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Três Livros

I’m still writing a lot of Portuguese on Instagram. Here’s one of the larger posts, which I have copied onto iTalki for corrections

Hum, estou numa reunião de nerds aqui em Londres e parece que, sem tentar, adquiri três livros impressos por editoras** independentes. “The White Road” foi fornecido gratuitamente na mala de boas vindas quando chegámos*** mas li a capa e não acho que terá nada para elogiar. “The Royal Sorceress” tem um enredo interessante mas os comentários e classificações no Goodreads não superam 3 estrelas. Mas “Europe in Winter*” deve ser melhor. Já conheço o autor (apenas através das redes sociais) e creio que escreve bem. O género**** dele é ficção científica que se passa na Europa dum futuro-próximo, depois do desmoronamento da União Europeia e da maioria dos seus países. Desde a publicação temos visto o referendo aqui no Reino Unido, vários partidos de extrema-direita ganharam votos altíssimos nos próprios países e o ressurgimento da Rússia novamente beligerante. Por isso, o livro pode ser um pouco presciente. Hum… Pensamentos sérios. Há algo mais feliz? O autor assinou a capa também. Woo-hoo!

notebook_image_823791*=It’s actually called “Europe in Autumn”. I think I must have been thinking of “The World in Winter” by John Christopher, which is a really nice piece of old-school speculative fiction.

**=I wrote “imprimadores” which is definitely wrong. There is a word “impressora” for printer but of course, even in english, we don’t call a company that produces books a “printer”, we say “publisher” and that tranlates as “editora”

***=All my corrections dropped the acute accent,but I think that’s a Brazil/Portugal thing and it’s OK.

****=Corrections all changed the acute to a circumflex, but I think that’s another Brazilian thing.


Thanks to Danilo, Larissa and Thaís for the corrections

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Tradução

notebook_image_823103I recently tried to translate the first paragraph of “The Porcupine” by Julian Barnes” into Portugese. It was a real struggle because of the high literary style. Anyway, the result was quite interesting because it shows that there’s more to transation than just constructing grammatically correct versions of each sentence in turn. The corrections I got back were all right, in the sense that they were free of errors, but the result was stilted and not really reflective of the original. For reference, Larissa wrote her own translation, in Brazilian Portuguese, to show how a real native speaker would express it.

So here’s the fixed  version of the original

O velhote estava de pé tão perto da janela do sexto andar como permitiu o soldado. Lá fora, a cidade estava estranhamente escura; cá dentro, o poder fraco do candeeiro de secretária deslizou ligeiramente da orla metal dos seus óculos. Era menos elegante do que tinha suposto o militar: o terno dele estava amassado por baixo e o resto dos seus cabelos loiros surgiam de forma duns penachos*. Mas a sua postura mostrou confiança e mesmo havia uma certa pugnacidade na maneira em que o seu pé foi colocado na linha pintada. Com cabeça inclinada, o homem ouviu enquanto a manifestação das mulheres serpenteou pelo centro estreito da capital que tinha liderado durante tanto tempo. Sorriu para si mesmo.

And here’s Larissa’s

O velho permaneceu o mais próximo da janela do sexto andar quanto lhe permitiria o soldado. Lá fora, a cidade estava anormalmente escura; dentro, a luz de baixa voltagem da luminária de mesa refletia fracamente nos aros metálicos de seus pesados óculos. Ele era menos elegante do que esperava o militar: o terno estava amarrotado nas costas e o que ainda restava do seu cabelo cor de areia movia-se em tufos. Apesar disso, sua postura era confiante; havia até mesmo certa agressividade no modo que seu pé esquerdo permanecia firmemente plantado na linha pintada. Com a cabeça ligeiramente inclinada o velho ouviu o protesto das mulheres que seguia pelo apertado centro da capital que ele havia comandado por tanto tempo. Ele sorriu para si mesmo.

And finally, here’s a line-by-line comparison of the two with Larissa’s in red and mine in blue. I’ve italicised the words that I think (I might be wrong) are not generally used in European Portuguese “por padrão”, but the rest should be basically just a more natural, fluid way of describing the scene in the novel.

O velho** permaneceu o mais próximo da janela do sexto andar quanto lhe permitiria o soldado.

O velhote estava de pé tão perto da janela do sexto andar como permitiu o soldado.

Lá fora, a cidade estava anormalmente escura; dentro, a luz de baixa voltagem da luminária de mesa refletia fracamente nos aros metálicos de seus pesados óculos.

Lá fora, a cidade estava estranhamente escura; cá dentro, o poder fraco do candeeiro de secretária deslizou ligeiramente da orla metal dos seus óculos.

Ele era menos elegante do que esperava o militar: o terno estava amarrotado nas costas e o que ainda restava do seu cabelo cor de areia movia-se em tufos.

Era menos elegante do que tinha suposto o militar: o terno dele estava amassado por baixo e o resto dos seus cabelos loiros surgiam de forma duns penachos.

Apesar disso, sua postura era confiante; havia até mesmo certa agressividade no modo que seu pé esquerdo permanecia firmemente plantado na linha pintada.

Mas a sua postura mostrou confiança e mesmo havia uma certa pugnacidade na maneira em que o seu pé foi colocado na linha pintada.

Com a cabeça ligeiramente inclinada o velho ouviu o protesto das mulheres que seguia pelo apertado centro da capital que ele havia comandado por tanto tempo.

Com cabeça inclinada, o homem ouviu enquanto a manifestação das mulheres serpenteou pelo centro estreito da capital que tinha liderado durante tanto tempo.

Ele sorriu para si mesmo.

Sorriu para si mesmo.

 

*=Penachos might be OK for “tufts” but it seems a bit touch-and-go.

**=Velhote seems to be specific to Portugal. On the other hand, the Brazilian “O Velho” is slightly dismissive in Portugal. Alternative phrases are “pessoa de idade” or “idoso”

 


Thanks Sofia, Larissa, Andre, Vitor and Natan for help with the corrections

 

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Progress half way through the year

I’m getting quite a lot of study time in the bank but still find myself frustrated at the lack of progress. A lot of this is down to the fact that I have a pretty bad memory generally, but I definitely could be using the time better. I’m writing a lot and reading a lot but not putting myself through the hard stuff: learning vocabulary and challenging my grammar with written exercises. I need to do a lot more of both because my written texts are starting to sound like newspeak with the same basic words put together with “not” or “very” instead of using interesting synonyms. I’m still aiming for an exam at the end of the year but can’t decide whether it should be a better B2 or really stretch for the C1, which would need a hell of a lot more work in the next 4 months or so.

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O Tempo Na Minha Terra

Ora bem, a Grã Bretanha, a minha terra, o país do meu nascimento, vamos falar do teu clima. Porque tens tantas nuvens? Aqui estamos no final de Julho e mal tenho visto o sol durante o mês inteiro. Por quê? Os tomates na horta ficam verdes e as abóborinhas ainda estão pequeninas. Deixa o sol brilhar por favor!

 

And a useful phrase that was used in the iTalki corrections: “Podia ter sido pior” which seems to mean “It could have been worse”

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A Consertar O Barco

Hoje de manhã, devia de desfazer um barco para prepará-lo e transportá-lo para a regata deste fim de semana. Tive que retirar as armações porque se não o barco não encaixa no reboque.

 

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Infelizmente, um dos quatro parafusos ficou enferrujado e quando virei a chave hexágonal, o buraco aumentou, e para resumir uma longa história, não pude desapertá-lo. Dois engenheiros agradáveis apareceram e ofereceram ajuda durante uma hora (são anjos!). Utilizámos uma serra para fazer um novo buraco para uma chave de parafusos. Utilizámos uma lima para mudar a forma e assim conseguirmos desapertá-lo com alicates…. Mas para resumir mais uma história igualmente longa, não conseguimos. Afinal tivemos que usar um outro método para colocar o barco no reboque. Ah que pena!

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A Senhora do Tempo

Talvez já saiba que ontem foi anunciado o nome do décimo terceiro Doutor no série “Doctor Who”. Ou seja “da décima-terceira Doutora” porque o nome foi o duma actriz, a Jodie Whittaker.
Ela é uma actriz muito boa, que tem aparecido em Broadchurch com mais um Doutor outrora, o David Tennant.
Muitas pessoas ficaram desarrazoadamente* e surpreendentemente zangados por a decisão.

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Não sei porque. O doutor é um extraterrestre que tem trocado a sua forma 12 vezes até já. O seu inimigo, O Mestre, passou de homem para mulher. Por que não o Doutor também? Sem dúvida quando um personagem bem popular faz uma mudança, é difícil para os fãs. Eu ainda tenho saudades do Doutor dos anos setenta, o Tom Baker. Na minha imaginação, o Doutor usa um chapéu castanho e um cachecol comprido e colorido. Mas neste caso, o efeito está mais poderoso porque há elementos do sexismo misturado com a saudade. As redes sociais estão cheias de queixas.

* I’m told this word (which means “Unreasonably”) isn’t really used but I’m leavin’ it in anyway!

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Hyperjapan

notebook_image_818927Ontem, eu e a minha filha fomos a um festival de cultura japonesa que se chama Hyperjapan. Foi muito divertido. Viajámos de comboio pela cidade inteira para chegar ao local – um cais onde chegava antigamente tabaco de qualquer esquina do mundo. Apresentámos os nossos bilhetes e encontramo-nos num edifício antigo com colunas de pedra e estátuas mais modernas. Em toda parte, adolescentes e jovens adultos (e até uns menos jovens!) andavam vestidos como personagens do mundo manga. A minha filha fingiu ser a Sailor Jupiter e o seu amigo vestiu-se como o Detetive Dick Gumshoe, mas eu não, porque não existem fantasias de Hatsune Miku num tamanho grande o suficiente para um homem de 48 anos de idade.

Passámos o dia a experimentar a cultura do Japão: a música, a comida, a dança. Eu bebi um copo de “sake” (vinho de arroz), mas apenas pela experiência cultural, claro, e a Olivia fez novos amigos, e assistimos a um discurso dum actor cuja voz protagonizou várias personagens em séries anime.

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Símbolos

Uma professora de português brasileiro que sigo no Instagram (chama-se i.loveportuguese_andenglish se queres saber) fez uma imagem com vários símbolos úteis do mundo online. Apercebi-me de que apenas conhecia um deles! Portanto, decidi de fazer uma pesquisa. Os símbolos foram os seguintes:

@ Arroba

_ Underscore / Subtraço (I know it looks like “subtraction” but it’s an underscore not a minus sign!)

– Hífen (the longer line is travessão)

. Ponto

# Cardinal (or Cerquilha or – delightfully – “Jogo de velha”). The word “hashtag” seems to be used, like a lot of very tech-specific English words

/ Barra (wasn’t in the original list but seems useful for urls)

lowercase letras minúsculas

UPPERCASE LETRAS MAIÚSCULAS


Addition

This isn’t really an internet-specific one but I’ve noticed people using “entre aspas” in spoken portuguese to indicate something is in inverted commas

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Andorinhas em Voo

I set this post as a challenge to myself – to translate something someone else had written into Portuguese. There’s always a temptation, when making up “textos” to avoid difficult topics and stick to familiar vocab, so a translation seemed like a good way to go. The text I chose was a blog post from “A Portuguese Affair” about the swallow decorations that are so ubiquitous in Portugal. I have recently bought some swallows  from A Vida Portuguesa. Mine are just decals, or “andorinhas para colar” – and I recognise “colar” as the portuguese equivalent of “Paste”, as in “copy and paste”, so they are literally swallows to stick, but the real fancy kind need to be drilled into the wall and I don;t know that I trust my DIY skills enough to commit to that much drilling in the newly-painted wall.

#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON

Vamos falar sobre aqueles andorinhas que vê enquanto que fica em Portugal. As boutiqies são cheias delas e pode encontrar andorinhas cerâmicas nos paredes de restaurantes, no lado de fora de prédios portugueses e, sem exceção, em cada loja de recordações. Talvez as exibições apereçam fofas, ou elegantes, ou as vezes deixem-os boquiabertos! Mas o que é que estes pássaros significam? E porquê é que estejam tão populares?

19932066_715898125284053_7333483862795747328_nTudo começou em mil oitocentos e noventa e um, quando o Rafael Bordalo Pinheiro desenhou a primeira andorinha cerâmica na sua fomosa fábrica de cerâmica. Rapidamente, ficou o mais vendido*, e durante os cem e vinte e cinco anos, tem-se tornado um das imagens mais icónicas da empresa além de ser um símbolo da vida portuguesa.

Enquanto que algumas pessoas escolham para colocá-las nas suas cozinhas (o coração do lar) outros metem-nos nas suas salas de estar ou até lá fora das paredes. Hoje em dia, estas andorinhas encontram-se em quase quaisquer lugares – possivelmente até no seu hotel quando visita Portugal.

Ora bem, porque é que estes pássaros ficaram tão populares? Além do seu lindeza estética, são cheias do simbolismo. Sabe que andorinhas casam-se com um único companheiro durante as suas vidas? É além de serem fiéis aos seus maridos, estes pássaros migratórios são também fiéis aos seus lares. Após duma viagem comprida, regressam de ano para ano ao mesmo lugar para fazer um ninho. Por causa deste comportamento, ficaram representantes da casa, amor, família, lealdade, fidelidade. Não admira que sejam tão populares nas casas dos portugueses.

Cada vez mais, a popularidade das andorinhas aumenta-se, pois uma nova geração inteira têm-nos abraçado sem reserva. Hoje, pode encontrar andorinhas cerâmicas ou feito de argila de qualquer tamanho, de qualquer cor (até com padrões) para se encaixarem com a sua decoração, que dá para estar mais fácil utilizá-los em qualquer tipo de quarto.

*=Não “a mais vendida” apesar de ser “UMA andorinha…?

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A Marcha Do Orgulho Gay

19932786_1342833149170542_6540895661758349312_n(1)Hoje de tarde, fui com algumas outras pessoas à Marcha do Orgulho Gay (também conhecido como “Orgulho em Londres” ou “O Amor Acontece Aqui”). A minha filha apoia os direitos iguais para toda a gente, e crê que a sociedade não dá respeito suficiente aos cidadãos LGBT .
A marcha foi muito divertida. Assistimos durante uma hora com uma amiga dela enquanto que todos os tipos de ser humano passaram à nossa frente: enfermeiras transsexuais, bombeiros gays, drag queens com barbas e sapatos de salto alto, motociclistas lésbicas… Ora bem, podes imaginar a cena. E cada um vestiu-se com bandeiras (como xailes), maquilhagem com as cores do arco íris, e roupas ultrajantes. A atmosfera na cidade parecia uma festa gigante. Havia sorrisos e celebrações por toda a parte.
Para ser honesto, não me importa muito. Ou seja, eu sei que é um assunto importante mas não é uma das minhas preocupações, mas para a menina, ela importa-se, e fico contente de ver que ela tem os seus interesses e que está preparada para os defender.