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O Chapéu do Cantor

O Instagram mostrou-me este anúncio sobre um concerto de Maria Luisa Jobim, a filha do Tom Jobim, que é quase um deus no mundo musical. Ela também canta muito bem, como podem ouvir neste vídeo, e compõe música e toca varios instrumentos.

O seu convidado é o cantor português António Zambujo, cujo nome tem a grafia certa no anúncio, mas nota-se que no site do Jazz Café, tem um chapéu brasileiro em vez do acento agudo português.

Pergunto-me como ocorreu este erro. Será que o realizador dos concertos é brasileiro e não sabe como se escreve em Portugal? Ou os donos da sala de concertos em Londres assumiram que o nome dele se escreve da mesma maneira como Antônio Jobim?

Mas não importa, o concerto deve estar divertido.

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Como Correu a Corrida?

Ainda estou com dores nas pernas mas aqui vem o resumo da Maratona de Loch Ness.

Acordei às cinco e meia e fui à procura de um pequeno almoço saudável. O dono do hotel tinha colocado umas caixas de bananas, garrafas de aqua e bolachas de Aveia na entrada, para os corredores levarem para a prova. Logo atualizei a minha opinião do hotel de três  estrelas para cinco.

Após o pequeno almoço e 78 visitas à casa de banho, deixei o hotel em direção ao centro desportivo. Daí, fomos todos de autocarro para o topo de uma montanha perto do Lago Ness. Saindo dos autocarros, toda a gente dirigiu-se sem demora para a floresta para mijar ainda mais.

A corrida começou às dez de manhã, com a música de uma banda de gaitas de foles. Corremos ao longo da rua, com vistas lindíssimas em ambos os lados. O tempo acrescentou ainda mais beleza, com luz nas folhas e um arco íris por cima da superfície da água.

I mean, nobody’s looking their best, 20 yards from the end of a marathon, are they? But they always send you these pages full of hideous caricatures of yourself in various stages of mental and physical collapse and expect you to pay for copies you can share with your friends.

Não consegui aguentar a distância toda, andei um pouco nas subidas após 20 milhas, mas corri mais do que qualquer outra maratona na qual já participei, e terminei a corrida com a cabeça erguida.

Não vi o monstro. Não me admira, é tímido.

Além da linha de chegada, havia uma feira com barracas de comida, massagem, e uma tenda com sopa gratuita, graças ao patrocínio da empresa Baxters. Comprei um gorro azul e laranja.

No final das contas, gostei imenso do dia inteiro! Uma maratona não é nada fácil mas estes desafios lembram-nos que estamos vivos!

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Harry Potter and the Pin of Safety

Nice bit of vocabulary here…

I hadn’t come across “alfinetar” as a verb before but it’s obviously related to alfinete – a safety pin. So…. is Rowling putting a safety pin in the girl who played one of the lead characters in her most famous creation? And if so, why?

According to Priberam, alfinetar usually means what it sounds like – to pin something with a safety pin, pin it up, or prick something with the point. But it also has two figurative meanings – to satirise someone or to offend them with words.

I didn’t actually follow the story, but Watson is always being asked to repudiate Rowling to show what a good person she is, and of course Watson knows what will happen to her if she doesn’t so she always takes the bait. Rowling – surprisingly for someone of her age – is actually pretty good at bare knuckle social media brawling, so I suppose she must have clapped back on this occasion. I can’t really be bothered finding out how or why, but I like the word. Alfinetar. I must use that in future!

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A Welcome in the Hillsides

Após 15 milhas da maratona de Loch Ness, deparei-me com esta placa. Dei uma espreitadela aos outros corredores à minha volta mas ninguém ria. Bolas, era eu o único lusófono.

Percorremos Dores e chegámos à proxima vila escocesa, Naspernas.

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Loch Ness Hot Mess

Boring English Post today. Tugaposting will resume shortly.

This post is going live on Saturday when I’ll be in Inverness. That’s further north in Britain than I’ve ever been before so I am very excited. I’m doing the Loch Ness Marathon and I am getting sponsored for a homeless charity called Cyrenians. We’ve probably all noticed there’s been a rise of homelessness as a result of a few different social trends coming together in the last few years. It takes me back to the early nineties when I used to work in a night shelter in King’s Cross. We had a few good years in between, when things seemed to be getting better, but it’s all gone sour again and it’s disappointing too see.

Anyway, as you probably know, giving money direct to homeless people can sometimes be a bit problematic, but giving to an organisation that provides services is a good way of really helping in sustainable, observable ways, and that’s why I chose this charity.

So, if you’d like to help out and help me meet the (ahem) slightly ambitious target I have pledged to meet, here is the page! Contributors get access to the selfies I am planning to take with the monster if I am lucky enough to meet him. Thanks in advance!

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O Modelo Pedagógico da Universidade Aberta

This document I’m reading is boring so I am summarising it to make myself pay attention. If you religiously devour every blog I ever post, a word to the wise: this might be a good day to break the habit and go and do something else instead.

Segundo os materiais letivos, a universidade tem, como norteadores, quatro princípios:

  • Aprendizagem centrada no estudante
  • Flexibilidade
  • Interação
  • Inclusão digital

Ao nível prático, a universidade agrupa os estudantes de cada disciplina em turmas cujos estudos são guiados por um docente. Entretanto os estudantes da disciplina, não obstante da turma tem acompanhamento de um professor que organiza os materiais e o trabalho dos estudantes todos.

No site, existem (pelo menos) dois espaços virtuais: um para coordenação do curso e uma secretária onde os alunos conseguem contactar os funcionários da universidade e fazer questões sobre assuntos administrativos.

Os materiais consiste em três “dispositivos pedagógicos estruturantes”*

  • o Plano da Unidade Curricular é um resumo pormenorizado dos recursos, atividades, temas, competências etcetera de cada unidade.
  • Finalmente, o Plano de Atividades Formativas é um plano mais pormenorizado das atividades planeadas pelo professor. Sendo uma sala de aulas virtual, as atividades decorrem em modo assíncrono. Lembra-se aqueles princípios entre os quais temos “flexibilidade”. Mas o professor tem opção de organizar atividades específicos, até síncronas, se for necessário para apoiar o desenvolvimento das competências dos estudantes.
  • o Cartão da Aprendizagem é um cartão virtual online onde o progresso do estudante pela unidade curricular e os documentos que fazem parte da avaliação continua. Segundo o documento, um estudante que não consegue completar os exercícios necessários durante o semestre tem hipótese de fazer um exame final em vez de juntar pontos ao longo do tempo mas não preciso disso e ainda bem porque não entendo o fluxograma fornecido no documento!

*Ah ah, a UA inglês também usa jargão desta espécie.

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Um Estudante Novamente

O curso universitário do qual falei há umas meses acaba de começar e eu sou, mais uma vez, um estudante! Estamos metidos na primeira fase do curso, a aprender os básicos da interação online antes de começar o curso em si, “Formação Modular Certificada em Literatura e Cultura Portuguesas“. Eu tenho uma vantagem: a minha segunda licenciatura foi através de uma universidade virtual, a Open University (Universidade Aberta britânica), mas claro que também tenho certas desvantagens em termos da* minha língua-mãe não ser português e de não ter raízes profundas na cultura portuguesa.

Acho que o meu “mojo” português está a acordar porque tenho um objectivo e sempre preciso de alguma motivação. Esta nova fase da minha aprendizagem há de ser interessante. Um grande desafio, um pouco intimidante até, mas interessante, sem dúvida!

*I’m misusing the expression “In terms of…” here, aren’t i? Lazy habits carrying over from english

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Incêndios

Oh lord, I just found this in my drafts folder. I think I meant to send it back in August but must have got distracted by a shiny object. Oh well, old news now, but here we go anyway….

Falei na terça feira sobre (entre outras coisas) um vulcão extinto chamado Arthur’s Seat, perto da capital escocesa, Edimburgo. Ora bem, este vulcão renasceu momentaneamente na semana passada quando a urze pegou fogo (provavelmente uma falta de atenção por parte de um fumador qualquer, mas quem sabe?) e ardeu durante quase um dia inteiro.

Este género de fogo espontâneo é cada vez mais frequente nos dias que correm. E se é possível num país húmido como a Escócia, não é nada surpreendente que haja mais incêndios, de maior tamanho, em Portugal. Ano após ano, vemos chamas nas florestas e nos campos e até nos arredores das cidades de Portugal. Não raras vezes, pessoas ficam rodeadas por chamas e perdem a vida.

Artwork by Bordalo ii

Portugal não é o único país sob o flagelo dos incêndios florestais; o planeta está a aquecer. Ainda assim, os políticos de cada país precisam de assumir a responsabilidade política pelas decisões (ou falta das mesmas) que deixaram crescer o perigo. Por esta razão, há quem culpem o primeiro ministro Luís Montenegro por estar no Algarve enquanto o país está a arder. Confesso que não sei quanta justiça tem esta reclamação. Na verdade, o primeiro ministro não é um bombeiro e não consegue extinguir os fogos, mas a gente quer ter certeza de que os seus líderes têm o problema sob controlo ou pelo menos que estão a tentar.

E por falar em líderes que sabem liderar, a minha esposa enviou-me este vídeo do General Ramalho Eanes, outrora* presidente da República a lutar pessoalmente contra um incêndio florestal em 1980. Deu um exemplo de Liderança.

Além de ser um conforto para o povo e (quem sabe) além de levar mais recursos aos heróis que usam o fardo de bombeiro, este tipo de ação pode aumentar o poder do político. Como? É obvio: todo o mundo ama os bombeiros, e quase todo o mundo odeia os políticos. Se eu fosse um político pouco amado, eu tiraria a gravata e passaria um dia na floresta com os bombeiros. Acho que valeria mais de 5% na próxima votação!

*Cristina kindly pointed out that I’d made some errors in this and I think I’ve got them all now. It annoys me that this adjective is always feminine (I wrote “outroro”), but that’s because it’s not an adjective at all, it’s an adverb. Nota bem.

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Dance, Dance

So I keep seeing people on Instagram doing this dance and I wondered why…

It didn’t help that I didn’t… hey, I’m writing in English. Why? …que nem sequer sabia o título da música. Perguntei ao Shazam. É isto:

O branco é Lucenzo, um português, e o negro um porto-riquenho que se chama Don Omar, ou simplesmente “El Rey”. Os dois cantam numa mistura de idiomas num iate, rodeados por uma meia dúzia de modelos aborrecidas. O vídeo, lançado em 2010, é um dos mais vistos no YouTube porque foi um grande sucesso em muitos países da América e Europa. Basicamente em todo o mundo exceto o Reino Unido.

Kuduro é uma palavra angolana e segundo o Google, pode ser uma combinação das palavras “Cu duro”. Danza, igualmente não é Português nem espanhol: acho que é crioulo.

Mas onde nasceu a dança*? Não faz parte do vídeo original. Quem inventou?

Sinceramente não faço ideia. Tentei três vezes fazer a pergunta no reddit mas cada uma foi apagado instantaneamente. Sei lá porquê. Mas tenho a certeza de que a dança é portuguesa. Outros países têm outros passos. Veja-se por exemplo este vídeo de três portuguesas e três espanholas a dançar lado a lado.

Ah ah, sou um crítico cultural, trazendo as notícias de há 15 anos. Espero não me ter enganado. Estou a ler nas entrelinhas por causa da conspiração do reddit para esconder a história deste fenómeno cultural!

*Re-reading this, I hope it’s obvious I’m talking about the dance in the video, not kuduro itself, which is also the name of a dance but is not the dance she’s doing… ai, it’s a bit complicated, sorry.