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Poemagem – Sandra Acosta

Poemagem

O blogue de ontem foi uma descrição de um livro comprado no FLILP, mas comprei dois e hoje trago-vos o segundo: “Poemagem” de Sandra Acosta. Chamou-me a atenção porque o exterior é tão bonito: uma etiqueta elegante, colada numa capa dura azul escuro com um marcador vermelho. Falei com a autora que explicou que cada poema tem como assunto um lugar a qual ela tinha ido. Mas além da poesia, ela faz colagem e cada poema tem a sua própria ilustração. Embora não seja o maior fã de sempre da poesia, adoro a colagem (a obra do Graham Rawle por exemplo*!) e não resisti: comprei exemplar 323, assinado pela autora. Li-o no comboio, a caminho para Richmond. O livro é mesmo bom. Pois, é poesia, mas a poesia é brincalhão: brinca com palavras e com a tipografia. Existem cartões divetidos enfiados entre as folhas. Como um objecto, o livro é lindo – posso imaginar dar um exemplar como presente a um amigo. Fico muito contente com esta compra!

*I googled him and… Wait… What the shit? He died? Noooo!

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FLILP – A Segunda Edição

Leitores deste blogue da “escola antiga” podem lembrar da FLILP – a Feira Literária Internacional de Literatura Portuguesa que visitei em 2024, na sede do Cara Livro ni Reino Unido. A feira está de volta com a sua segunda edição e eu fui ver como cresceu no intervalo.

Deste vez, a feira teve lugar no Goldsmiths College. Ugh. Acho que seria mais rápido e mais fácil ir para Lisboa.

Cheguei às 12 e meia e percebi que a feira era maior do que em 2024. Claro que não chega aos calcanhares das feiras de livros nacionais, como a Feira do Livro de Lisboa, mas não é nada surpreendente: Inglaterra não é um país lusofono – de que é que estava a esperar?

Estava de língua amarrada. Mas, apesar do meu constrangimento, falei com várias pessoas: poetas brasileiros, autores angolanos, artistas portugueses, dois ingleses que estavam ali para publicitar um evento no qual um colega deles, um tradutor, iria entrevistar Gonçalo M Tavares (um autor muito bem conhecido) sobre a tradução do seu novo romance.

Conheci uma menina anglo-africana. Nasceu cá em Londres mas o seu pai é são-tomense e a mãe cabo-verdiana. Vou falar mais nela amanhã. Também falei com um tipo daqueles que pensem sempre em negócios. Contou-me como escreveu um livro de auto-ajuda em 19 dias. O tipo facilita empreendedores, líderes de negócios e outros egoístas escreverem as suas autobiografias e desabafos sobre esta sociedade que não valoriza o empreendorismo o suficiente, ou sei lá o quê. Estou a brincar: respeito o seu espírito trabalhador mas a minha natureza é mais relaxada e não entendo o “hustle culture”.

Bazei após uma hora, mas ou menos, com dois livros novos. Mas quem me dera que estivesse mais preparado.