Claro que a música em questão não é o verdadeiro hino da Madeira, mas Deslocado foi a canção selecionada no último Festival Eurovisão de Canção e continua popular naquela ilha lindíssima porque fala da saudade de um nativo longe da sua terra. A minha esposa usou várias vezes no seu insta durante a nossa estadia lá em Novembro.
Aliás, o gajo de barba, com o vape, que finge não reconhecer a canção é mais um criador de conteúdos, o @reijuliano do Insta, e suponho que o encontro não foi por sorte.
Tradicionalmente, faço uma tradução da canção portuguesa antes do Festival Eurovisão de Canção mas perdi a oportunidade desta vez. Eis as letras dois dias depois. Peço humildemente a vossa desculpa pelo atraso.
E afinal, vale a pena? Para mim, é bom, mas não é nada de especial. Não há nada que me chama a atenção; parece-me uma faixa assim-assim de um álbum que provavelmente abandonaria antes de chegar ao fim. Mas a letra fala de estar longe de casa e das saudades da terra. Apeteceu-me ouvir mais minuciosamente para entender a mensagem.
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Conto os dias para mim Com a mala arrumada Já quase não cabia A saudade acumulada do azul, vejo o jardim Mesmo por trás da asa Mãe olha à janela Que eu ‘tou a chegar a casa Que eu ‘tou a chegar a casa Que eu ‘tou a chegar a casa Que eu ‘tou a chegar a casa
I count the days for myself With my bag packed There’s hardly enough room For the weight of my sorrow From the blue, I see the garden Right behind the wing Mum, look out the window Because I’m coming home Because I’m coming home Because I’m coming home Because I’m coming home
Por mais que possa parecer Eu nunca vou pertencer àquela cidade O mar de gente, o Sol diferente O monte de betão não me provoca nada Não me convoca casa
No matter how much it might seem I’m never going to belong to that city The sea of people, the different sun, The concrete mountain can’t move me Doesn’t call me home
Porque eu vim de longe Eu vim do meio do mar Do coração do oceano Eu tenho a minha vida inteira O meu caminho eu faço a pensar em regressar À minha casa, é ilha, paz, Madeira Se eu te explicar, palavra a palavra Nunca vais entender a dor que me cala A solidão que assombra a hora da partida Carrego o sossego de poder voltar Mãe olha à janela que eu ‘tou a chegar
Because I came a long way I came from the middle of the sea From the heart of the ocean I have my whole life I make my way, thinking of returning My home is an island, peace, Madeira* If I explain to you, word by word You’ll never understand the pain that quiets me The solitude overshadowing the departure time I bear the comfort of being able to go home Mum, look out the window, I’m coming
Por mais que possa parecer Eu nunca vou pertencer àquela cidade O mar de gente, o Sol diferente O monte de betão não me provoca nada
No matter how much it might seem I’m never going to belong to that city The sea of people, the different sun, The concrete mountain can’t move me
Não me convo’ ah ah ah ah ah ahh uh uh uh O mar de gente, o Sol diferente O monte de betão não me provoca nada Não me convoca casa
Doesn’t invite… The sea of people, the different sun, The concrete mountain can’t move me Doesn’t call me home
* Ah, right, I hadn’t realised they were Mrs L’s homeboys!