Quite a false friend, this. It looks like it ought to mean the ability to hold your pee in, but no, it means a salute.

OK, OK, it means the other thing too, and covers a range of ideas in the general area of self-control, but it also means a salute.
Quite a false friend, this. It looks like it ought to mean the ability to hold your pee in, but no, it means a salute.

OK, OK, it means the other thing too, and covers a range of ideas in the general area of self-control, but it also means a salute.
Brief resumé of Portugal’s favourite one-eyed son. This is an exercise in summarising a longer text from Português em Foco.

Existe muita incerteza sobre a vida deste poeta mas tanto quanto podemos constatar, nasceu nos anos vinte do século XVI e pertencia à pequena nobreza.
Estudou filosofia em Lisboa. Lutou em Ceuta, onde perdeu um olho. Em 1547, passou 3 anos em Constância para escapar às consequências de ter ofendido uma dama da corte.
Tendo regressado para Lisboa, ficou preso por mais uma ofensa (a cultura do cancelamento já estava em curso!) mas foi libertado após um ano, em 1553.
Nesse ano, partiu para Goa para escapar à vida alfacinha. Ali, pensa-se que Camões começou a escrever os Lusíadas. Não estava feliz em Goa, portanto viajou em seguida para Macau onde trabalhou como provedor-mor dos defuntos e continuou a escrever a epopeia.
Durante a viagem de volta para Goa o navio naufragou perto do Vietname. O poeta salvou o seu manuscrito mas deixou afogar a sua amante, Dinamene, numa vitória da arte contra o cavalheirismo.
Voltando para Lisboa, com as mãos a abanar, após 16 anos de exílio, o poeta publicou os Lusíadas em 1572, dedicando-o ao D.Sebastião.
Apesar da tença anual paga pela coroa em reconhecimento da sua obra, Camões viveu os seus últimos anos doente e empobrecido.
Quando morreu em 1580, um amigo, filho de um nobre e apreciador de literatura, mandou escrever um epitáfio na campa rasa do poeta “Aqui jaz Luís de Camões, príncipe dos poetas do seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente e assim morreu.”
As minhas redes sociais estão sobrelotadas de histórias, vídeos e textos sobre o fenómeno de pessoas no supermercado Mercadona em Espanha e em Portugal, a aproveitar a “hora de engatar“. Para participar, basta entrar na secção de vinhos entre as 19:00 e as 20:00 com um ananás de pernas para o ar no carrinho.
Ou… Talvez não?
Acho que este boato começou como uma piada mas o supermercado, e até os seus concorrentes, como por exemplo, o Lidl estão a usar a história para cultivar relações públicas…
(Encalhados, neste contexto, significa “solteirões” se não me engano)
Ouvi uma versão desta canção recentemente no canal de David Antunes + the Midnight Band, que é sempre uma fonte de maravilhas e o desempenho neste caso é mesmo esmagador, uma vez que é tocado quase exclusivamente em instrumentos infantis (o vídeo está debaixo da tabela de letras nesta página) O original saiu em 2012 e foi lançado por Sebastião Antunes e Quadrilha. O Sebastião não é um familiar do David apesar de os dois partilharem um sobrenome, mas o David tocou várias vezes a canção ao vivo nos seus próprios espetáculos e o Sebastião até apareceu no canal do David também.
A música teve muito sucesso e (tanto quanto sei) muita gente gosta dela. A versão original é invulgar por incluir uma gaita de foles. O meu pai sabia tocar a gaita de foles escocesa e por isso estou predisposto a gostar a canção apesar de me sentir por outro lado dum abismo cultural de cem milhas de largura.
| Português | Inglês |
|---|---|
| Deram-me uma burra Que era mansa que era brava Toda bem parecida Mas a burra não andava A burra não andava Nem prá frente nem pra trás Muito lhe ralhava Mas eu não era capaz Eu não era capaz De fazer a burra andar Passava do meio dia E eu a desesperar E eu a desesperar Ai que desespero o meu Falei-lhe no burrico* E a burra até correu | They gave me a donkey That was tame and that was wild Everything seemed fine But the donkey wouldn’t move The donkey wouldn’t move Neither forward nor backward I yelled at it a lot But I couldn’t I couldn’t Make the donkey move It was after midday And I was in despair And I was in despair Oh, I was in such despair I told her about the (male) donkey And it even started running |
*This seems to be disputed. When I first wrote this I copied the lyrics from A Música Portuguesa and it says “falhei-lhe”. It seems like that version appears on quite a lot of pages dotted around the web, but I am reliably informed that the non-h version is the right one, so there you go!
Os habitantes de Lisboa foram acordados na madrugada do dia 26 de Agusto por um sismo de magnitude 5,3 da escala de Richter. Felizmente este não derrubou a cidade inteira como aconteceu em 1755, provocando incêndios e desencadeado um tsunâmi. No entanto, em vez de 10 mil mortos, temos uns memes fixes. E olha: livros por ler! O famoso LPL!
Carolina Deslandes is definitely growing on me. Her lyrics seem really well-crafted. Her voice doesn’t have the earth-shattering power of Sara Correia (the last portuguese singer I went to see), but she’s a different kind of singer and her voice works for the kind of music she’s making. I really like this one.
When I found the lyrics I saw they had transcribed it with “luta” in place of “puta”. You can find videos of her singing it that way on Rádio Comercial, but this video is bleeped out and I’m pretty sure they wouldn’t have bleeped luta, so I’m changing it back to what I think must be the original. Como é Linda a Puta de Vida is the name of a book by Miguel Esteves Cardoso, and I don’t know if she pinched the line from him or if it has older roots.
| Português | Inglês |
|---|---|
| Esfolar os joelhos A achar que sabia voar Ignorar os conselhos Que no fim nos iam salvar | Skinning your knees And finding you don’t know how to fly Ignoring the advice That would save us in the end |
| Ser abandonada Não ter onde arrumar o amor Não querer saber de nada E saber-te ao pormenor | Being abandoned Not having a place to put love Not wanting to know anything And knowing yourself in detail |
| Como é linda e caótica A puta da vida, amor Vê lá bem a nossa sorte Vê lá bem o nosso azar Como é linda e caótica A puta da vida, amor Viver a fintar a morte Hoje saímos pra dançar | It’s so beautiful and chaotic The bitch of life, my love. Just look at our good luck Just look at our bad luck It’s so beautiful and chaotic The bitch of life, my love. Living to trick death Today we’re going out dancing |
| Partir o coração Dar razão a quem nos avisou Uma desilusão Uma ferida que nunca sarou | Breaking your heart Proving the people who warned us right A disappointment A wound that never healed |
| Ser traído, chorar Desatar os nós da garganta Querer esquecer e lembrar Quando a saudade é tanta, tanta | Being betrayed, crying Untying the knots in our throat* Wanting to forget and remember When there’s so, so much longing** |
| Como é linda e caótica A puta da vida amor Vê lá bem a nossa sorte Vê lá bem o nosso azar Como é linda e caótica A puta da vida amor Viver a fintar a morte Hoje saímos pra dançar | It’s so beautiful and chaotic The bitch of life, my love. Just look at our good luck Just look at our bad luck It’s so beautiful and chaotic The bitch of life, my love. Living to trick death Today we’re going out dancing |
* Um nó da garganta is what english speakers would call “a lump in the throat”, so she’s talking about grief, panic or some other strong emotion
`**Should I even be translating “saudade” at this point?
Ouvi falar do Quinto Império há muito tempo numa conversa com uma estudante de português que conheci no Insta, mas não pensei mais nele até recentemente quando traduzi o “A Vida na Estrada” dos Diabo na Cruz que se refere à ideia. Ainda mais recentemente, o nome de Padre António Vieira, (autor do Sermão de Santo António aos Peixes) surgiu numa aula, e aquele clérigo foi o divulgador principal do Império, portanto decidi resgatar este texto da pasta de rascunhos onde jaz desde 2022!

Mas afinal, o que é o tal Quinto Império? Eis um Resumo da página de Wikipédia:
O Quinto Império é uma crença milenarista que fazia parte da mitologia do país durante a expansão do seu império ultramarino, e emprestou legitimidade e apoio religioso a esta fase de conquista. Foi construído a partir de textos anteriores, principalmente o mito das três idades promulgado pelo monge Joaquim de Flora e teve como origem o livro do Daniel, onde aquele profeta viu uma estátua com pés de barro e, apesar de ser composta de várias metais, os pés eram vulneráveis a uma pedra atirada por um inimigo. Segundo o Padre, cada parte da estátua representa um império do mundo antigo e o Império Português seria a pedra que derrubaria tudo, sendo o quinto e último império que duraria durante mil anos, estabelecendo a paz por todo o mundo e realizando a vontade de Deus.
É quase indispensável para um novo reino expansionista ter uma ideologia forte para motivar os seus funcionários e soldados
Os três pilares do movimento são os seguintes
Este mito persistiu e serviu como pano de fundo d’A Mensagem, uma coletânea de poemas da autoria de Fernando Pessoa. Já li estes poemas sem preparação mas acho que é um livro que precisa de mais conhecimento do contexto histórico e cultural.
*Sou burro, eu sei, mas este nome “ourique” lembra-me da palavra ouriço, portanto imagino esta batalha como um exército de porcos-espinhos a lutar contra os mouros para a glória de Portugal e um grande cozido de minhocas e besouros.
As you can see, I wrote that last post on the laptop and didn’t check what it looked like on mobile before publishing. Sorry, it wasn’t meant to be read as a vertical column of letters going on for page after page!
Fixed it now.


Following yesterday’s blethrings about someone else’s sonnet, Português em Foco was like “OK, so why not try one yourself?”
Happy to report the number of errors was pretty low, which is a relief, because it would have been hard to correct without knackering the syllable count! Thanks as always to Cristina for helping weed out the mistakes.
Os anos passam, a vida avança,
Piso sempre esta minha trilha,
Olho com saudades a maravilha
Desta, minha sempre-crescente pança.
Estamos neste baile, então, dança
Até perderes uma sapatilha.
Tu és a minha única filha
Ainda que já não sejas criança.
És mulher, cada dia mais capaz
Mais bela e forte do que toda a gente
Igual ao teu pai, brilhante e sagaz.
Segue os teus sonhos. Por mais que tente
O tempo nunca anda para trás
Então, filha, vive e anda em frente.