
Delighted to see this delightful euphemism from the book cropping up.ok TV the very same week!

Delighted to see this delightful euphemism from the book cropping up.ok TV the very same week!
This book was the source of a couple of the recent posts about new vocabulary like “as fresh as a lettuce” and “playing for Benfica“. It seems like a straightforward read at B1/B2 level. The grammar isn’t too complex, but it’s light and funny and has plenty of nice idiomatic expressions, including a rare in-the-wild sighting of “tirar o cavalinho da chuva”. Thanks to Cataohract for the corrections
O “Mary John” é um livro juvenil que conta a história duma adolescente chamada Maria João. No início do livro, ela tem um fraquinho por um rapaz que mora no mesmo bairro, mas o rapaz, que é ligeiramente mais velho, acaba por namorar com uma “lambisgóia” (nova palavra!) que chega na praceta onde o grupo de amigos passa o tempo. A lambisgóia fuma e tem piercing no umbigo e fala com a protagonista de maneira desrespeitosa por causa da idade dela, principalmente.
Após algum tempo a mãe da protagonista informa-a de que os dois têm de mudar de casa para uma outra cidade. Lá, no novo lugar, ela conhece um rapaz e os dois apaixonam-se.
Não há mais nada: é uma história quotidiana, sem reviravoltas, sem grandes revelações. Mas é doce: o diálogo entre as amigas na escola é engraçado e os conselhos da mãe e da avó dela sobre amor e sobre rapazes fazem todo o sentido sem serem demasiado “pedagógicos”. Ela cresce durante o percurso do livro e passa a uma nova fase da sua vida.
O aspeto mais esquisito do livro é a estrutura dele: é contado como se fosse uma carta ao rapaz original da praceta. Não entendo porquê. Explica-lhe quão diferente é a vida dela 4 meses depois de mudar de casa. Talvez ela queira escrever a versão mais nova de si próprio mas não tenho certeza. De qualquer modo, espero que ela não envie ao coitado de moço! Além de conter informações que ele não quereria saber, tem 180 páginas!
Este livro é um conjunto de 41 crónicas que Lídia Jorge apresentou num programa de rádio. Mistura-se memórias e pensamentos sobre a vida, história e o mundo em geral.
Here’s a little traveller’s tale, with thanks to Talures for corrections
O projeto mais recente da minha filha foi dar um passeio no Chess Valley Walk* (Caminho do Vale do Rio… Hum… Xadrez? Não, estou a brincar, o nome do rio é o Chess). Viu-o no Instagram e ficou obcecada. Sendo relativamente desocupado no meu trabalho, aceitei o seu convite para ir com ela.
Antes de mais, não trouxemos água suficiente. O caminho tem 16 quilómetros, mas faz-se devagar por causa do terreno acidentado: entre 4 e 6 horas. Entretanto, o tempo estava quente, mesmo muito quente pelas padrões ingleses. Assumimos que haveria um pub ou um loja por o caminho, pois este passa por várias aldeias. Haveria, de certeza, oportunidade de comprar mais água, não é?
Não houve. Portanto as nossas reservas ficaram esgotadas depois de três horas. Além disso, a coitadinha** da minha filha não está acostumada a andar tanto. Ela já fiz caminhadas com esta distância , hum, duas vezes? Ela arrastou-se e disse muitas vezes “pai, não acho que consiga!” mas não perdeu a esperança por completo. Prosseguimos com a marcha e chegámos finalmente ao nosso destino: um Pub chamado The Queen’s Head em Chesham, onde bebemos água e cerveja e comemos um caril tailendês. Sabia como a comida dos deuses. Sem dúvida, a fome é o melhor tempero.
O caminho é lindo (tirando a parte que passa perto da autoestrada M25!) e apesar da minha filha ter dores nas pernas e ter estado esfomeada e sequiosa durante duas horas, já sabe que és capaz de tal esforço heróico! Mas da próxima vez, vale a pena levar mais água na mochila!
*I wrote this as-is: “We took a walk on the Chess Valley Walk” but as the corrector rightly pointed out, although that’s what that means, it’s a bit repetitive and I probably should have written “fazer o caminho de Chess Valley”
**coitadinha “tem o seu quê de sarcastico”

Wook seem to have launched themselves in the audiobook market with a few interesting-looking titles. I’ve added a section about them on my Audiobooks Page. If you’re an audio fan, especially if you yearn for more audible Saramago in your life, now is your moment!

…to buy this game. I wonder if I can convince someone to play it with me.
A true story, with corrections by Cataphract (thank you!)
Agora que tem 18 anos, a minha filha arrastou-me ao bar para participarmos num “pub quiz”, ou seja uma série de perguntas e respostas organizada num bar perto do nosso prédio.
Havia cinco equipas. Nós éramos apenas dois mas a maior tinha 5 jogadores. Apesar desta desvantagem, conseguimos segundo lugar e ganhámos um prémio: uma garrafa de vinho tinto. Ficámos muito orgulhosos mas ainda não abrimos a garrafa.

This sentence, from Mary John, a no by Ana Pessoa, is one of those idiomatic ways of saying something that doesn’t make sense unless you know. The “que nem” is just doing the same job as the word “como”. It’s used in compairons of the kind that in English would be rendered as “As strong as an ox” or “as fit as a fiddle”
“Eu estava fresca que nem uma alface”. They think she’s dead but she’s “as fresh as a lettuce.
It’s time for another translation! This isn’t your avô’s fado, it’s a bit noisier and punkier than most of theportuguese music I’ve heard. “Quero Ser Um Ecrã” by Baleia Baleia Baleia
This is obviously about screens, and it could be any time of electronic screen, but I think it’s mostly used for handheld devices – which is presumably why they’ve got all the spectators in the video to film the whole thing and view it through their screens instead of just watching the performance. Screen is “Ecrã” in this sense. Masculine, despite the a at the end. I gather if it was a PC screen, that would be “monitor”, but tela and visor are also in use for similar kinds of surfaces – I just don’t hear them so often (Brazilian? Slang?). There’s also the word “biombo” which is the kind of screen you might find in a doctor’s surgery for example, for people to have privacy during procedures. Anyway, none of that – we’re thinking social media, mobile phones – all that stuff – happening on a screen.
| Quero Ser um Ecrã | I want to be a screen |
| E a vida, a morte, em fotos no ecrã Os dias compridos e os olhos no ecrã O mundo perdido, achado no ecrã Quero ser um ecrã E os sonhos dos outros cumpridos no ecrã O monstro do visível escondido do ecrã Quero ser um ecrã, quero ser um ecrã | And life, death, in photos on the screen The short days and the eyes on the screen The lost world, found on the screen I want to be a screen And other people’s dreams, accomplished on the screen The monster of what’s visible, hidden on the screen I want to be a screen, I want to be a screen. |
| E as balas que nunca passam do ecrã A força dos gritos, regulável no ecrã As lendas e os mitos, imortais no ecrã Quero ser um ecrã Medos e incertezas no armário do ecrã Celulite e flacidez no ginásio do ecrã Quero ser um ecrã, quero ser um ecrã | And the bullets that never pass through the screen The force of the screams, adjustable on the screen The legends and the myths, immortal on the screen I want to be a screen Fears and uncertainties in the closet of the screen Celulite and flabbiness in the gymnasium of the screen I want to be a screen, I want to be a screen |
| [Ponte] E é sempre verão no ecrã E os corpos estão sempre nús E há tantos gatinhos no ecrã E sushi E bolinhos E coisas boas | [Bridge] And it’s always summer on the screen And the bodies are always naked And there are so many kittens on the screen And sushi And little cakes And good things |
| [Hook] Quero ser um ecrã (x13) | [Hook] I want to be a screen (x13) |
This was a new one on me. Presumably it’s because they play in red…

(From “Mary John” by Ana Pessoa)