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Shirtvestigation

Sou um anglófono e um lusófilo, e a minha “presença online” mistura as duas línguas, o emoji da bandeira portuguesa e várias pistas sobre os meus gostos. Por isso, de vez em quando, o algoritmo que governa as nossas vidas todas monta uma campanha mercadológica* que tem como alvo um outro grupo demográfico: americanos cujas raízes, segundo o Ancestry.com, incluem 6% de ADN ibérico. “Kiss me, I’m Portuguese” e “Don’t talk to me until I’ve had my Pastel de Nata” e blablabla

Recentemente um novo vendedor aparece no meu insta todos os dias: “Home of Saudade”. As suas peças parecem-me acima da média e realmente não sei se os donos são portugueses autênticos ou simplesmente um tipo chamado Josh que chegou em Lisboa de Ohio em 2024 e percebeu a oportunidade de ganhar bem por vender símbolos portugueses aos seus compatriotas. Vamos considerar os factos:

Antes de mais, não vejo a opção de ler o site em português. Há um Halloween Sale em andamento, onde se vendem t-shirts e hoodies com frases bem conhecidas a quem segue influenciadores como por exemplo aquele tal Diogo Brehm no Insta. Alguns misturam inglês e português, por exemplo “Teimosa but cute” ou “You’re the canela in my nata“, outros têm versões de marcas famosas como o “Super Avô“, visível na imagem lá em cima.

Existem t-shirts no site que, garanto-vos, não foram compradas por um único português. Se vires alguém a usar “Coolest Portuguese Mom Ever“, podes apostar que se chama Nancy e mora em Upstate New York.

Sem sombra**… Os Nancies do mundo também merecem t-shirts!

Mas por outro lado, há montes de desenhos que fazem crescer água na boca:

Foi aquele terceiro desenho, acima de tudo, que me convenceu que a loja é mesmo portuguesa. Será que o Josh, recentemente chegado de Cleveland, sabe quem é Zé Povinho? Duvido. Ainda não acreditas? Então olha: não há nem um Galo de Barcelos no site inteiro***. Se fosse um site exclusivamente para turistas e pessoas sem noção****, haveria galos por todo o lado. E o rosto de Fernando Pessoa também. É ou não é?

Fui ver a página principal da loja no insta para confirmar. E não errei. Segundo este vídeo, o fundador, César é um açoriano que tem amigos e familiares no estrangeiro, e teve a ideia de criar uma loja com os seus próprios desenhos para vender aos emigrantes que têm saudades da sua terra.

Agora que constatei que a loja realmente é genuína (assumindo que o César não é uma IA, nem um ator contratado pelo mesmo Josh… ai Josh, és tão enganador!) acho que vou comprar alguma coisa.

*actually I think “campanha de marketing” is probably the term that would be used but I am not in board with this

**Not a real expression as far as I know, I am just messing about and translating “no shade” literally. I am really not a nancyphobe, I swear!

***Oh hang on, actually, I found one….. but it is only one, according to the site search! https://homeofsaudade.com/products/galo-de-barcelos-mug?_pos=1&_sid=dd586e89b&_ss=r

****I was looking for a synonym of “Poser” which is another word that actually exists in Portuguese but again it seems like a cop-out to use it

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Niche Vocabulary

I’m noting down lots of new words in the book I’m reading but some seem too niche even to include. Like I’ve just come across “a ré” which can be a defender in a trial (feminine form of réu) but in the context I found it, it means “Espaço que se estende da popa até ao terço médio do navio” (https://dicionario.priberam.org/R%C3%A9) OK, well i know popa is the poop deck, but I couldn’t find Ré on any diagrams of ships. Anyway, after a lot of effort I found it corresponded roughly to what a British seaman would call the aft deck. Well, forgive me if I don’t spend much time committing that one to memory!

And then there’s “a cernelha”, the part at the back of a quadruped where the shoulder blades meet. I actually know the word for this in English because my daughter went through a horse phase. It’s caled the withers. Yeah, again, it seems unlikely I’ll need to know that one!

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As Personagens do Livro Viagens Na Minha Terra

A Terra

Há uma mapa que estende da contracapa para a capa do livro. Na verdade, a viagem é curta. É possível caminhar aquela distância dentro de um dia

Além do território em si, a história enxertado pelo autor em VNMT, como já disse ontem, tem cinco personagens, entre elas três que merecem inclusão no Dicionário de Personagens da Ficção Português*. Nestes resumos daqueles resumos (por assim dizer), irei omitir os pormenores da história e concentrar no caráter de cada um.

Carlos (aqui)

Carlos é o herói da conta. O autor concretiza nele as ideais da revolução: singeleza, honestidade, generosidade. Na sua cara, them uma “boca desdenhosa, não por soberba mas por consciência de ‘uma superioridade inquestionável'” o que reflete, acho eu, a intenção por parte do autor que nós nos identificam com esta protagonista admirável. O conflito no seu peito entre a sua lealdade à Georgiana e o seu amor para Joaninha é motivo de ânsia, precisamente por causa das boas qualidades dele. O autor justifica-nos “rousseaunianamente” esta paixão.

A reação dele á aparência do frade mostra o sangue quente do homem, mas não «e fora do controlo, como dizemos quando deixa de atacar e em vez de cometer parricídio, junta-se ao exército liberal. Mais tarde, Carlos, após algum tempo em exílio onde “flirtara” com três irmãs britânicas a fio, “adquiriu facetas dândis”, mas ainda era capaz de tomar ação decisiva para romper os laços de amor. Também fala do amor da sua pátria, e a veemência do seu liberalismo, que dá origem ao desejo se tornar deputado. Como resultado, perde algo do seu espirito aventureiro e engorda nas vésperas da sua vida.

O artigo conclui com o seguinte parágrafo imelhorável

É bem um “herói” romântico, Carlos. De íntimo ferido no confronto da sua pureza primitiva com a poluição do grande mal e da sociedade dispersora, ganha configuração ficcional pela representação de um mundo subjetivo intenso, fragmentado, complexo, posto em relevo pela contraposição a várias personagens e pela articulação com um tempo histórico em devir, também exemplificativo do descambar fatal dos ideais.

Joaninha (aqui)

O escritor do retrato dedica um parágrafo inteiro á aparência física da Joaninha. Não é bela mas tem “Um vulto airoso” e blabla, voz doce, olhos como esmeraldas, voz puro, árvores e espiritualidade e tal. Mas além disso tudo, ela “afasta-se, pois, dos estereótipos românticos da mulher-anjo ou da mulher-sílfide” e vive no vale que nunca abandonou, rodeado de rouxinóis e outras criaturas. É corajosa e ama sem reserva o seu primo.

Enlouquece quando ouve de como Carlos “caíra em fragmentação interior e “morte” moral no ceticismo, tornando-se incapaz de amar a inocente que poderia revocá-lo do abismo”

Explicando o lugar da mulher dos rouxinóis nesta história, Ofélia Paiva Monteiro diz o seguinte:

Joaninha, sem deixar de ter alguma consistência física e psicológica, “vale” sobretudo como poética representação da inteireza natural, irrecuperável para os que perderam, como Carlos, a unidade e a transparência nativas.

Frei Dínis (aqui)

O frade é uma figura “seca, alta e um tanto curvada” da aparência, e “austero” com “crenças rígidas” e “lógica inflexível”. A sua natureza não é completamente sem simpatia mas afinal o frade representa o clericalismo do regime antigo mas também é o pai do herói romântico que tem de se submeter á raiva do filho, naquela cena miserável quando a verdade é descortinada. A consciência por parte de Frei Dinis do seu pecado imperdoável assombra a sua aparência física e as vezes até o faz tremer.

*Annoyingly, the first time I clicked on this it failed to load because there’s a problem with its security certificate, so I had to go into the security settings and tell it to ignore problems on this specific site. Doesn’t seem to happen in Edge, only Chrome.

**I had to squint at this for a bit. It’s an adverb meaning “in the manner of Jean-Jacques Rousseau”. There you go, try dropping that into your next conversation!

Termos usados nos textos que podem ser úteis no contexto académico

Oitecentista: que viveu no século XIX – os millennials daquela época

Metadiegética: Palavra não encontrada no Priberam, mas segundo este fio redditético, existem mais palavras na mesma família: um narrador extradiegético é o narrador do livro que o leitor tem nas mãos. Um narrador intradiegético é um narrador de uma historia dentro do livro que conta as aventuras de um terceiro (o redditor dá o exemplo da Sherazade nos “Mil e Um Noites”) e um narrador metadiegético é um narrador da hístoria contado pelo próprio narrador intradiegético, como por exemplo Simbad, o navegador e o protagonista d’O Marujo. Todos escrevem na terceira pessoa mas existem em níveis diferentes na contagem das histórias dentro da história principal! Uau! Nunca antes ouvi falar deste concepto!

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Portugame

Ontem, escrevi sobre “Um Contra o Outro” dos Deolinda e mencionei o vídeo original onde há muita gente a jogar jogos tradicionais, o que me fez pensar “mas afinal, quais jogos são?”

Admito que estou a escrever este texto apenas para procrastinar do curso, portanto vou evitar grandes divagações. Títulos e mais nada! Jogos e brinquedos! Agradeço o Atlas Lisboa por ter explicado a maioria, ainda que seja em inglês! Nota-se que o título é um contra o outro o que significa (se não me engana) que não se refere à Ana e um rapaz/homem, especificamente. Um Contra o Outro, neste contexto, refere-se a dois jogadores de qualquer género.

Eis o vídeo!

That dress 🔥 That hair🔥 This is the Bacalhauest Ana has ever Bacalhaued.

E os jogos (na ordem da aparência)

Jogo da Macaca
Pião bico de lança. Pião in general is a spinning top, so a humming top is called “pião hum hum”, but this one is launched with a chord called o baraço.
Dominó – um exemplo de um jogo de tabuleiro
Skate. This is the name for actual skateboarding – I don’t think a finger skateboard has a special name. In brasil it’s called esqueitismo.
Jogo da Laranjinha
Jogo da Tração à Corda
Brinquedo de empurrão
Um jogo de cartas. Póquer? Sei-lá eu, mas existe uma lista de jogos com baralhos de cartas na Wikipedia se queres saber mais.
Carro de Controle Remoto / Carro Telecomandado
Jogo da Malha. Este jogo é um exemplo de um “Jogo de concas”, ou seja jogos nos quais os jogadores lançam discos, bolas, dardos ou outros projetis á meta
Berlindes
Bilhar
Esqui

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Um Contra o Outro

A little bird tells me that a well-known podcast might be publishing a Deolinda episode soon, and it reminded me that I hadn’t done a translation of one of my favourite songs of theirs, “Um Contra o Outro”.

It’s a really nice extended metaphor, based on the idea that the guy she’s talking to just wants to play videojogos all day and she’s challenging him to forget all that nonsense because he’s missing out on real life by not going out with her. There are some gaming terms in there – lives (not to be confused with your actual life!), stealth mode, levelling up and so on. It would be so easy to have the result be super corny, but I think it works pretty well.

I basically get most of what’s being said, but as usual, it’s hard to “pull it together” into a coherent narrative without working through it like this. And I’m glad I did. There were a couple of things I misunderstood – like I couldn’t work out why she mentions “cavalos” at one point but apparently she says “mostra o que vales”. Ahhhh! And I hadn’t really understood the nature of the challenge she lays down in the last few lines either.

I’ve linked the live video here because it’s very energetic. The original music video is a bit confusing since it just seems to be suggesting she just wants to play Jogo da Macaca or Jogo da Laranjinha with him. And maybe she wouldn’t say no, but I think the game she wants to play is one that’s going to take a lot longer, maybe even the rest of his life.

PortuguêsInglês
Anda
Desliga o cabo
Que liga a vida
A esse jogo
Joga comigo
Um jogo novo
Com duas vidas
Um contra o outro
Come on
Unplug the cable
That links your life
To that game
Play with me
A new game
With two lives
One against the other
Já não basta esta luta contra o tempo
Este tempo que perdemos a tentar vencer alguém
Ao fim ao cabo
Que é dado como um ganho
Vai-se a ver desperdiçámos
Sem nada dar a ninguém
This race against the clock* isn’t enough
This time we waste trying
to defeat someone
When all is said and done**
What is given with a win
Will be seen as as time we wasted
With nothing to give to anyone
Anda
Faz uma pausa
Encosta o carro
Sai da corrida
Larga essa guerra
Que a tua meta
Está deste lado da tua vida
Come on
Take a break
Park the car
Get out of the race
Let go of this war
Because your objective
Is on this this side of your life
Muda de nível
Sai do estado invisível
Põe um modo compatível
Com a minha condição
Que a tua vida
É real e irrepetível***
Dá-te mais que o impossível
Se me deres a tua mão
Level up
Come out of stealth mode
Activate a mode that’s compatible
With mine
Because your life
Is real and unrepeatable
It gives you more than the impossible
If you give me your hand
Sai de casa e vem comigo para a rua
Vem, que essa vida que tens
Por mais vidas que tu ganhes
É a tua que mais perde se não vens
Leave the house and come with me into the street
Come, because this life you have,
No matter how many extra lives you gain
It’s yours that will lose out if you don’t
Sai de casa e vem comigo para a rua
Vem, que essa vida que tens
Por mais vidas que tu ganhes
É a tua que mais perde se não vens
Leave the house and come with me into the street
Come, because this life you have,
No matter how many extra lives you gain
It’s yours that will lose out if you don’t
Anda
Mostra o que vales
Tu nesse jogo
Vales tão pouco
Troca de vício
Por outro novo
Que o desafio
É corpo a corpo
Escolhe a arma
A estratégia que não falha
O lado forte da batalha
Põe no máximo poder
Dou-te a vantagem
Tu com tudo
E eu sem nada
Que mesmo assim desarmada
Vou-te ensinar a perder
Come on
Show me what you’re worth
You, in that game,
Count for so little
Swap one addiction
For another
Because the challenge
Is body to body
Choose your weapon
The strategy that won’t fail
The stronger side of the battle
Put it on full power
I’ll give you the advantage
You with everything
And me with nothing
So even like that, disarmed,
I’ll show you how to lose.

*It says fight against time really but I think Lutar contra o tempo is a set phrase meaning like a time trial, race against time or some sense that you only have a certain amount of time to achieve the goal, so I gave it a rough equivalent in english.

**Listening to it without the written lyrics, I thought she was saying “do cabo” – so “at the end of the cable” which sort of made sense if you imagine holding a game controller that’s plugged into a game console via a wire, but I think it’s cabo as in “levar a cabo”, so she’s talking about what you have left over, at the end, when you’ve won, what you win isn’t as good as what you lose by staying indoors all day

***The source I copied the lyrics from has this as “real e repetida” which clearly makes no sense and if you listen closely that’s not what she’s saying. It’s almost like we can’t implicitly believe everything we read on the internet or something

Posted in English

Oh My God!

Did I really just translate “Deixa a janela do quarto aberta” as “leave the window one quarter open” instead of “leave the bedroom window open” in that last post? C2 level Portuguese, folks. Shoot me now.

Oh well, at least you know I’m not doing these translations with AI, no it’s all natural stupidity!

Posted in English, Portuguese

Anda Estragar-me Os Planos – Salvador Sobral

Spotify keeps recommending this song to me, and it’s a great choice! It’s worth noting before we start that the title is an example of a very ambiguous sort of portuguese sentence. Of course we’re used to having no subject pronoun, and but the tu form of the imperative tense usually overlaps with the ele/ela form of the present tense, meaning you could translate this as a statement “She/he/it keeps messing up my plans” or as an instruction, “Keep messing up my plans!” Since love songs addressed to an individual are more common than songs complaining about minor annoyances, I generally read it as the latter, but I haven’t listened closely enough to really know for sure

PortugueseEnglish
Ah faltam-me as saudades e os ciúmes
Já, tenho a minha conta de serões serenos
Quero é ir dançar
I’ve lost all my sorrows and my jealousies
I’ve had my share of quiet nights in*
I just want to go dancing
Sei por onde vou
É o melhor caminho
Não deixo nada ao acaso
Por favor, anda trocar-me o passo
I know where I’m going
It’s the best path
I’m leaving nothing to chance
Please, trip me up**
Tenho uma rotina
Pra todos os dias
Há de durar muitos anos
Por favor, anda estragar-me os planos
I have a routine
For every day
It’ll probably go on for years
Please, mess up my plans
Tira os livros da ordem certa
Deixa a janela do quarto aberta
Faz-me esquecer que amanhã vou trabalhar
Take my books out of their order
Leave the bedroom window open
Make me forget that I’m going to work tomorrow
Ah, faltam-me as saudades e os ciúmes
Já, tenho a minha conta de serões serenos
Quero ir dançar
I’ve lost all my sorrows and my jealousies
I’ve had my share of quiet nights in
I just want to go dancing
Um, dois…
Ah, faltam-me as saudades e os ciúmes
Já, tenho a minha conta de serões serenos
Tardes tontas, manhãs mecânicas
Eu quero é ir dançar
One two,
I’ve lost all my sorrows and my jealousies
I’ve had my share of quiet nights in
stupefied afternoons, predictable mornings
I just want to go dancing

*Serão doesn’t come up often as a noun, it’s more usually the third person plural future tense of ser, but it’s usually some kind of nocturnal activity – a party or some night time work. I’ve gone for translating serão serena as “quiet night in” because it makes the most sense in the context of the following line.

**Wow, “trocar-me o passo” seems hard to translate. In fact, I could probably break this footnote out into a whole blog, but… Anyway, literally, he’s saying “change my step”, but what could he mean? Well I checked Priberam and it certainly isn’t the same as “e troca o passo”, which is just a way of talking about decades when you don’t know the specific year. As I see it it can only be one of two things (1) something like “shake me up” or snap me out of my routine; based on the preceding lines, he says he has carefully planned everything out, but he wants the person he’s singing to to cause him to do something completely different, walk a different path, or just generally throw him off balance or (2) based on the fact that he’s going dancing and passo can mean a dance step as well as a walking step, maybe he’s saying he wants to trade dance steps with her – in other words, he’s just saying “dance with me”. And I guess there’s a third option (3) both: it’s intended to have a double meaning. I think I’m leaning towards option 3. It sounds like the main meaning of the expression is meaning 1, but he likely chose it for its proximity to dancing. I can only find one other place on the internet where the same expression is used in the first person, and it’s in a poem called Forte on this page, and it definitely sounds like it fits definition 1.

Troca-me o passo,
Faz uma revolução,
Põe o mundo inteiro em convulsão…

and there’s another example in the third person in this story about Ella Fitzgerald and Duke Ellington in Lisbon

Ella não queria entrevistas. Por isso fugiu para o carro que a aguardava. Mas o repórter trocou-lhe o passo. E a conversa começou fria, sem balanço nem ritmo

This doesn’t sound quite as earth-shattering but there’s definitely a sense that the reporter has interfered with her plan to escape.

Swapping the tense I get a few more hits including a whole song about it (but without an indirect object) and this page which mentioned the Priberam definition but adds

A expressão também pode ser utilizada literalmente e significar trocar de pé, para acertar ou desalinhar o passo com outra pessoa.

and just to bring it full circle, this is again in the context of dance! So I googled trocar de pé and came up with a couple of videos of shuffle dance tutorials but also podiatrists, people worried about tripping on escalators and all sorts of things!

Oh well, it might be that I can never be fully certain about the exact meaning but it seems pretty clear in the context of the wider song, what he’s driving at! I’ve opted for “trip me up” because it seems the closest equivalent, being both foot-based and also an invitation to cause problems.

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Recantigas

Graças ao algoritmo, vim a ouvir deste disco: uma homenagem ao ex-membro dos Azeitonas e compositor, que escreveu clássicos como “Os Maridos das Outras”, “Anda Comigo Ver os Aviões” e “Reader’s Digest”. É bom! Gosto da obra dele em geral, mas as vozes e as interpretações dos outros cantores acrescentem mais uma camada de cor no superfície de cada faixa.

Araújo também aparece no MEO Arena em Novembro para celebrar os primeiros 20 anos a da sua certeira.

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A Little Light Relief

Caro leitor, tens pacientado os meus textos dos últimos dias sobre ser estudante e sobre o diário deste tipo Garrett. Antes de continuarmos, sugiro que façamos uma pausa para apreciar esta foto do magnífica bolo de bolacha feito pela minha esposa. Foi a sobremesa de hoje e amanhã ela abastecerá a nossa filha de fatias do bolo antes da viagem na sua terra, de comboio, de volta para Dundee.

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Mais Notas….

O Blogue de hoje é uma tentativa de fazer notas sobre este vídeo. Não vou pausar o vídeo, só fazer notas:

A viagem não é assim tão longa mas não existia comboios nem carros. Garrett e amigos convidados por um amigo

Ofélia Paiva Moreira: ViageNS. Realmente fez o passeio.

Carlos Reis: As viagens simbolizam uma jornada mental ou filosófica

José Miguel Sardica – apesar dos sinais do desenvolvimento, Garrett acha que falta alguma coisa.

Jacinto Lucas Pires dá um exemplo da forma inovadora do escritor, falando diretamente ao leitor

OPM “Fashionável” como estrangeirismo cómico

OPM Quem seria a menina dos rouxinóis que se encontra na vale de Santarém?

A narrativa passa para a história de Almeida Garrett

CR – Garrett afirma que o autor é uma cidadão com responsabilidade de criticar a sua própria sociedade

Joaninha (a menina dos rouxinóis) é um símbolo da natureza impoluida (impoluida? então… sem poluição?) portanto tem olhos verdes. Vive com a avó (Francsisca?) (simbolo de um portugal incapaz de ação?) O filho dela, Carlos é um soldado.

Frei Dinis visita a família cada sexta feira. Uma personagem que não percebe as mudanças na sociedade. Vê a tropa do Carlos como “inimigos de Deus”. A guerra rodea o vale mas deixam Joaninha em paz nos seus passeios. O irmão primo Carlos está num dos grupos de soldados. Mas qual é esta guerra?

Aqui temos uma digressão pela história já contada ontem, começando com a invasão dos franceses e seguindo a passagem dos pretendentes ao trono nas suas várias lutas para poder, reunindo os dois fios, o do liberalismo e o do romanticismo. Garrett, como crítico do rei absolutista foi preso e for isso que entrou em exílio logo que esteve solto.

Carlos beija a sua prima mas volta ao seu amor, uma inglesa, e ao exército e fica ferido ao auge da história.

A guerra é revelada ser a guerra civil a seguir o cerco do Porto. Carlos, já ferido, briga com a noiva por causa do seu amor para a prima Joaninha. Vai-se embora, deixando Carlos na cama. Carlos acaba por culpar Frei Dinis mas logo antes de ele tentar matar o frade, Joaninha entra com Francisca que o informa que Frei Dinis e o pai dele. Pois, é Dinarth Freider.

CR – A ficção desta história dentro da história reflete a guerra familiar do país

O fim da família é pessimista: a joaninha enlouquece-se, Carlos é eleito como deputado, Georgina (a inglesa) entra num convento e os velhos permanecem na casa “como mortos-vivos”

O narrador do documentário faz comparações entre as personagens e os dois protagonistas do livro “Don Quixote” de Cervantes, mas, tendo lido aquela obra-prima, não entendo bem por quê. Talvez faça mais sentido depois de ler o romance.

“Profundamente Pessimista”