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A Passagem do Ano

Feliz ano novo, queridos leitores, professores e estudantes da língua de Camões!

O blogue de ontem foi um pouco deprimente. Destaquei os piores aspectos do ano passado. Mas o novo ano traz novas oportunidades. Vou começar a escrever blogues novamente (já escrevi cinco que estão na fila!) e a estudar. Isto acontecerá devagar. Ainda tenho muito que fazer para organizar as coisas dos meus pais, mas quero estabelecer uns objectivos gerais em vez de resoluções para 2025.

Se fosse uma outra pessoa, adoraria encontrar uma noite de “open mic” num clube de comédia em Lisboa e fazer 5 minutos de anedotas em português. Que desafio incrível, né? O planeamento seria intenso. Mas nem pensar, não tenho a auto confiança para fazer isso, nem sequer em inglês!

Por ser mais realista, tenho três objectivos linguísticos para 2025:

  1. Conquistar o DUPLE: estou confiante que receberei uma nota boa mas se não… Maio!
  2. Usar o DUPLE: quando tiver um diploma universitário, farei um curso universitário numa disciplina relevante, mas sobre um assunto fora da minha zona de conforto: ou seja, adquirirei uma nova competência profissional em vez de simplesmente escrever coisas que já sei no meu idioma segundo. Já marquei a página da Universidade Aberta. Segundo o calendário letivo, a época de inscrições é em breve!
  3. Falar mais: em geral, falar falo, mas para dar mais estrutura a este objectivo, vou gravar…. Digamos 6 mas espero que haja mais… Seis vídeos mais considerados sobre diversos tópicos. Já faço vídeos que ninguém vê, de vez em quando, sobre leitura, mas penso em planear e gravar vídeos que ninguém verá, sobre jardinagem, treinos, tecnologia… Hum… Maquilhagem? Como se enriquecer comprando e vendendo criptomoedas…. Há tantas opções! Os vídeos têm de durar mais de 15 minutos e abordar tópicos pormenorizados: por exemplo, sobre jardinagem, não vou descrever detalhadamente a minha horta urbana e o que que lá planto, mas sim como dividir ruibarbo. Isto vai incentivar-me a aprender novas palavras e até podem ser úteis (porque tanto quanto sei, não existe vídeos em Português sobre como dividir esta planta.

Mas chega de planos. Espero que estejam felizes, cheios de energia e prontos para fazer 2025 o melhor ano de sempre!

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Adeus 2024

Este ano está quase a chegar ao fim. Vai para o raio que te parta, ó 2024, que já vais tarde*

Fuck off, 2024, nobody likes you

Na verdade, não foi cem por cento desastroso: aprendi muito, cumpri o meu objectivo de correr na maratona de Lisboa. Também despedimo-nos de um governo conservador sem ideias e sem direção. Há muito para celebrar, mas infelizmente também houve tantas coisas que pioraram, quer no âmbito da política (com partidos da extrema-direita a surgir por todo o lado e o mundo a aproximar-se cada vez mais duma guerra mundial), quer na vida familiar, onde perdemos os meus pais, estou pronto para este ano terminar.

* Estas expressões foram sugeridas pelos membros do subreddit r/Portuguese para substituir frases inglesas como por exemplo “good riddance” ou “don’t let the doorknob hit you in the arse”.

Também foram sugeridas frases como “Que o diabo o carregue”, “vai para a Puta que te pariu” e “vai para o caralho que te foda”, as quais pareciam demasiado duras, “vai para a sombra” e algumas frases simples que não chegariam porque precisam de ser ditas em voz alta com um tom sarcástico: “tchau e bença”  ou “vão com deus”

Linguee unhelpfully offered “Riddance bom”. Yeah, I don’t think I’ll be using that, thanks, Linguee.

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A Minha Mãe

Estou a caminho de Preston para ter com os meus irmãos. Já passámos muito tempo lá nos últimos meses a apoiar a nossa mãe desde a morte do meu pai em Abril, mas na quinta feira da semana passada ela não carregou a resposta da quebra-cabeça Connections, que geralmente fazemos todos entre 7 e 10 horas de manhã. Fiquei preocupado pelo silêncio, liguei-lhe sem sucesso e depois contactei o meu irmão mais novo que mora perto dela. Ele chegou à casa dela, mas tarde demais: ela tinha falecido durante a noite, na cama, de uma enfarte. Uma doença deste tipo tem uma causa médica, mas claro que é fácil imaginar como a morte do seu marido de 56 anos a marcou.

Eu estava em Preston desde Quinta feira até domingo. Falamos com os vizinhos simpáticos e os pouco simpáticos, e também com o diretor de enterramentos. Regressei para casa para uma noite antes de voltar mais uma vez para a nossa terra de mãe.

(mais tarde)

Falei com as amigas da minha mãe através do telefone e jantei com os meus irmãos. A minha sobrinha, Chloe vai e vem com as suas filhas, a próxima geração, que não entendem o que aconteceu com a sua bisavó, mas são uma lembrete de que a vida continua.