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Madeira Dia 3

Eu e a Catarina caminhámos daqui para a Câmara de Lobos para almoçar. A irmã dela tinha recomendado um restaurante chamado Vila de Carne, e concordo que o restaurante vale mesmo pena. Partilhámos uma espetada, um bolo de caco e uma garrafa de água com gás.

Depois, voltámos ao Funchal de autocarro e passámos algum tempo no centro comercial. Fiquei com um livro de contos e narrativas natalícios e a Catarina tem três novos livros de poesia. Descansámos no hotel com os nossos livros antes de jantar num restaurante ao pé do hotel. Foi um pouco caro mas moramos em Londres, portanto não nos assustámos.

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Madeira Dia 2

Acordámos tarde, e comemos pequeno almoço enquanto dez mil pombos tentaram devorar a comida dos nossos pratos.

O primeiro destino do dia foi o Cemitério de Nossa Senhora das Angústias. Não encontrámos o jazigo do que estávamos à procura, ainda que os funcionários tentaram. Saímos com um endereço de mais um escritório onde existe o registo central.

Depois, fizemos as compras no Decathlon (uma lanterna, um fato de banho e mais algumas coisinhas), mas quase fui preso, porque depois de pagar a conta, fui à casa de banho e, ao lavar as mãos, vi que tinha um boné na cabeça que tinha experimentado mas ainda não paguei. Se não tivesse ido fazer xixi teria o roubado. Perto do Decathlon, existe mais uma casa na qual Catarina vivia na juventude. Fomos dar uma espreitadela e ela falou com o dono, que esteve no jardim.

Subimos 147 montanhas até o marido não aguentou mais e depois voltamos para a cidade para comer gelado. Tendo silenciado as queixas do homem, fomos visitar a loja Madeirense Puro, onde falámos com a senhora que faz aqueles vídeos divertidos.

Voltámos para o hotel, nadámos na piscina de água salgado até os nossos dedos tornaram azuis e finalmente fomos jantar num restaurante, onde comi espada com molho de maracujá e banana. Eu nem sequer gosto de peixe assim tanto mas apeteceu-me provar algo novo, e não me arrependi a decisão!

Ainda estamos cheia de sono e provavelmente iremos dormir em breve.

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Madeira Dia 1

Não dormimos muito antes do voo por causa dos nervos. O táxi chegou às 04h15 (quase uma meia hora atrasado!) mas não houve problema e acabamos por ser a quarta e quinta pessoa no avião.

Sinto sempre um terror quando o avião está a descolar, mas estou cada vez melhor em controlar o medo, deixando os meus músculos relaxar, e focando a minha atenção toda em alguma coisa divertida, como por exemplo o desenho animado Rick and Mort que não tem pausas nas quais estarei capaz de pensar em asas a quebrar ou terroristas com bombas escondidas nos sapatos.

E o voo passou sem incidente. Deixamos as malas no hotel e pomo-nos a explorar. A Catarina tem vários lugares da sua juventude que ela quer visitar e hoje visitamos uma escola e uma casa. A escola ainda existe mas passou para um novo edifício, sendo o original uma empresa de imobiliária. A casa, por outro lado, é completamente dilapidada. Foi propriedade do exército e hoje em dia anda abandonada e trancada com folhas de uma planta qualquer a crescer pelas janelas, entre as lâminas das portadas.

A janela do quarto antigo.

Tomámos uma bebida à beira mar mas estamos exaustos e a Catarina ainda está adormecida. Estou a escrever isto às 20h45 mas ela fechou os olhos às 19h e eu irei fechar os meus em breve!

Daylight at 6.15PM. You won’t get that in  England in late November! The sky was blue for most of the time too, just clouding over in the evening.
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Missa do Parto

Além de vermos filmes parvos* em casa hoje, vimos uns vídeos portugueses, incluindo este, gravado perto do Funchal onde existe uma tradição chamada “Missa do Parto”. Este é um ritual religioso e comunitária que comemora os nove dias antes do natal. Os cidadãos vão a pé para a igreja às… Sei lá… Talvez cinco de manhã, cantando e tocando instrumentos. Celebram uma missa, e depois ficam perto da igreja, cantando, comendo e bebendo enquanto o sol nasce e depois arrancam para o trabalho.

*Honestly, so bad. We really embraced the horrible, made for Netflix holiday romance this year.

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Madeira 12 – Dia de Fazer as Coisas Todas

Agora que escrevo isto, pergunto-me como é que fizemos tanto num só dia, mas fizemos e nem sequer nos sentiamos apressados. último dia, conseguimos tudo que tínhamos planeado: eu corri logo de manhã antes dos outros acordarem. Tomámos o pequeno-almoço no café Penha D’Aguia e visitámos duas igrejas, incluindo a Sé e o Museu de Arte Sacra. Depois, fui buscar o carro ao estacionamento e fomos todos à praia para um breve mergulho, e fomos ainda ao topo do Pico do Areeiro acima das nuvens. A vista era incrível. Quando voltamos para o Funchal, estacionámos o carro num lugar estratégico e fomos comer num restaurante de que tinha gostado quando jantámos lá há uns dias. Experimentei a poncha e a cerveja madeirense, Coral. Deitei-me cedo para estar pronto para o dia seguinte porque temos um voo muito cedo.

Molho frito, batatas Fritas, chouriço, espada, fígado e cebolas

Agora que escrevo isto, pergunto-me como é que fizemos tanto num só dia, mas fizemos e nem sequer nos sentíamos apressados.

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Madeira 11 – ao longo da costa

Hoje, fomos de carro ao longo da costa para visitar vários sítios : o Centro da Banana da Madeira, um restaurante em Porto do Sol, a Câmara de Lobos, Cabo Girão, a Igreja de São Mateus, e uma livraria num bairro nos arredores do Funchal onde há muitos hotéis e prédios altos modernos. Parece um trecho de terra a beira do rio Tamisa! Chegámos a casa às 8 horas da noite e jantámos pão, manteiga, queijo e chouriço.

Câmara de Lobos
Câmara de Lobos, decked out in its reclaimed-plastic finery. The name doesn’t refer to actual wolves. There’s a section of rock that forms a kind of chamber (câmara) and when it was discovered, the sailors saw a bunch of fur seals (Lobos Marinhos) chillin’ out there.

Amanhã será o último dia das férias e estamos ansiosos para não desperdiçar o tempo restante. Planeamos em nadar mais uma vez, em visitar um museu, e em comer e beber várias coisas que ainda não experimentámos. Ainda não tive a prazer de provar esta ‘poncha’ com a qual toda a gente está tão entusiasmada. A tragédia de ser o único condutor!

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Madeira 9 – Cafés e Cartazes

Living in the moment
Living in the moment (the moment is 1879, but I keep being reminded of 2023)

Começámos por tomar o pequeno-almoço no café Brunch Club. Como provavelmente já adivinharam, este café não é um autêntico café madeirense. Não, é uma armadilha para influenciadores. Depois, explorámos mais lugares da juventude da minha esposa, e andámos à vontade. Embarcámos num barco turístico às três horas e passámos 3 horas no mar entre o Funchal e as ilhas Desertas*. Vimos dois grupos de baleias-piloto, que me chatearem muito porque senti-me obrigado a largar o meu livro para vê-las. Mas consegui ler dois capítulos apesar da distração.

À noite, comemos sopa com pão de casa** e manteiga.

Por falar em “Armadilhas de influenciadores”, o que mais me chamo a atenção no Nono Dia das férias foram os cartazes colados a várias paredes que deploram a presença de tantos turistas na ilha. “Não sou turista, eu vivo aqui. A cultura da Madeira tem que*** voltar a ser a cultura da Madeira – QM Antifascismo”

Eu Vivo na Madeira

Pois é. Também vivo numa ilha onde temos turistas e imigrantes, incluindo madeirenses (sou casado com uma!), mas este ponto de vista: “há estrangeiros a mais, temos de preservar a nossa cultura” não é chamado “Antifascismo” por cá. Quase o oposto. É estranho como a política tem formas diferentes em lugares diferentes. Mas é um verdadeiro problema: em qualquer parte, temos de estabelecer um equilíbrio entre uma sociedade com as suas próprias tradições e a vontade das pessoas de viajar, migrar e trabalhar onde quiserem. Por causa do globalismo, esta tensão vai aumentar cada ano mais e não é nada fácil de resolver.

Tirei fotos dos cartazes como nós turistas costumamos fazer.

*The name of the island, not just deserted islands

**This isn’t just a way of saying “homemade bread” it’s an actual type of bread. Recipe here.

***Grammatically, it’s more correct to say “tem de” but that’s how it appears in the poster.

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Madeira 8 – Ensaio Sobre o Fim da Cegueira

Liguei ao oculista logo de manhã. Disse que os meus óculos já chegaram. Ótimo! Apanhei o autocarro para os recolher. Depois fui ter com a minha família a um café chamado A Penha da Aguila onde comemos bolos e sandes.

Passámos a tarde a andar a pé* pelas ruas. A Catarina mostrou-nos a sua escola primária (que é mil vezes mais bonita do que o edifício quadrado dos anos sessenta onde passei a minha infância entre os 5 e os 10 anos) e secundária (o Castelo de sonho da Barbie) e vários lugares da juventude dela. Também visitámos duas livrarias: uma Bertrand e a Livraria Esperança, que é uma loja vasta com três andares onde se vendem livros em** segunda mão, que ficam seguros*** por clipes e pendurados de ganchos nas paredes. As senhoras foram fazer manicura num salão e voltaram com as unhas pintadas de azul-turquesa e de verde brilhante.

O Castelo de Sonhos da Barbie Moniz

A Madeira é uma ilha onde as plantas crescem em toda a parte: há sol e chuva suficiente que qualquer espécie de planta pode florescer. E a cidade capital não é exceção: olhe onde olhar, há hortênsias, aloe veras, estrelícias (também conhecidas por “aves-do-paraíso”), azáleas e até bananeiras por todo lado, com as montanhas ou o oceano como pano de fundo. É uma festa de beleza. O governo proibiu a cor cinzenta há 30 anos mas ninguém reparou, porque já não existia.

*A couple of times in these accounts I’ve said “andar de pé” but de pé means standing. I should be “andar a pé”.

** em segunda mão, not de segunda mão.

***seguros not segurados. The past participle of segurar is segurado, but if they’re held there, we want the adjective form, seguro.

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Madeira 7 – O Longo Caminho

Saímos do alojamento no Porto Moniz e mudámos de casa para um apartamento no Funchal. Parámos duas vezes durante a viagem: em Santana, para ver as casas Típicas e comer os melhores pregos de sempre, e depois perto do cume* do Pico Ruivo, onde fomos montanha acima a pé. Doía-nos a barriga por causa de termos comido os pregos ótimos. Havia nuvens de ambos os lados do trilho, e sentíamo-nos como se estivéssemos a caminhar pelo céu. Era tão dramático! Estamos no Funchal agora. O estacionamento não é nada fácil e as ruas são muito caóticas, mas precisamos menos do carro. Sei lá, talvez possa ficar no parque de estacionamento até ao fim da semana ou até ser devolvido à empresa de aluguer. O apartamento é aconchegante. É há uma máquina de café que não usa aquelas cápsulas das quais os portugueses gostam tanto por qualquer razão!

Pico Ruivo in a brief moment of relatively little cloud

Fiquei encantado com os lagartos que vemos por todo o lado. Fez-me perguntar à minha esposa se havia ratos e ratazanas na ilha, porque achava que a população seria menor se houvesse roedores para os comer. Ela só respondeu “Jesus!”, que levei como “sim, temos.”**

*I wrote “pináculo” originally, but although that can mean the pinnacle of a mountain its primary meaning is as the high pint of a building. Cume seems to be better.

**The following day, I started seeing signs around the place saying “Perigo! Zona em Desratização” Danger – area in de-ratification, warning people about poison having been laid out.