu ao fim das guerras coloniais em África e saudou um meio milhão de “retornados”.  


Talvez até mais importante, fez parte da fundação da democracia e da liberdade portuguesa e cultivou um sentido de independência de pensamento. Teve as suas próprias fraquezas, sem dúvida. Foi humano. Mas deixou o seu país mais forte, mais livre, mais orgulhoso do que antes.

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Entre o Natal e o Dia do Ano Novo

Os seis dias entre o Natal e uma passagem de ano são estranhos. Não são férias mas ninguém quer trabalhar. Muitos escritórios ficam quase vazios. Além disso, as escolas estão fechadas e muitas pessoas gostam de tirar dias de folga para umas férias longas com os seus filhos. Há um sentido do fim de ano mas não há uma renovação que chega em Janeiro. Há muito álcool e muitas delicias em casa e nada para fazer além de consumi-los e escrever as desejos do ano novo.

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Bacalhau à Gomes de Sá

Ontem, não tínhamos quase nada no frigorífico, mas encontrei duas postas de bacalhau. Decidi de fazer um prato tradicional português – Bacalhau à Gomes de Sá. Alterei a receita. Por exemplo, o bacalhau deve estar demolhado, mas o meu estava fresco. Não faz mal.

Em três tachos, cozi umas batatas, escaldei o bacalhau em leite, e* fritei duas cebolas e uns dentes de alho. Quando as batatas acabaram de cozinhar, cortei-as e coloquei tudo num tabuleiro com sal e pimenta. Levei o tabuleiro ao forno.

Depois a uns cinquenta minutos, retirei-o do forno e decorei-o com ovos cozidos e azeitonas pretas.

Para ser honesto, não sou um grande fã de peixe mas a gastronomia dum país parece uma parte importante da cultura. Quero tentar fazer mais receitas portuguesas, além de ler livros e ouvir música de Portugal.

*=The iTalki correction got rid of this poor little e but I think that’s a misunderstanding of what the sentence is saying. Lists of actions in which the last item in the list contains an “and” often cause confusion in english too

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O Candidato

1/12/2016
Realiza-se hoje na minha cidade uma eleição. Vivemos perto do aeroporto Heathrow no oeste de Londres. Há muitos anos, o governo britânico anunciou a sua decisão de construir mais uma pista em Londres para melhorar o sistema de transportes. Mas onde construir? Esta era a grande pergunta. O nosso deputado, Zac Goldsmith é membro do partido conservador, o partido do governo, mas o que tem em comum com muitos londrinos é que odeia notebook_image_752151o barulho do aeroporto. Por isso, prometeu demitir-se do governo se ficasse decidido construir a nova pista aqui. No mês passado, a decisão publicou-se: a nova pista será em Heathrow. O Zac, um homem de palavra, demitiu-se. Espera-se  que os eleitores irão apoiá-lo como candidato independente*. E talvez tenha razão mas acho que não. Lembramo-nos da eleição da prefeitura [em que ele usou argumentos racistas contra o candidato do partido trabalhador. Os Londrinos não aceitam isso caraças. Lembramo-nos também do seu apoio pelo “Brexit”. Setenta por cento de nós votámos não. Todos queremos parar a pista mas neste caso, acho que o Zac não é o nosso candidato.

 

*=One correction that changed the meaning of the sentence but was interesting anyway was “Resta aos eleitores apoiarem-no como candidato independente” (it remains with the electors to…” instead of “he hopes the electors will…”

 

Uma actualização

O Zac perdeu a eleição!

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Mudanças de Casa

Nasci ao fim dos anos sessenta em Edimburgo em Escócia, a minha terra da minha mãe. O meu pai era um médico e a minha mãe uma enfermeira no mesmo hospital. Conheceram-se um ao outro, casaram, e um ano mais tarde fiz a minha entrada no mundo.

Alem de ser médico, o meu pai era membro do exército britânico – um médico militar. Por causa do seu trabalho, mudámos de casa muitas vezes nos primeiros seis anos da minha vida entre vários acampamentos militares. Vivemos nas cidades do Harrogate e Colchester e passamos três anos em Singapura e depois voltámos para Inglaterra onde vivemos num último acampamento. Entretanto tinha ganhado dois irmãos. Suponho que isso seja algo bom. 🙂

Enfim, o meu pai saí do exército e a minha família mudou de casa outra vez para uma casa na cidade de Preston, onde ainda moram os meus pais.

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Ciclovias 

#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON

Li uma notícia hoje sobre o PSD (Partido Social Democrata) que queixou da câmara municipal de Lisboa. Conforme do PSD, eles construíram demasiadas ciclovias e quase nenhuma ciclistas usam-nas.

Conheço bem está acusação. É a mesma queixa usada por condutores em toda parte. Não gostam a mudança da cidade numa época de aquecimento global. Preferem os seus carros e receiam o futuro. Não preocupo-me com eles. A sua página de Facebook afirma “não é sobre bicicletas, é sobre prioridades”. Mas para mim, pareceu que foi sobre bicicletas… 

Suponho o PSD preferiria gasta dinheiro em mais caminhos para Ferraris e para burros*.
*=uma piada… 

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Declarações Aleatórias Sobre o Livro “Matadouro Cinco” de Kurt Vonnegut

tralfamadoreanPara praticar a gramática de B2 PT-PT (tempos verbais conjuntivos e situações que são *quase* conjuntivas com asterisco)

Acho que este livro é o melhor do Kurt Vonnegut *
Não acho que exista um livro melhor dele.
Há quem digam que “Bluebeard” é melhor mas são loucos.
Quer concordes quer não, é um dos melhores livros americanos desde sempre.
É possível que seja considerado um clássico
É curto e portanto é possível lê-lo num dia. *
Oxalá que não o escritor não morresse.
Os Tralfamadoreans levaram o Billy a uma jardim zoológico que fica no seu planeta.
O Billy tinha visitado o jardim zoológico de Ilium que fica no seu próprio planeta. *
Colocaram o Billy numa gaiola com a Montana e disseram-lhes “façam o que fizerem, não não conseguirão fugir”
“Vocês são prisioneiros mas aqui na gaiola podem fazer o que quiserem”
Trataram o Billy e a Montana como se fossem animais de estimação.
Se pudessem fugir, teriam fugido.
Uma guarda avisou-os: “sugiro que não se preocupem porque podemos ver o passado e o futuro, e sabemos que nunca termina. Este momento é, foi, e será para a eternidade”

Billy pensou “Logo que volte à minha terra, vou buscar a minha mulher. Mas tenho dúvidas que veja a minha terra mais uma vez”
“Estou desligado no tempo” disse Billy “Faço viagens ao passado e ao futuro. E sempre que regressar à destruição do Dresden vou ouvir as canções dos pássaros”
O Billy está a fazer o seu discurso, ao fim de que seja atirado por o seu inimigo.
Sabe que isto acontecerá mas também sabem que não é possível evitá-lo *

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O Email

Caro Joaquim,
Muito obrigado pelo seu e-mail! Que surpresa! Dá-me muito prazer de ouvir que tenhas tanta confiança em mim! Os cinco anos que passei neste escritório têm sido os mais feliz da minha vida profissional e sem dúvida depois de mudar de casa vou ter saudades da minha actual vida. A amizade das minhas colegas e o apoio que recebi seria prémio suficiente para mim mas… Uau! A sua oferta deixou-me boquiaberta! Mas aceito com mil graças!
Como sabe, adoro o pais de Portugal. Como sabe também, tenho medo de voar mas tenho vontade de visitar a terra da minha mulher, a Ilha da Madeira. Acho que há muitos cruzeiros que passam por lá. Para mim, isto parece a oportunidade perfeita de visitar uma ilha bonita sem o terror de estar acima das nuvens! Que pena que depois dos incêndios no verão passado, a bonita cidade do Funchal estará num estado tão lamentável.
Obrigada mais uma vez!
Os melhores cumprimentos
Joana

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A Televisão

“A televisão devia ter apenas programas que contribuíssem para a formação dos telespectadores”

O escrito que se segue é um texto baseado num exercício do B2 PT-PT exame. Desculpem, brasileiros mas lamento que neste caso vocês não me possam ajudar!

Não concordo com isto. Parece estrito de mais. Na minha opinião, de forma geral a televisão tem duas funções: informar e entreter. Não há razão nenhuma para que alguém não deva de ver alguma coisa divertida e não enriquecedora depois dum dia de trabalho. Contudo, sem dúvida, a televisão é um método importante de nos informar com notícias e partilhar opiniões e informações. Há quem digam que os donos das empresas de média interessam-se em apresentar as notícias numa forma que faz mudar as opiniões do povo. Estas pessoas, dizem que a televisão e os jornais têm poder de mais e até certo ponto isto é verdade. Estas mesmas pessoas que criticam o poder da média preferem obter informações através da Internet. Mas a eleição americana mostrou além de qualquer dúvida, que a Internet é cheia de mentiras. Éticas jornalísticas lá nem sequer se aplicam e apesar de ser composta pelas vozes do povo, está sujeita à influencia de partidos poderosos.