I came across a new European Portuguese podcast today.
Well, truth be told, it has been around since 2014 but it took a huge break for a couple of years and has just rematerialised on iTunes. It’s called Portuguese With Carla. It seems pretty easy, suitable for beginners, so if you’re at the A1/A2 level you should definitely give it a look. I don’t know that I am going to follow it because I think I’m past the point at which it can help me but I’ll try some of the later episodes first though, to see if it’s a bit more challenging. I could use a new podcast now that Say it in Portuguese has introduced a brazilian co-host (boooo!) and Practise Portuguese has slowed its output while the boys build their infrastructure and their business.
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O Quarto

A minha filha, a minha bebé, a minha abóborinha, já não está tão pequenina. Hoje em dia, prefere um CD de música rock em vez de se vestir como princesa.
Recentemente, pediu algumas vezes se podia renovar a decoração do seu quarto. Ora bem, vivemos aqui desde 2005 (dois mil e cinco) mas ainda não redecoramos. Por isso, consenti. Durante as férias da Páscoa, estamos a pintar as paredes, o tecto e a porta. Na segunda feira, passámos o dia inteiro a esvaziar o quarto. Levámos os livros, deitamos fora o lixo (3 sacos grandes!) e passámos a cama até ao centro do chão. Ontem, aplicamos uma camada de tinta. Hoje, não podemos fazer nada, mas amanhã, hemos de pintar a segunda camada. Depois, vamos pintar a porta e a madeira.
A madeira vai estar escarlate, uma parede preta e o resto amarelo claro. Finalmente, o quarto vai se encher novamente com móveis e as paredes com fotografias de rapazes bonitos com guitarras eléctricas e penteados fascinantes. O meu cargo, como pai já será cumprido.
Thanks Sophia and Giovanna for help with the corrections
O Dia B
This texto has been on iTalki for a while now, which is why it’s not as topical as it once was!
Para nós ingleses que votámos contra o Brexit, a semana passada foi triste. Afinal, a primeira ministra, Theresa May mandou uma carta ao Presidente do Conselho europeu, para iníciar o que consta no artigo 50 do Tratado de Lisboa e começou o processo de saída da UE. Sem adiar, um líder outrora do partido conservador tentou provocar uma guerra contra os nossos amigos espanhóis. Tanta loucura!
Li uma piada seca numa rede social “Uma grande vantagem de ser gay é isto: Nunca vou ser obrigado a explicar aos meus netos o que aconteceu hoje”.
Infelizmente não sou gay.
May I Be Of Assistance?
I’ve always thought of the verb Assistir as a straightforward false friend, meaning, as it does, to attend or spectate at an event, and has nothing to do with helping or supporting any way. But today I was reading the book “Trilby” by George Du Maurier, written at the back end of the nineteenth century and I came across this sentence
And, indeed, here was this immense audience, made up of the most cynically critical people in the world, and the most anti-German, assisting with rapt ears and streaming eyes at the imagined spectacle of a simple German damsel, a Mädchen, a Fräulein, just “verlobte”—a future Hausfrau—sitting under a walnut-tree in some suburban garden
That really sounds like a very Portuguese use of the word “assist”. So I looked in my trusty Chambers and it turns out that assist had, in Shakespeare’s day, much the same meaning as its cognate does in Portuguese. What’s more, when I checked the priberam online dictionary I found that Assistir has several senses, including the British one. They give as it’s synonyms Ajudar, Socorrer and Cooperar.
So what we have is a word with two distinct meanings, in the process of diverging, where one sense is dominant in English and the other in Portuguese, but while the lesser sense is still used in Portuguese, the lesser sense in English has all but faded away to nothing.
Se Faz Favor
Faça favor de não usar o autoclismo desta sanita para despejar fraldas, pensos higiénicos, lenços de papel, pastilhas elásticas, telemóveis velhos, contas por pagar, correio indesejado, a camisola da sua “ex”, esperanças, sonhos ou peixes dourados.

A Vista do Comboio
Hoje de manhã estou a viajar mais uma vez para Warrington, uma cidade no Norte de Inglaterra. Tenho sorte de ter bilhetes de primeira classe porque estavam ao mesmo preço dos bilhetes de classe turística. Há um empregado que me faz a pedicure enquanto que escrevo. A sério. Isto é o estilo de vida dos um por cento.
Pela janela vejo o sol a brilhar num céu azul e nítido, algumas árvores, um rebanho de ovelhas e carneiros e uma lagoa. As árvores ainda estão despidas, sem folhas, mas a Primavera já chegou e daqui a uma semana, quem sabe? Talvez estejam verdes novamente. De forme geral, a Primavera em Inglaterra é linda
A minha frente está uma mulher com cinquenta e tal anos a trabalhar com um portátil e a comer uma fatia de torrada com marmaleda (mas a marmaleda inglesa – um espécie de geleia de laranja). Tem cabelo claro e veste um top listrado.
Através do corredor. Há um homem com entradas no cabelo. Usa um cachecol e um fato cinzento e olha pela janela. Entretanto está a ter uma conversa com um telemóvel com auscultadores e microfone.
Até agora está a ser um bom dia. Infelizmente, enquanto que escrevi este texto, fiz uma pausa para usar a casa de banho. Depois, fui empurrar o botão para abrir a porta e… Nada aconteceu! A porta ficou fechada. Enfim, depois de tentar por cinco minutos com cada vez mais força, desisti. Tive que tocar o alarme para chamar um empregado para abri-la. Bolas! Fiquei muito envergonhado.
Tradução
Translation of the song in the last post
Se um dia alguém, perguntar por mim
If one day anyone asks about me (#futuroDeConjuntivoKlaxon)
Diz que vivi para te amar
Say that I lived to love you
Antes de ti, só existi
Before you, I only existed
Cansado e sem nada para dar
Tired and with nothing to give
Meu bem, ouve as minhas preces
My love, hear my prayers
Peço que regresses, que me voltes a querer
I’m asking you to come back and love me again
Eu sei, que não se ama sozinho
I know that you don’t love alone
Talvez devagarinho, possas voltar a aprender
Maybe slowly you can learn again
Meu bem, ouve as minhas preces
My love, hear my prayers
Peço que regresses, que me voltes a querer
I’m asking you to come back and love me again
Eu sei, que não se ama sozinho
I know that you can’t love alone
Talvez devagarinho, possas voltar a aprender
Maybe slowly you can learn again
Se o teu coração não quiser ceder
If your heart doesn’t want to surrender
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Doesn’t want to feel passion, or to suffer
Sem fazer planos do que virá depois
Without making plans for what comes after
O meu coração, pode amar pelos dois
My heart can love enough for both of us
AC/DC
While researching Portuguese national hero Viriatus (I’ll post about him later… Ooh, nice teaser, eh?) I noticed the Wikipedia entry gave a date as 147 a. C. That prompted me to wonder whether it meant AD or BC.
BC, apparently. It’s short for antes de Cristo. And its now 2017 d. C. (depois de Cristo).
(Update – I changed the article to match the correct AO spelling. “a. C.” and “d. C.” take a lower case first letter and upper case second letter and even the space between the first dot and the C is obligatory!)
Comentário Sobre “A Doença, O Sofrimento e A Morte Entram Num Bar” de Ricardo Araújo Pereira
Escolhi este livro por causa do seu título que parece a primeira frase duma piada. O assunto tem a ver com como escrever textos humorísticos. O autor, tem uma teoria de que existem certos elementos – ou seja certas técnicas – comuns aos grandes escritores de cada época. Estes são os seguinte:
- Opor uma coisa a uma outra para ver o contraste entre elas.
- Imitar alguma coisa, como vemos no caso da sátira em que políticos são escarnecidos dia-a-dia na televisão.
- Virar uma coisa de pernas para o ar (gosto muito desta frase!) para subverter as expectativas do leitor.
- Aumentar uma coisa para ver quanto pesa, quanta graça, uma ideia pode suportar
- Mudar uma coisa para outro sítio para surpreender o leitor com trocadilhos e jogos verbais.
- Repetir uma coisa para fazer uma palavra quotidiana mais absurda por causa da repetição.
Daí a diante vou procurar estes elementos enquanto leio qualquer livro humoroso.
Finalmente, O Sr Pereira (que, convém assinalar, é um humorista português muito bem conhecido) dá as suas opiniões sobre do sentido de humor e o propósito do riso na vida dum ser humano. A sua conclusão é que uma gargalhada ajuda-nos a esquecer-nos do espectro da morte. Mas não podemos evitar a morte e por isso, afinal, o riso é inútil e o alivio não dura muito. “…talvez apenas durante o tempo que dura a gargalhada. Às vezes nem tanto.”
Era Uma Vez Um Cravo
“Era Uma Vez Um Cravo” é um livro escrito por José Jorge Letria sob a forma de um poema. Conta a história de um cravo na manhã do dia 25 de Abril de 1974. Uma florista ofereceu-o a um militar que passou pela frente da loja dela. Pô-lo na sua espingarda. Há muitos desenhos da vida lisboeta na madrugada da revolução: as praças, as pessoas com penteados e roupas típicas dos anos setenta… Mas até para mim, um cidadão de um outro país, o poema deu-me um sentido de emoções do povo: a alegria, o orgulho, o alívio de serem libertados enfim.