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As Notícias Do Brexshit

_98357533_mediaitem98357532Talvez já saibam que não sou fã do Brexit. O nosso governo aqui em Inglaterra está dividido, um contra o outro por causa deste referendo, efectuado numa atmosfera de hostilidade e nostalgia duma época dourada imaginária. Hoje, foi anunciado que o governo pretende começar a adicionar cidadãos europeus a um novo registo. Apenas europeus, mas não cidadãos dos outros países. E por quê? Porque devemos aguentar tanta estupidez? Porque querem trazer tantas chatices às vidas dos portugueses, alemães, franceses, dinamarqueses que vivem cá? Não faz sentido nenhum. Todos nós merecemos liberdade e temos o direito a uma vida sem interferência.

Os europeus, incluindo os ingleses hão-de permanecer juntos e trabalhar pelo benefício de todos.

 

Thanks Joaquim, Máyra, Andressa and Renata for helping me correct the text

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Demasiado Democracia

Desde a eleição nacional de 2015, o povo do meu bairro tem tido três oportunidades para utilizar o seu poder para escolher o governo de qualquer nível:
Em Maio de 2016, aconteceu a eleição do Presidente da Câmara de Londres. O nosso deputado (do partido conservador) candidatou-se mas falhou porque a sua campanha foi racista. Ficamos surpreendidos porque naquele ponto, parecia um homem decente.
No mês seguinte, o Reino Unido inteiro votou para sair da União Europeia. Os eleitores daqui opuseram-se à decisão por 70:30 mas este mesmo deputado apoiou-a. Claro que ficávamos chateados com isso, e para mim, casado com uma portuguesa, isto foi inaceitável!
Então, no fim do ano, o governo tomou a decisão de acrescentar a capacidade do aeroporto Heathrow apesar das manifestações. O deputado demitiu-se, o que forçou a uma nova eleição. Nesta altura, estávamos todos fartos dos bitaites dele. Votámos na candidata liberal-democrática, a Sarah Olney.
Hoje, estamos no meio de mais uma campanha. A primeira ministra, Theresa May, iniciou uma eleição geral para consolidar o seu poder antes dos negócios do Brexit em que pretende seguir um curso confronto; sair do mercado único e do tribunal europeu. Os seus principais oponentes, o partido trabalhador adoptou a mesma proposta: eles também pretendem sair do mercado único. Além disso, o candidato outrora do partido conservador voltou a candidatar-se apesar da politica do governo sobre o aeroporto. Por isso, decidi de entrar no partido liberal democrática. Passei 4 horas desta tarde a tocar nas portas da cidade para perguntar aos eleitores “em quem pretendem votar?” entre outras perguntas. É muito importante: se votássemos no conservador, depois de tudo, deveríamos de estar envergonhados. Mas paradoxalmente, há pessoas que se queixam demasiado da democracia: uma e outra vez, temos que votar. Nós ingleses acostumamo-nos a escolher entre partidos de centro-direita sem diferenças. Enfim, tudo muda; os votos importam e devemos de prestar atenção ao mundo da política.

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A Traição

E M Forster, um escritor Inglês, escreveu na sua dissertação “O Que Creio” em 1938 “Se eu tivesse que escolher entre trair o meu país ou trair o meu amigo, espero ter a coragem para trair o meu país.”
Lembrei-me desta citação ontem enquanto discutia o futuro com a minha esposa. Ela é portuguesa, e a situação para os cidadãos europeus aqui em Inglaterra está incerta. Por isso, eu, e a nossa filha pensamos em candidatar-nos à dupla cidadania. Mas tenho sentimentos mistos. Não quero ser cidadão de qualquer outro país, mas sei que é essencial manter a família unida, aconteça o que acontecer, e por isso, acho que vou pedir um formulário e preenchê-lo.

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Obviously this is a little overstated because it’s difficult to convey subtle nuance in a language I don’t speak fluently still. I don’t really think of this as a betrayal; it’s really just a precaution in case the worst happens but the way the world is lately, who the hell knows? There are Trump supporters in this country for Christ’s sake!

Thanks to Sophia Celso and Iramao for the corrections

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O Dia B

This texto has been on iTalki for a while now, which is why it’s not as topical as it once was!

Para nós ingleses que votámos contra o Brexit, a semana passada foi triste. Afinal, a primeira ministra, Theresa May mandou uma carta ao Presidente do Conselho europeu, para iníciar o que consta no artigo 50 do Tratado de Lisboa e começou o processo de saída da UE. Sem adiar, um líder outrora do partido conservador tentou provocar uma guerra contra os nossos amigos espanhóis. Tanta loucura!

Li uma piada seca numa rede social “Uma grande vantagem de ser gay é isto: Nunca vou ser obrigado a explicar aos meus netos o que aconteceu hoje”.

Infelizmente não sou gay.

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The Porto Reporto – Part 3

16230406_1065981440214853_7811550234357530624_nO domingo no Porto começou mais cedo do que o sábado. Acordámos às 8:00 e comemos o pequeno almoço no hotel. A Olivia e a Catarina visitaram a Livraria Lello e passámos a manhã a fazer compras turísticas. Também atravessemos o Rio Douro na Ponte Dom Luis I. A vista da Ponte era maravilhosa.

 

 

 

16464763_1937685976454696_2901759907533422592_n1Enfim, chegou o tempo para voltarmos ao aeroporto. O peso das nossas malas quase dobrou por causa dos livros (comprei doze e a Catarina mais dez) e outras lembranças das nossas férias. O taxista conduziu mal, mas não me importei. Costume da condução horrível dos taxistas portugueses. Tentei aproveitei a ultima oportunidade de falar português mas não consegui de pensar em muitos assuntos além do tempo e dos sinais. Esta situação mudou quando aproximamo-nos do aeroporto. Ora, o aeroporto do Porto tem o nome do ex-presidente Francisco Sá Carneiro. O Sr Carneiro morreu num acidente de avião em 1980. A serio, não é uma piada: o nome do aeroporto comemora um acidente de avião! Aqueles portuenses tem um sentido de humor muito esquisito!

16464017_1316807545071605_3484120059410907136_nExistem varias teorias sobre este acidente. Algumas pessoas crêem que o Sr Carneiro foi assassinado pelos americanos porque opôs-se à presença americana nas ilhas portuguesas. A minha esposa é uma delas. Outras pessoas afirmam que o verdadeiro assassino foi Mário Soares (o politico que morreu em Janeiro deste ano). O taxista subscreveu a este teoria.
Um debate acalorado começou. Não contribuí.
O Voo correu bem (mas estava assustado de qualquer maneira). Chegámos muito atrasados e apanhamos mais um táxi. Este taxista declarou o seu apoio ao Brexit e para o governo de Donald Trump
Mais um debate acalorado começou. Neste caso, contribuí muito mas infelizmente só em inglês.

 Epilogue

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O Candidato

1/12/2016
Realiza-se hoje na minha cidade uma eleição. Vivemos perto do aeroporto Heathrow no oeste de Londres. Há muitos anos, o governo britânico anunciou a sua decisão de construir mais uma pista em Londres para melhorar o sistema de transportes. Mas onde construir? Esta era a grande pergunta. O nosso deputado, Zac Goldsmith é membro do partido conservador, o partido do governo, mas o que tem em comum com muitos londrinos é que odeia notebook_image_752151o barulho do aeroporto. Por isso, prometeu demitir-se do governo se ficasse decidido construir a nova pista aqui. No mês passado, a decisão publicou-se: a nova pista será em Heathrow. O Zac, um homem de palavra, demitiu-se. Espera-se  que os eleitores irão apoiá-lo como candidato independente*. E talvez tenha razão mas acho que não. Lembramo-nos da eleição da prefeitura [em que ele usou argumentos racistas contra o candidato do partido trabalhador. Os Londrinos não aceitam isso caraças. Lembramo-nos também do seu apoio pelo “Brexit”. Setenta por cento de nós votámos não. Todos queremos parar a pista mas neste caso, acho que o Zac não é o nosso candidato.

 

*=One correction that changed the meaning of the sentence but was interesting anyway was “Resta aos eleitores apoiarem-no como candidato independente” (it remains with the electors to…” instead of “he hopes the electors will…”

 

Uma actualização

O Zac perdeu a eleição!

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Diálogo num Café

Às 8 horas
Empregada: Bom dia senhor, faça favor.
Cliente: Bom dia, um abatanado por favor e… mais um para o meu amigo o Senhor Pessoa.
Empregada: O senhor é muito engraçado. Mais alguma coisa?
Cliente: Sim, um pãozinho com manteiga e compota por favor.
Empregada: Muito bem
—mais tarde—-
Empregada: Aqui está
Cliente: Obrigado, e quanto é?
Empregada: São 2,16 €
Cliente: Ah, deixe-me pensar… Meu deus! É equivalente a £7.56!
Empregada: (Eu) não faço as regras… vocês votaram para o Brexit.
Cliente: Sim, é justo. Eis o dinheiro.
Empregada: Obrigada.

Às 13 horas
Empregada: Boa tarde, senhor.
Cliente: Bom dia outra vez! Está na hora de almoço. Eu e o meu grande amigo o Senhor Pessoa…
Empregada: Ó senhor, por favor, quase não consigo respirar…
Cliente: …queríamos experimentar as comidas de Lisboa. Que recomendas?
Empregada: Muitos turistas gostam da nossa sandes mista com pão de deus…
Cliente: Excelente! Vamos experimentar isso!
Empregada: Muito bem.
—mais tarde—
Empregada: A sua sanduíche, senhor.
Cliente: Muito obrigado. Pago já. Quanto é?
Empregada: São 2,16€
Cliente: Um momento, vou verificar a taxa de câmbio… meu deus! É equivalente a £34.27!
Empregada: Lamento que o senhor tenha razão. A libra continua a cair relativamente ao Euro.
Cliente: O que é que fizemos!? Ora… eis o dinheiro.
Empregada: Obrigadíssima.

Às 19 horas
Cliente: Olá bom dia! Já voltei!
Empregada: A minha vida está cheia de alegria por rever a sua cara mais uma vez.
Cliente: Obrigado. Ora, apetece-me um prato de bacalhau com natas.
Empregada: Mais alguma coisa?
Cliente: Hum… Sim, uma imperial também por favor.
Empregada: Sagres ou Super Bock?
Cliente: Super Bock, sem dúvida.
Empregada: Com certeza.
—mais tarde—
Cliente: Á, obrigado. A conta, por favor.
Empregada: São €2.16
Cliente: Hum… meu deus! É equivalente a £543.62!
Empregada: Talvez o senhor queira pedir o pequeno-almoço para amanhã de manhã para evitar a próxima queda?
Cliente: É uma boa ideia. Que achas o Fernando?
A Estátua: (Nada diz)

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Como adivinhou que sou um Turista…?

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Aconselhamentos

Caro Rui*,
Estou muito feliz de ouvir que pensas visitar-me aqui em Londres. Ainda que não tenhas muito dinheiro, vem**! A libra está muito baixa hoje em dia por causa dos “Brexiteers” e por isso tudo é muito barato.
Eis as minhas regras para uma viagem a Londres:
É necessário que tragas um guarda-chuva porque chove muito aqui.
É possível que compres um “Oyster Card” na estação de comboios. Com isto, é possível fazeres viagens todos os dias sem pagar.
É viável andares de comboio (a rede de comboios subterrâneos de Londres chamar-se “The Tube”) porque convém evitar o tráfego*** nas ruas.
Não é provável que encontres o Stephen Fry no supermercado mas se é que o encontras, deves levantar o seu chapéu, quer queiras quer não. Por isso, é aconselhável que tragas um chapéu. Embora tenhas dores de cabeça, usa-o todos os dias que fiques no país.

*=Just to explain why the phraseology in this is so weird, here is the note I attached to it in iTalki

Este exercício destina-se a ajudar-me a praticar três tempos: presente do conjuntivo, infinitivo pessoal e imperativo. Por isso, algumas frases não são muito idiomáticas, mas não faz mal. Acho que a gramática é pouco especifica a Portugal. Pode ser que a gramática do Brasil seja diferente. Eu ficaria muito contente em receber correcções do Português de Portugal. Muito obrigado

**=I can’t believe this is the 2nd person imperative form of “vir”!

***=I originally wrote “tráfico” but that means traffic in the sense of “drug trafficking”

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I Find Myself…

I find myself strangely embarrassed to talk to Portuguese people. A couple of friends have skyped me and asked how I feel about the referendum. I couldn’t really tell them though because I was too drunk to remember how to say “ashamed of living in a country that is 52% idiots” in Portuguese.

One of the people I follow on twitter put it like this:

It means “Have any English people tried to swim to Europe yet? Don’t let them come in. We have to protect our jobs“, and I know what he means. If I was from the mainland I wouldn’t want to speak to us either.