In case you can’t catch it, she’s telling her, in truth, you really remind me of a hammerhead shark, you know, with the eyes like this, really far apart
Ana Lua Caiano is coming to London for a gig in May with another musician, Baby Volcano. BV seems to do a lot of songs in english and even (shudder) Spanish, so I might need to bring earplugs for that one. Is this any good though? Let’s have a listen, translate it, and decide…
Se dançar é só depois Para já, já estou morta Morta para ir dormir Dormir p’ra amanhã voltar Voltar a acordar Com ideias mal cozidas Mal cozidas p’ra empratar Numa folha de papel Ai, ai, ai eu Acordei feita num oito Dormi com os pés no chão Para ser mais fácil levantar Ai, ai, ai eu Nunca cortes meus delírios Quero esquecer minha farda P’ra não ir mais trabalhar Ai, meu amor
If I dance, it’ll only be later. I’m dead at the moment Dead to sleep, to sleep to come back tomorrow To wake again With half-cooked ideas, half cooked to plate up On a piece of paper Ai ai ai I Woke up in a mess*, I slept with my feet on the ground To make it easier to get up Ai ai ai, I never cut my delirium I want t forget my uniform so I’ll never have to work Ai, my darling
Quando nós vivermos juntos Ai, meu amor Quando o quarto for p’ra dois Ai, espera-me à noite, amor, Espera-me à noite De dia nunca tenho Tempo p’ra dançar E se dançar tem que ser Devagarinho E se dançar tem que ser Bem devagar Ai, porque o meu corpo, amor, E o teu corpo Nossos corpos Já só sabem maquinar Se dançar é só depois Para já, já estou morta Morta para ir dormir Dormir p’ra amanhã voltar Voltar a acordar Com ideias mal cozidas Mal cozidas p’ra empratar Numa folha de papel Ai, ai, ai eu Ai, a sorte não me encontra Pensa que já estou morta Guarda meu ouro p’ra outro Ai, ai, ai eu Os meus pés acordam frios Minhas mãos a encolher A sorte não dá de comer Ai, meu amor
When we live together Ai my darling When the bedroom is for two Ai, wait for me at night, love, wait for me at night In the daytime I don’t have Time to dance And if I dance it has to be slowly And if I dance it has to be really slow AI, because my body, love, and your body Our bodies Only know how to be machines If I dance, it’ll only be later. I’m dead at the moment Dead to sleep, to sleep to come back tomorrow To wake again With half-cooked ideas, half cooked to plate up On a piece of paper Ai ai ai I Ai, luck can’t find me It thinks I’m dead already It keeps my gold for someone else AI ai ai, I My feet wake up cold, my hands clenching Luck doesn’t feed me Ai, my love
Se conseguirmos viver juntos Ai, meu amor Se o meu quarto aumentar Ai, espera-me à noite, amor, Espera-me à noite Continuo sem ter Tempo p’ra dançar Se dançar é só depois Para já, já estou morta Morta para ir dormir Dormir p’ra amanhã voltar Voltar a acordar Com ideias mal cozidas Mal cozidas p’ra empratar Numa folha de papel Ai, ai, ai eu Acordei feita num oito Dormi com os pés no chão P’ra ser mais fácil levantar Ai, ai, ai eu Nunca cortes meus delírios Quero esquecer minha farda P’ra não ir mais trabalhar Ai, ai, ai eu Acordei feita num oito Dormi com os pés no chão P’ra ser mais fácil levantar Ai, ai, ai eu Nunca cortes meus delírios Quero esquecer minha farda Quero ir mas é dançar
If we manage to live together, ai my love If my bedroom gets bigger Ai, wait for me at night, love, wait for me at night I still don’t have Time to dance If I dance, it’ll only be later. I’m dead at the moment Dead to sleep, to sleep to come back tomorrow To wake again With half-cooked ideas, half cooked to plate up On a piece of paper Ai ai ai I Woke up in a mess*, I slept with my feet on the ground To make it easier to get up Ai ai ai, I Never cut my delirium I want t forget my uniform so I’ll never have to work Ai ai ai I Woke up in a mess*, I slept with my feet on the ground To make it easier to get up Ai ai ai, I Never cut my delirium I want t forget my uniform I just want to go dancing
* Feito num oito seems not to mean you’re not literally in a figure eight, you’re just tired, listless, messed up, like feito ao bife.
Hm, I’m afraid that just left me cold. It didn’t really have anything to recommend it at all. I might go anyway because I like going to portuguese shows but I have to admit it’s not something that excites me, so… I dunno.
Ouviste falar da nova rede social para leitores? O Storygraph é um substituto e um concorrente do Goodreads, um site velho e gasto que pertence à Amazon. O novo site é mil vezes melhor no que diz respeito ao funcionamento. Infelizmente, ainda não tem tantos livros quanto o site mais estabelecido. Faltam sobretudo os livros publicados noutras línguas, mas não é difícil acrescentar mais. Estou a pensar em migrar para este site novo para me afastar do Bezosfera.
Gosto de ver os vídeos deste “criador de conteúdos digitais” (como dizem os jovens) porque é linguista e tem uma perspectiva académica que ilumina aspectos da minha própria experiência como estudante da língua portuguesa. Este vídeo alimentou os meus pensamentos (ainda que não concorde com tudo)
Neste vídeo, o doutor fala da questão da mudança da personalidade que alguns poliglotas e influenciadores afirmam que têm enquanto falam outras línguas.
À primeira vista, esta ideia parece-me pouco provável: não assumimos as características nacionais dum país só porque falamos a sua língua. Não ficamos mais… O quê? Mais eficientes só porque famalmos alemão, mais desdenhosos quando falamos francês, ou mais inclinados a esticarmo-nos na praia sem protetor solar só por causa de ter dito “hello”. Noutras palavras, as línguas não alteram os nossos cérebros. Se os alterassem eu seria um futebolista melhor do que realmente sou.
Mas até certo ponto é quase inevitável que sejamos pessoas diferentes em línguas estrangeiras. Eu, por exemplo, sou introvertido e não gosto de falar, mas quando estou a falar português, tenho de estar num estado de espírito mais gregário, quer por acaso quer por fazer um esforço porque caso contrário Não diria coisa nenhuma.
E paradoxalmente não é mais fácil fazer o mínimo possível, no nosso próprio idioma. Em inglês, se a resposta for “sim” dizemos “mm-hm”. Em português o famoso “pois é” existe mas os estudantes, sobretudo os caloiros, geralmente não conhecem, ou não se sentem confortáveis com estes atalhos linguísticos, portanto dizemos algo mais formal e com mais sílabas.
Finalmente, chegamos ao humor: fazer piadas numa outra língua é dificilíssimo, portanto uma pessoa conhecida por divertir a gente parece mais constrangida em português, a não ser que o seu domínio da língua tenha atingido níveis muito elevados.
Estas tendências vêm de uma falta de confiança, mas também sei que existe uma estratégia de adotar uma nova personalidade de propósito para superar o constrangimento do estudante: ou seja, em vez de falar português com a voz do dia-a-dia, imitar um falante nativo: talvez um amigo ou um famoso. Assim, quebramos os nossos hábitos vocais e temos mais liberdade a falar com o sotaque daquela pessoa.
É uma estratégia interessante e eu quero testar esta suposição durante 2025 para melhorar a minha pronúncia.
I actually saw this a couple of days ago and considered posting it here but realised at the last minute that the account that had posted it was some CHEGA chud, so I’m glad to see it pop up again on a pure humour account so I can share it without promoting idiots.
Sigo Regina Duarte no LinkedIn. Comecei muito cedo, por causa dos exames CAPLE, quando ela era funcionária no Instituto Camões, no Consulado Português em Londres. Hoje em dia é diretora do Plano Nacional de Leitura (também conhecido por “LER+”)
Queria let o artigo dela “Resistência à Leitura”, escrito em Dezembro do ano passado mas não tendo tempo, marquei-o para ler mais tarde. Ora bem, hoje é mais tarde, mas bati com o nariz na porta. A imagem do artigo no LinkedIn está cortada. Fiz uma pesquisa no site Expresso mas não sou subscritor e a minha curiosidade não chega aos €2.49 e dois minutos de preencher formulários online!
Dai, posso avaliar a minha resistência à leitura em termos financeiros. O que é que isso significa, um homem educado que não quer pagar umas poucas moedinhas para apoiar a indústria jornalística? Sinceramente, não faço ideia.
Confesso que não sabia nada da ilha de Curaçau, mas achava que, tendo uma cedilha no seu nome, seria um vizinho do Brasil e uma ex-colónia do império português. Mas apareceu no app Worldle há dois dias e… Uau, que surpresa linguística!
O brasão da Curaçau.
“Mi país, mi orguyo” cheira a espanhol, ainda que não seja: os espanhóis escrevem “orgulho” como “orgullo”, porque odeiam o “H”. E… Kòrsou??? O ò nem sequer existe no teclado português!!!
Pedi ajuda ao professor Wikipedia. A ilha fica perto da Venezuela e os aruaques nativos viram* a passagem assistiram às idas e vindas** de todos os impérios europeus ao longo dos anos. Os portugueses baptizaram-na*** como Curaçao (de “curar”**** porque os marinheiros doentes foram deixados na ilha para recuperar) mas os espanhóis também a visitaram a caminho de quem sabe onde. Mais tarde, a ilha mudou de mão entre os neerlandeses, os britânicos e os franceses. Hoje em dia, a influência mais forte é a dos Países Baixos, e a língua falada lá e nas ilhas vizinhas (Aruba e Bonaire, daí a designação “Ilhas ABC”) é um crioulo chamado Papiamento, de base luso-espanhol com muitas palavras neerlandesas.
*messed this one the first time. I would sincerely like to travel back in time, find the man (it must have been a man, and I bet he had a beard) who invented the conjugations of ver and vir, and nail him to a tree.
**even with the corrected error, the crossed-out passage still isn’t great so this bold text was suggested as an improvement.
***one of those words I know when reading but seldom remember when writing or speaking: batizar in place of “dar nome a” or “nomear”, is more common in Portuguese than baptise is in English, maybe because of differing religious histories or maybe just because it sounds better.
****Don’t read too much into this though. Is there actually a word “Curaçau” or perhaps in more modern orthography “Curação” meaning an act or effect of healing? No. No, these is not: that would be “Cura”. “Curaçãu” does exist as a word in Priberam, but it only refers to the orange liqueur of that name, which comes from the island.
Em dias de jogo no dragão o pessoal estaciona na entrada e saída da VCI. O defeito é que a polícia não multa.
Jogo no dragão? VCI?
It turned out to be pretty boring. They aren’t recreating the Dragon Challenge from the Tri-Wizard Tournament in Harry Potter and the Goblet of Fire, O Estádio do Dragão is just the name of the ground where Futebol Clube do Porto is based. And a VCI? A Via de Cintura Interna – The inner ring road.
Not the most exciting bit of research ever, but always nice to know these little things.