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A Próclise, A Mesóclise e a Ênclise e o Rock ‘n’ Roll

Próclise, Mesóclise and Ênclise are words used in grammar lessons to describe the position of the adverb relative to the verb. In Brasil, Próclise is far more common than either of the other two, but in Portugal it’s the exception rather than the rule, These notes are taken from a Ciberdúvidas post.

Próclise

The pronoun goes before the verb

  1. After certain common adverbs such as bem, mal, ainda, já, talvez, apenas, também, não, sempre, só (according to Wikipedia, “Hoje” is a pronoun that fits this bill too, believe it or not!)
    • Sempre o vejo
    • Ainda me rio quando penso nisso.
    • Hoje me convidarão para a solenidade de posse da nova directoria
  2. After indefinite subjects such as “ambos” or “alguns”
    • Ambos o odeiam
  3. In subordinate clauses
    • Quando a ouvi, não acreditei
  4. In coordinate clauses – basically where you’ve referred to a thing in a sentence already, then you use a conjunction like “and”, “but” or “or” to join to another clause where you refer to it again
    • Ou tens o bolo ou o comes.
  5. Where the subject of the verb goes after the verb it wold be crowded to have the object pronoun there too
    • Isso te digo eu

Mesóclise

The pronoun goes inside the verb like an insane pronoun sandwich, which seems… peculiar…. until you realise that it was originally because the future and conditional tenses were made up of the infinitive and a form of “havere” the version of latin that eventually became the portuguese language. Actually, it’s still peculiar, but knowing the reason behind it is some consolation, I suppose.

  1. Future tense [where none of the próclise conditions apply]
    • Contar-lhe-ia uma história
    • Comê-lo-ei
    • BUT Quando sairmos do UE, não o arrependerá?
  2. Conditional tense
    • Dar-lhe-ia
    • BUT Se encontrasse Boris Johnson, nao lhe falaria

 

Ênclise

The pronoun goes after the verb

  1. Basically
  2. All
  3. Other
  4. Times
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Let’s Get Bruxism Done

giphyI went to the dentist today. I’d rather not talk about it.

Anyway, while I was there, I noticed a leaflet about “Bruxism” which is just the technical term for excessive grinding of the teeth. I didn’t even know there was a word.

Anyway, checked priberam, and sure enough, “bruxismo” já existe! This interested me because “bruxo” or “bruxa” is the portuguese word for “witch”, so I checked the alternative meanings and, yes, this one, slightly arcane word, means both: “Mania ou acção inconsciente ou involuntária de ranger os dentes, normalmente durante o sono” (mania, unconscious action or compulsion to grind the teeth, normally during sleep*) and “Crença em bruxas ou em bruxarias” (Belief in witches or witchcraft).

giphy (1)Assuming the tooth-grinding term is as uncommon in Portugal as it is here, I bet this has caused a fair bit of confusion over the years. I’m imagining the dentist telling some catholic parents little João needs to be put to bed in a mouthguard because he’s engaging in bruxismo all night and them taking him straight to the priest for a swift exorcism.

*incidentally, this definition makes no sense. If you’re asleep. how can you be said to be suffering from a “mania”, and how can it be anything other than “unconscious”?

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Farting About: The Royal Road to Language Proficiency

I got this game recently called June’s Journey. It’s not as good as I hoped, tbh, and if I was playing it in English I’d have given up by now, but setting it to Portuguese settings turns out to be quite useful. A lot of the gameplay hinges in spotting items in a picture and clicking on them. Since the names of all the items are in Portuguese (Brazilian Portuguese, but hey…) it has turned out to be quite a good way of learning new vocabulary.

I have a couple of games that I play in Portuguese already, but this is the one that looks set to be the most beneficial.

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Cultura

Written Topic for CAPLE level [dramatic music] C1!

A cultura é uma rede de factores partilhados por uma comunidade de pessoas. Costumamos pensar de culturas nacionais, mas é igualmente correcto falar de culturas mais específicas tal como cultura de adolescentes, de um grupo étnico, ou aderentes de um desporto, por exemplo. Os valores, as histórias e o calão dão a todas estas comunidades as suas próprias culturas, e cada pessoa pode ter muitas culturas sobrepostas por causa de serem membros de muitos grupos.

Mais do que nunca, estamos em contacto com pessoas de outras culturas, na média tradicional (em filmes e séries, por exemplo) ou através das redes sociais. Cada vez mais, as pessoas podem explorar as culturas de outras (quer estrangeiro quer não), ouvir outras perspectivas e aprender mais sobre pessoas que, antigamente, olhávamos sem compreensão se os olhássemos de todo.

Ainda por cima, estamos na época de turismo, portanto temos oportunidades de conhecer outros países e as suas culturas pessoalmente, e isto leva-nos à importância da compreensão de outras culturas, sobretudo quando trata-se de intercâmbio com pessoas de outras países e grupos étnicos. Não quero dizer que temos que entender tudo sobre outras culturas mas é preciso lembrar que a nossa perspectiva não é a única e temos que ouvir o que os outros dizem. Ou seja, temos que manter os nossos olhos e ouvidos abertos e evitar cairmos na armadilha de sermos arrogantes.

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Dinossauro Excelentíssimo – José Cardoso Pires

250x

Esta edição deste livro é incrível. Tem capa dura, páginas de papel suave e muitas ilustrações bem coloridas. Dinossauro Excelentíssimo foi publicado em 1971, logo antes da revolução. A protagonista, o imperador é “astuto, diabo e ladrão” e claro que trata da ditadura portuguesa e da vida de Salazar (que tinha falecido no ano passado) mas naquela altura da vida da ditadura, a editora conseguiu publicar sem interferência.

O que mais gostei foram as últimas páginas em que o reino tem “duas caras”, o país verdadeiro onde o povo vive e trabalha e um mais limitado que consiste num presidente, a sua estátua, e a sua vaidade.

*Spoiler* Ao que parece, a morte não pode levar a história ao fim, e enfim o autor mesmo intervém.

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Politicamente Correcto

Questions posed after a lesson based on this video. Answers in blue.

1-o que achas do politicamente correcto

Acho que o politicamente correcto representa um experimento* que não correu bem. Claro está que existem um monte de palavras feias que as pessoas usam no dia-a-dia, que representam e reforçam modos de pensamento que prejudicam os direitos e o auto-estima de outras pessoas. Ainda pior, pode resultar em violência, contra as mulheres, contra estrangeiros e imigrantes, por exemplo. Vale mesmo a pena para pessoas de boa intenção evitar estas palavras porque não é necessário usá-las quando existem outras palavras melhores. Até certo ponto, politicamente correcto é igual a “ser bem educado”.

Mas claro está que hoje em dia, não é simplesmente uma questão de bom gosto ou respeito. Há quem queira mostrar a sua superioridade ao censurar mais do que qualquer outra pessoa. Vasculham os redes sociais para revelar os pecados dos seus inimigos, ainda que os inimigos são desconhecidos e os pecados imaginários. 

O Ricardo tinha razão quando disse que “a direita rejeita o politicamente correcto porque querem celebrar a estupidez e a esquerda apoiam-na porque querem proibi-lo.” (ou algo do género) mas acho que o problema ultrapassou estas categorias.

*I was told this should be “expressão” or “experiência” but I think either of those would change the meaning of what I was trying to say. That said, it’s possible that what I actually have said doesn’t make sense in portuguese culture.

2-achas que os músicos “sacam” mais gajas que os comediantes

Realmente não faço ideia. Espero que não. Os comediantes merecem mais.

3-qual é a situação das drogas no RU?

Ao contrário de Portugal, não temos uma política de tratar drogas como problema de saúde publica. Ainda é um assunto para a polícia, mas dado que os nossos serviços de polícia não tem orçamento suficiente, uso de drogas está a crescer. 

Além disso, assim como os EUA, queremos afastar o tabagismo da nossa sociedade e substituir o seu lugar de dependência de cannabis. Cá para mim, isso parece um erro. 

4- há temas tabus?

Depende do sítio. Por exemplo, Brexit é um tabu na sala de jantar (sobretudo na casa dos pais porque eles votaram sim) mas nas redes sociais, falo de brexit todos os dias!

5- como era normal antigamente ou no tempo? Faziam queixinhas?

Relacionado com este sujeito de politicamente correcto… não existia, mas a sociedade era  muito, mas mesmo muuuuiiiito mais racista do que hoje. Era uma cena diferente com racismo mais informal ou passivo, mas era por todo o lado (e o eu nos anos 80 não era inocente!). Não era uma cena boa. 

Não quero regressar lá. E pensei nisso quando o Ricardo disse que o politicamente correcto faz os idiotas parecem heróis da liberdade de expressão, mesmo que a “liberdade” que eles apoiam é liberdade de estar voltar ao comportamento ruim de antanho.

6- o que estás a achar?

Gosto bastante

(I actually wrote something else here because I didn’t understand what was being asked but it was just “what do you think of the video as a whole, not relating to the previous question?)

7- o que achas das pessoas que só elas é que podem dizer o que pensam

São hipócritas, sem dúvida. Ainda pior, sempre pensam que as suas opiniões são “factos” e os opiniões dos outros são baseadas em emoção e preconceito.

8- agora há informação sobre mais doenças. O que achas das pessoas que aderem aos produtos por moda, mas não por necessidade

A raiz é sempre vaidade ou sede de atenção.

9- o que achas das pessoas que criticam e julgam certos assuntos e situações só por não gostarem de algo

O que acho? Eu sou uma pessoa dessas! 

10- o que pensas das expressões usadas

Gostei da expressão “Benfica é merda” logo no final!

Obviously not what was being asked, but…

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Return of the Mackerel

A Portuguese friend left a comment on one of my Instagram posts today where I was bragging about my skills in (a) pumpkin husbandry and (b) soup wrangling.

“Armado em carapau de corrida!”

Which is like um… Armoured in racing mackerel. Or something.

This took a bit of deciphering but basically I think she thought I was showing off and pretending to be an expert. Fair enough. It seems to be a common expression but I’d never heard it before. There’s an explanation here.

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Maria Moisés – Camilo Castelo Branco

#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON

Este livrinho é um clássico, recomendado no plano nacional de leitura para alunos do nono ano escolar. Foi escrito em 1876, e por isso passa-se num mundo muito mais rígido e conservador do que o nosso.

A primeira parte conta a história de um amor malfadado entre dois jovens que dá em tragédia quando a rapariga engravida inesperadamente: o jovem é forçado a ir-se embora e viver em exílio, e a sua namorada dá a sua bebé à luz em segredo e logo depois ela morre e a bebé é perdido.

Na segunda parte, a bebé, que foi descobrido à beira dum rio por um pescador, já está crescida, e é ela que dá ao livro o seu título.

A história é melodramática e ligeiramente rebuscado, tal como uma telenovela, mas é divertida também, e claro está que o nível de vocabulário faz este um livro apropriado para estudantes na escola além de estudantes tal como eu!

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Serpentina – Mário Zambujal

Gostei muito deste livro, apesar de perder o fio à meada ocasionalmente. O enredo não é muito forte: desenrola-se em pequenas contas desarticuladas da sua vida. Não me lembrei quem era quem. Mas isso não importa muito. No final, parecia que o protagonista também tinha se esquecido!

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We Was Robbed!

I went on a misson to Hyde Park this morning to collect my exam certificate from the portuguese embassy. They won’t mail it, you have to go in person. I think I mentioned a few weeks ago that I’d been disappointed to only receive a “suficiente” and not a “bom”. The cut-off is at 70% and I felt like I’d done really well, so when I got the result I assumed I’d hit the high sixties and just missed it. Disappointing but not the end of the world.

So, fast forward back to today. The teacher handed me the paper and I could see the marks I got for wach of the four of the components. For three, I was in the 70-80 range, which would have been fine, but the written component – usually one of the easiest bits – was well below that level at a pitiful 20%.

Twenty!

I said to the guy that it was a bit difícil a acreditar, undermining my case somewhat by tripping over my tongue and making a ton of mistakes through sheer nervousness. My written work definitely isn’t bad enough to hit 20 per cent though. I probably made some errors, but I finished both pieces and they were decent enough. One of the things about the exam, though, is that each paper has a candidate number on it, not a name, and I suspect mine might have got switched with someone else’s. Either that or they meant to give me 200% but ran out of ink before the second 0. Either way, I’m definitely appealing the mark.