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A Resistência (Val McDermid)

This is an attempt to translate the blurb of a book as literally as possible to avoid the lazy trap of sticking to words and grammar I know how to say when writing texts. Thanks again to ThisCatIsConfused for the help

Estamos* no fim de semana do solstício de Verão e cento e cinquenta mil pessoas reúnem-se numa quinta a nordeste de Inglaterra para assistir** a um festival de música ao ar livre. No início, uns salpicos de chuva parecem ser a única coisa capaz de estragar a diversão – até que surge uma doença misteriosa. Rapidamente, a doença espalha-se com uma velocidade electrizante*** e parece resistente aos antibióticos todos.
Será que a jornalista Zoe Meadows (hum… O resumo diz “Meadows” mas dentro do livro ela se chama Zoe Beck…) consegue rastrear o surto à sua fonte, e será descoberta uma cura antes da doença se tornar numa pandemia?


Um thriller empolgante, Resistência imagina um cenário de pesadelo**** que aparenta ser demasiado credível no rescaldo***** do covid-19

*=estamos no (“we are in the weeekend of…”) works better than está no… (“it’s the weekend of..”)

**=it’s been three years since I wrote a blog post specifically about the word “assistir” and I still haven’t got over the discovery of the weird interlinking meanings.

***=electrizante means electrifying and I’m a little surprised it works here but it seems to pass muster!

****=”nightmare scenario”

*****=the original English version has a couple of colloquial phrases in it that seem to have caused confusion. One was “bug” as in “stomach bug” which was corrected to “inseto” but that was a misunderstanding because the person who kindly translated it for me thought I meant the illness was transmitted by some kind of insect. This word “wake” might be the cause of a second mis-correction. The original says “in the wake of” which I put as “na sequência de” but I think the person who corrected it might have thought “wake” had its more usual meaning, as in “wake up” because they changed it to “no surgimento”. I discussed it with my resident expert who advised “no rescaldo” was better

I can’t say I really agree with the blurb. If you want to know more about the book and what I actually thought of it, have a look at my Goodreads profile.

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Se Eu Fosse Um Livro – José Jorge Letria

Se Eu Fosse Um Livro de José Jorge Letria
Se Eu Fosse Um Livro

Quick review of this one. As it says in the text, you can enjoy the repetitive use of the imperfect subjunctive and call it homework for the B2 exam. It’s pretty basic apart from that though because it’s a children’s book.

Este livro fala da leitura. Repete-se em cada página a frase “se eu fosse um livro…” e logo a seguir um desejo que um livro poderia sentir. Muitas vezes este desejo é uma dica para os leitores de como apreciar livros ao máximo, tal como “…não gostava que me lessem só por obrigação, ou por estar na moda”

É divertido e ainda por cima, pode ser útil para quem quiser praticar os tempos verbais conjuntivos 🙂

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O Vício Dos Livros – Afonso Cruz

O Vício dos livros de Afonso Cruz

Antes de mais, vamos falar deste livro como objecto em si: é muito agradável. As cores da sobrecapa, o formato, o tamanho, o peso do livro nas mãos. Todos estes aspectos, combinados, dão para satisfazer o leitor.

Quanto os conteúdos, o livro trata-se dum coligação de vários pensamentos, curiosidades e factos sobre a leitura. Para nós que gostamos de ler livros sobre livros, é muito interessante. Mimamo-nos com mais um capítulo curto e mais uma anecdota. É divertido, sem dúvida, mas fiquei aliviado quando cheguei ao fim. Mais que cem-e-tal páginas seria uma indulgência. Já chega. De volta aos romances.

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O Superman – Augusto Cid

António Ramalho Eanes (Eones, Superman) and Ernesto Melo Antunes (Melro). The image is, of course, aligned left

Ouvi falar deste livro no instagram. A Ana Luiz li-o há umas semanas. Naquela altura, eu estava a ler A Construção da Democracia em Portugal. “Epá!” pensei (mas confesso que pensei em inglês) “este livro tem bom aspeto e pode ser uma boa sobremesa depois de todo este espinafre não ficção” Comprei um exemplar duma loja de segunda mão porque é antigo e não é disponível nas livrarias online. Vale mesmo a pena. De súbito, todas as personagens da história que tinha lido anteriormente animaram se cá diante dos meus olhos. Eanes (EONES) no papel de Superman, nasceu no planeta CROPCON (baseado em Copcon que realmente na época pós-revolução) e viaja para Portugal onde tenta cumprir a sua missão histórica apesar dos esforços dos seus inimigos e concorrentes tal como Solares (Soares) e Fiasco (Vasco) Lourenço. Augusto Cid é, claro, um artista talentoso. O livro foi lançado em 1978, na época de instabilidade depois da revolução (Abril 1974) e a contrarrevolução (Novembro 1975), mas a sua carreira continuo até o seu falecimento recente. Dá para entender muito sobre o espírito do época, mas é óbvio que o autor tem desgosto do Eanes. A história não tem nada de simpatia pelo seu cargo. Portanto não é justo (mas quem disse que livros satíricos devem ser justos?) Recomendo a opinião de Ana Luiz neste site porque ela sabe mais do que eu e menciona algo da história do livro em si, e a resposta polémica do governo.

I usually put a link to the books I review on here but I don’t think you can get this easily. Augusto Cid has some more recent books though and you can buy those here.

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The Greatest Stories Ever Heard

As regular readers (hey, stop laughing – I have regular readers! I do!) will know, I am obsessed with audiobooks, so I have been trying for a while now to compile a definitive list of all the european portuguese audiobooks available, so I have been through every single audiobook in Audible and listened to the accent and I’ve wrestled with Kobo’s completely useless search function to bring a few golden nuggets from among the grit. You can find them all here. I’ll add to the list as new ones become available. If you know of any I’ve missed, please let me know. I feel like I’ve been pretty thorough but I’m just one person and it’s a big internet.

There are affiliate links on the page, by the way: I’m hoping my obsession will pay for itself one day.

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Z – Manuel Alves

Um conto de ficção científica que demonstra uma axioma do livro “Superintelligence” de Nick Bostrom: logo que alguém crie uma entidade de  inteligência superior à de seres humanos, é o fim de jogo para a humanidade.
Neste história, um rapaz de alta inteligência está preso num laboratório controlado por cientistas. O método de medir está inteligência não me persuadiu: “Quantos sonhos cabem na palma da mão?” pá, essa pergunta não faz sentido nenhum. A resposta mais inteligente seria “O quê? Deixa de dizer disparates!”
Mas apesar disso, gostei do conto e comprei mais dois pelo mesmo autor.

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Malditos, Histórias de Homens e de Lobos – Ricardo J. Rodrigues

Este é um livro fascinante. Aqui temos uma história verdadeira, contada pelos olhos de dois inimigos: os lobos e os pastores. Uma rivalidade que durou há séculos está prestes a terminar com o fim duma moda de vida (a dos pastores) e o esgotamento de espaços selvagens onde moram os lobos. É uma guerra eterna que vive em mitologia (quem viu a capa do livro e não pensou de lobisomens?) mas não tem espaço neste mundo cada vez mais moderno.

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O Anibaleitor – Rui Zink

Gostei muito deste livro. É curto, uma espécie de romance picaresco, contado na primeira pessoa, e com um monte de referências a outros livros e filmes (obviamente o título é uma piada baseado do anti-herói d”O Silêncio dos Inocentes”)
Principalmente, adorei as declarações do Anibaleitor sobre a leitura.

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O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca – Ana Pessoa

Este livro (caderno?) é muito divertido. Conta a história de uma rapariga de 14 anos (faz 15 perto do final da história). Não divulga a nome dela mas há pistas, e não é difícil adivinhar! Ela é karateca (palavra desconhecida para a minha esposa, e isto deu boa oportunidade para mim ser professor de português a uma madeirense), e gosta de um rapaz da mesma classe de karaté.
O caderno é cheio de desenhos bonitos contos pequenos, listas, e pensamentos, mas não é um caderno típico, não, tem uma vida e uma vontade própria como a rapariga descobre…