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Relatório DB Novembro

Seguindo o conselho da praptipanda e da dani_morgenstern, já vi a nova edição do Relatório DB com Diogo Batalhadealjubarrota. É muito engraçado.

Diogo Bataguas explains pá
“Fuck off, pá!”

Parece que toda a gente está a falar da rubrica “Tema Mais Grande Do Mês” no qual o apresentador, Diogo Batguano responde ao menosprezo do Trevor Noah. O Trevor tinha feito algumas piadas sobre Portugal, dizendo que o país não produz nada de* interessante além de cães de água. O Senhor Batmimton explicou as vantagens de viver num país com um serviço nacional de saúde e sem metralhadoras por todo o lado. Falou também dos bens exportados pelo país, tais** como cortiça, vinho, cortiça, golos marcado pelo Ronaldo e hum… Já mencionei cortiça?

E fez tudo isso em inglês com legendas portuguesas. Às vezes a divergência entre as legendas e o diálogo tem muita graça. Perto do final, enquanto ele está a explicar o uso da palavra “pá”, as legendas dizem “Vai pentear macacos pá” para traduzir as palavras de uma atriz*** que exclama “Fuck off, pá!”

Os fãs do programa estão a apoiar o seu pedido de “Just Say Pá, Trevor”. Ou seja, se disser “pá” no seu programa, o país absolvê-lo-á

It’s starts at about 12:45 #justsaypátrevor

*=Nada de interessante (“nothing of interesting”) seems a but surprising but there it is!

**=I usually use “tal como” but of course the tal (“such”) is an adjective so needs to change with plurals

***=apparently she’s a comedian and youtuber called Luana do Bem

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Diogo Bataguas

Tentei ver um vídeo de Diogo Bataguas há anos mas não entendi patavina. Hoje de manhã experimentei mais uma vez, com o link sugerido pela Dani.

Consegui entender muito mas continuo a não achar engraçado porque ele fala tão rapidamente que os meus ouvidos mal conseguem decifrar as palavras antes de ele começar a a próxima frase e daí a diante, ando atrás da piada à espera de perceber o humor. Mas temos um ditado em inglês “O segredo da grande comédia é…. Hm… Como se diz ‘timing’*? Tempo? (Hm… Piadas tem mais graça quando o sol está a brilhar?) Sincronização? Acho que não. ‘temporização’? ‘cronometragem’? Pois… O meu problema é que, ainda que entenda as palavras, chego ao entendimento um meio segundo depois, e o humor fica estragado pelo atraso.

Tenho o mesmo problema com outros comediantes: Joana Marques (que aparece inesperadamente no vídeo), Salvador Martinha (estrela do primeiro programa português do Netflix, antes do Glória!), Bruno Nogueira e Mariana Cabral, entre outros. É frustrante.

Mas tenho ganas (ah ah, ainda estou a utilizar as frases de anteontem!) de rir com a comédia portuguesa, por isso continuo a experimentar vídeos de vez em quando. Um dia, vou conseguir!

*=There’s a very boring answer to this: they say “timing”. A couple of people pointed me to this Gato Fedorento sketch where a “javardola” (disgusting slob) seems elegant when he uses French words, but part way through he slips into using English words instead and doesn’t realise it. Timing is one of the words he uses.

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Politicamente Correcto

Questions posed after a lesson based on this video. Answers in blue.

1-o que achas do politicamente correcto

Acho que o politicamente correcto representa um experimento* que não correu bem. Claro está que existem um monte de palavras feias que as pessoas usam no dia-a-dia, que representam e reforçam modos de pensamento que prejudicam os direitos e o auto-estima de outras pessoas. Ainda pior, pode resultar em violência, contra as mulheres, contra estrangeiros e imigrantes, por exemplo. Vale mesmo a pena para pessoas de boa intenção evitar estas palavras porque não é necessário usá-las quando existem outras palavras melhores. Até certo ponto, politicamente correcto é igual a “ser bem educado”.

Mas claro está que hoje em dia, não é simplesmente uma questão de bom gosto ou respeito. Há quem queira mostrar a sua superioridade ao censurar mais do que qualquer outra pessoa. Vasculham os redes sociais para revelar os pecados dos seus inimigos, ainda que os inimigos são desconhecidos e os pecados imaginários. 

O Ricardo tinha razão quando disse que “a direita rejeita o politicamente correcto porque querem celebrar a estupidez e a esquerda apoiam-na porque querem proibi-lo.” (ou algo do género) mas acho que o problema ultrapassou estas categorias.

*I was told this should be “expressão” or “experiência” but I think either of those would change the meaning of what I was trying to say. That said, it’s possible that what I actually have said doesn’t make sense in portuguese culture.

2-achas que os músicos “sacam” mais gajas que os comediantes

Realmente não faço ideia. Espero que não. Os comediantes merecem mais.

3-qual é a situação das drogas no RU?

Ao contrário de Portugal, não temos uma política de tratar drogas como problema de saúde publica. Ainda é um assunto para a polícia, mas dado que os nossos serviços de polícia não tem orçamento suficiente, uso de drogas está a crescer. 

Além disso, assim como os EUA, queremos afastar o tabagismo da nossa sociedade e substituir o seu lugar de dependência de cannabis. Cá para mim, isso parece um erro. 

4- há temas tabus?

Depende do sítio. Por exemplo, Brexit é um tabu na sala de jantar (sobretudo na casa dos pais porque eles votaram sim) mas nas redes sociais, falo de brexit todos os dias!

5- como era normal antigamente ou no tempo? Faziam queixinhas?

Relacionado com este sujeito de politicamente correcto… não existia, mas a sociedade era  muito, mas mesmo muuuuiiiito mais racista do que hoje. Era uma cena diferente com racismo mais informal ou passivo, mas era por todo o lado (e o eu nos anos 80 não era inocente!). Não era uma cena boa. 

Não quero regressar lá. E pensei nisso quando o Ricardo disse que o politicamente correcto faz os idiotas parecem heróis da liberdade de expressão, mesmo que a “liberdade” que eles apoiam é liberdade de estar voltar ao comportamento ruim de antanho.

6- o que estás a achar?

Gosto bastante

(I actually wrote something else here because I didn’t understand what was being asked but it was just “what do you think of the video as a whole, not relating to the previous question?)

7- o que achas das pessoas que só elas é que podem dizer o que pensam

São hipócritas, sem dúvida. Ainda pior, sempre pensam que as suas opiniões são “factos” e os opiniões dos outros são baseadas em emoção e preconceito.

8- agora há informação sobre mais doenças. O que achas das pessoas que aderem aos produtos por moda, mas não por necessidade

A raiz é sempre vaidade ou sede de atenção.

9- o que achas das pessoas que criticam e julgam certos assuntos e situações só por não gostarem de algo

O que acho? Eu sou uma pessoa dessas! 

10- o que pensas das expressões usadas

Gostei da expressão “Benfica é merda” logo no final!

Obviously not what was being asked, but…

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Awks!

A portuguese teacher I know has started a new informal lesson package where she lets the student choose a TV show, film, book, album, or whatever and you watch/ listen/ read/ whatever together, screen-sharing over skype and she explains the cultural references and obscure phrases and so on. I thought I’d give it a whirl so I chose Salvador Martinha’s Netflix Special “Na Ponta Da Língua”, which I’ve listened to before but ages ago and at the time “não entendi patavina” as they say.

TBH, I’m still struggling because like most stand-up comedians, he talks quickly, uses a lot of slang and so on. I got a pretty good chunk of it though – maybe 70%. I already knew a lot of the cultural references: Casper the Friendly Ghost, The Gypsy Kings, knocking on the cieling with a broom and pillow-fights are all universal experiences, and I’d come across DAMA (An unbearably bland Portuguese boy band), in my search for decent portuguese music, but they weren’t it.

It was a bit embarrassing at times though because I’d underestimated the awkward factor of having so much rudity in the dialogue. She explained “orgia” (an orgy, obviously) and Picha (“dick”: like english, there are more words for this than there are for snow in Innuit) but discreetly passed over other bits like “começaram sacar um broche”. I got from the context that this was probably a bit off colour. Sure enough “um broche”, which just means “a brooch” has a calão meaning too – common enough to be in my paper dictionary: “blowjob”. So, I’m glad I left it, really.

Untitled

Saving other tips & vocabulary for later references:

Dakar – just the race. It’s a marathon, I think…?

The Aparição de Fátima… ask your priest

Bollycao – dodgy looking prepackaged cakes – they look like some sort of mutant hybrid between a twinkie and a swiss roll. They used to come with a free sticker (“cromo” – also mentioned) but not these days.

Elvas is a place in Portugal and so is Covilhã.

MEO is a cheap cable/phone package that has a few seconds delay on it – hence the joke about someone clapping at the wrong time

Picha = Dick. Like in english, there are more words for this than for snow in innuit.

Macacos – can mean bogeys as well as monkeys

Lixívia – some sort of bleach or disinfectant brand

Top = very cool

50 = average price of… Cocaine, I think, although to be honest, I’m not sure if it’s that or Coca Cola. I probably need to go back and watch that bit again

Pitas = teenagers

Caipirinha = a kind of cocktail from Brazil. You probably knew that already but I don’t get out much.

Rebenta a bolha – literally means ‘burst the bubble’ but it’s something kids say when they’re playing out and they have to suspend the game – say while one of them has dinner.

O jogo ao sério – a game where you have to stare each other out and make faces and the first one to laugh or show teeth loses.