Este blogue anda cada dia mais negligenciado. Nem sequer escrevi sobre a recente descarrilamento do Elevador de Gloria. Mas li ontem uma notícia que não consigo ignorar: há uma nova banda desenhada na qual Astérix e Obélix chegam, finalmente na província romana da Lusitânia!
O livro vai ser publicado em português, a língua daquele território, em Outubro deste ano. Mal consigo esperar!
Mais um texto sobre as minhas aventuras em Edimburgo: estou a treinar para mais uma maratona (Mais uma? Sou maluco? Pois sou) e não queria pular os treinos da ultima semana. Na quarta feira pus-me a correr 16 milhas para Portobello, ao longo da costa à beira mar e de volta ao apartamento. O sol era abrasador, e eu fiquei desidratado, apesar da água que levei comigo, mas consegui correr a distância toda.
A corrida de sábado foi mais curta mas igualmente desafiante. Fui de pé para o parco da Holyrood* e depois subi o “Arthur’s Seat” que é uma coluna de basalto composto das magmas congeladas na garganta dum antigo vulcão. Infelizmente havia lá tantas mas tantas turistas que não me apetecia correr ao longo do caminho ao píncaro, portanto escolhi uma divagação para uma colina mas baixa, mesmo ao lado e depois atravessei o patamar, subindo e descendendo as inclinações o mais rápido possível.
Adorei a corrida mas arrependi-me durante o resto do dia, cada vez que subimos uma escada, a caminho de mais um espectáculo. 😭
*escrevi “da” com artigo porque o nome Holyrood vem de “Holy Rood” ou seja “A Santa Cruz”
Na última noite da nossa estadia em Edimburgo, fomos os três para uma sala de concertos na colina mais alta da cidade para assistir ao Swamplesque, que é um espectáculo burlesco baseado no filme Shrek. Não faço ideia como os advogados deixaram I elenco realizar este projecto porque não acredito que a empresa que controla os direitos à propriedade intelectual permitiria.
Drag Dragon vs Donkey/Ass
Bailarinos de ambos os géneros, vestidos das personagens daquela série de filmes dançaram e tiraram as roupas, com uma banda sonora que consistiu de vários diálogos e músicas usadas do primeiro filme com os atores a fazer sincronização labial.
Shrek and Fiona’s big finale
Eu nunca vi um espectáculo deste género antes. Quero dizer não tinha visto um burlesco. Ja vi Shrek duas ou três vezes porque gosto de viver a vida no limite. Na verdade nunca imaginei que, um dia desses veria o príncipe Farquad a abanar as mamas num palco, mas vivendo e aprendendo, não é? Rimo-nos e cantámo-nos muito, mas sinceramente não sei como o espectáculo nasceu. É uma ideia tão insólita. Ainda por cima como é que os realizadores escaparam ser processados?
*As a translation of “Hey now, you’re an all-star”. It’s probably not going to bear much scrutiny is it?
Estou no comboio de Edimburgo para Londres após uma semana de férias. Eu e a minha esposa fomos assistir a vários espectáculos que fazem parte do festival – o “Edinburgh Fringe” – que decorre naquela cidade anualmente. A nossa filha ficou connosco durante duas noites também.
Circa: Wolf deixei-me sem fôlego
Para quem quiser visitar o festival durante os dias restantes, recomendo a magia do Andrew Frost, a comedia da Alice Fraser e a acrobacia dos Circa, mas em geral quase tudo que vimos foi incrível, com exceção de um comediante cujo espetáculo tem como assunto a aplicação Microsoft Excel. Eu achava que podia ser divertido porque uso a app todos os dias. Mas, que desilusão, parecia um treino corporativo, mas com menos gargalhadas. O comediante esgotou as ideias todas dentro de 45 minutos mas o espectáculo durou 60 minutos. Depois, passou o resto do tempo a falar sobre ser gay. Ó rapaz, fico muito feliz por ouvir que encontraste a felicidade mas vimos aqui para ver um espectáculo sobre as folhas de cálculo. 99 por cento dos comediantes e atores nesta cidade também são homossexuais. Não é nada de especial. Então, conta lá mais piadas péssimas ou cala-te e deixa-nos sair desta caverna.
Ufa, desculpa, não quis falar tanto sobre o pior espectáculo da semana, mas, ao que parece, precisava de desabafar.
“How To Win Against History” – Inexplicably good and not a spreadsheet in sight.
Tirando isso, adorei a semana toda: os restaurantes, os espectáculos, a cidade bonita onde nasci, e até as pessoas sem noção por todo o lado nas ruas. Não havia pressa, portanto não me importava assim tanto quando havia 30 inglesas usando roupas dos anos 70, a dançar nas ruas na minha frente, com auscultadores nos ouvidos enquanto um homem desfarcado de Margaret Thatcher passou em frente à caminho de um clube de comédia qualquer em Leith. A atmosfera estava alegre e descontraída.
Now that I have a bit of free time on my hands, I’ve made a few updates to some of my pages. The Portuguese Audiobooks page has a few shiny new audiobooks two from Saramago and one from Pessoa, The Online Learning Resources page has a few new links and I have weeded out a couple of dead ones, and I’ve added a couple of things to the Language Learning Hacks Page too. The best bit was trawling through the Cão Azul archive and coveting all the t-shirts I could own and maybe one day will. This one, for example.
Tendo criticado o “Tuga Britânico” ontem, eis uma personagem mais simpática, que escreveu um livro de história chamada “Conheça os Tugas”. Pelos vistos, é uma história informal de Portugal. Estou curioso por ouvir uma opinião de um tuga sobre o seu retrato do país. Será que é basicamente correcto? Quer seja quer não parece-me um esforço sincero.
Horrified that Insta has served this idiot up to me. He’s usually speaking English and wearing ridiculous mirror shades, but this one has him saying the names of the food items in Portuguese as he shovels them into his face. I’m not even going to have a go at his accent, because glass houses, stones, etc, but calling yourself a tuga? Come on, mate, this is embarrassing.
Eu e a minha esposa estamos no Union Chapel, uma igreja que também serve para sala de concertos . Os cantautores Miguel Araújo e António Zambujo estão a cantar juntos. Estamos no intervalo entra a primeira metade e a segunda.
Já cantaram um dos meus favoritos, “nos desenhos animados“, dos azeitonas mas admito que não conheço as canções todas.
Acima de tudo, estou super feliz porque um homem aproximou-se de mim e falou comigo em português. Isso quase nunca acontece e eu fiquei tão surpreendido que não entendi o que ele disse! Achei que ele me estava a dizer que esperava alguém, mas não, perguntou se eu estava. Que vergonha.
Este Vídeo, da série “Ruído”, brinca com a ideia do humor ter limites. Todos os estudantes são humoristas famosos. Não conheço a formadora mas ela é ótima. E confesso que não entendo tudo, mas vou rever para compreender melhor. Joana Marques, o assunto do blogue de ontem, aparece por um momento e não aborda os anjos (assumo que foi gravado antes do tribunal…?) mas não há dúvida que ela sabe mais do que os outros sobre os limites do humor neste momento!