Deixei uma opinião muito negativa no Goodreads, na página de uma banda desenhada que odiei. A autora acaba de botar um Like* na opinião e agora sinto-me culpado por tê-la ofendido.
*This seems a bit iffy but I have heard this said on YouTube videos (the last few seconds of this one for example) so it must work for super-informal contexts. You know, as opposed to those extremely formal social media contexts!
My pitch for the subject of Marco Neves’ next book:
Bom dia! O meu Instagram hoje apresentou-me uma boa surpresa: um homem a falar sobre os nomes dos insectos coleópteros da família dos coccinelídeos – ou seja, da joaninha – em vários países.
O vídeo explica que, em muitos idiomas, a palavra que descreve a este besouro tem um significado religioso. “Vaca de deus” é comum, e até a nossa “ladybird” significa a ave da nossa senhora! Mas o homem coloca a “joaninha” portuguesa no grupo de “outras figuras religiosas”, o que me fez pensar sobre quem foi essa Joana. Não há Joana nenhuma na Bíblia. Uma santa? Joaninha d’Arc? Não, demasiado francesa. Santa Joana Princesa? Pode ser, mas não vejo nada na página da Wikipedia.
Fiz uma pesquisa, e confesso que não passei horas vasculhando todas as esquinas da Internet, mas por exemplo, o Ciberdúvidas não sabe, o Stackexchange também não. Nem o wiktionary, nem a Wikipedia, nem o Priberam menciona a origem.
Este blogue faz a mesma pergunta e nos comentários alguém diz que o inseto tem várias alcunhas regionais, como por exemplo “Bicho de São João” (na Madeira) e “Bicho de Nossa Senhora”. É interessante que “João” é parecido com “Joaninha”. Talvez os madeirenses sejam os que melhor sabem, mas não vejo uma teoria convincente da origem da palavra.
E tu, caro leitor/ cara leitora? Sabes? Deixa um comentário lá em baixo 👇
Pensando numa história pessoal, e como conta-lá a uma outra pessoa, encontrei uma situação na qual queria dizer “fast forward” mas como não sabia, perguntei à gente boa do Reddit:
Se não me engano, “rebobinar” é a ação de quem acaba de ver um filme numa cassete de VCR não é? É tipo “voltar ao início do filme, transferindo a película para a outra bobina”, certo?
Mas qual é o oposto? Estou a ver o filme “Star Wars” mas quero ver a cena no qual Obi Wan Kenobi enfrenta Darth Vader agora, sem esperar uma hora e tal. Tenho de fazer o quê?
E mais uma coisa: estes termos ainda se usam em 2025? Se estou a ver o filme no Netflix, termos como “rebobinar” ainda fazem sentido na época* pós-película?
Segundo as respostas, basicamente a palavra “rebobinar” é pouco usada nos dias que correm pelas razões que a minha questão antecipou. É mais comum dizer “pôr para a frente” ou “pôr para trás” pode-se substituir “passar”** no lugar de “pôr”, e também existe “fazer forward” (buuuu! Anglicismo!) e “avançar no tempo”
*I am ashamed to say I wrote “idade”, as if the word “age” in “the post-tape age” were the same word as in “act your age”. Luckily I spotted it before it got marked.
I also heard pular – which is like “skip ahead”. Someone else suggested “meter” but Cristina was skeptical so I’d say probably avoid that one.
Essa intenção de escrever atualizações diárias foi por água abaixo, não é? Escrevi – ou pelo menos comecei – vários textos mas não acabei por publicar. Ora bem, não é o fim do mundo. Talvez apareçam em breve.
O meu pai era um filatelista, ou seja um colecionador de selos. Também colecionava outras coisas como moedas e baralhos de cartas, mas a sua primeira obsessão era os selos. Eu também fui mordido pelo bicho de filatelia quando era novo mas acabei por desistir.
A coleção do meu pai é grande mas bastante desorganizada. Ou melhor, partes da coleção entraram em caos. Existem álbuns bem arrumados, mas também deixou uma caixa de selos soltos, incluindo selos da época Victoriana e de todas as monarcas seguintes. Agora que estamos a esvaziar a casa, estamos a planear vender a coleção. Há uma feira de selos em Preston em Fevereiro, onde estará um homem que o meu pai conhecia. Entretanto, estou aqui a agrupar os selos para facilitar a estimativa* do valor. Já levo 3 noites mas a tarefa ainda não está terminada.
*I almost wrote “estimação” which wouldn’t be 100% wrong but since it’s mainly used in the phrase “animal de estimação” it obviously has a slightly different feel in Portuguese than our “estimation”.
Fiquei triste quando soube que encerrou definitivamente a livraria Latina, uma das livrarias mais bonitas que já visitei. É a loja onde comprei um novo exemplar do “As Minhas Aventuras Na República Portuguesa”, tendo perdido o meu no avião, a caminho de Portugal. Não é tão famosa como a Lello mas isso é uma vantagem como toda a gente na fila de espera já sabe*!
Esta banda desenhada conta a história de uma rapariga madeirense, de uma família em crise, que foi levada para uma casa de acolhimento. Os quadrinhos são bem desenhados. É super fácil entender quem está a falar e o que é que está a acontecer. Em sumo, a execução da história é bem realizada. Quanto à história, tenho algumas dúvidas sobre como funciona o sistema de apoio de crianças. Tendo trabalhado neste ambiente no passado, parece-me pouco provável que um trabalhador de proteção de crianças tenha o direito de simplesmente encostar o carro na rua de um menino e dizer “entra no carro” como acontece neste livro. Ainda por cima, o comportamento dos empregados na casa de acolhimento é pouco profissional… Eu sei que cada país tem as suas normas mas… Uau, fiquei surpreendido com as palavras que usaram, e a falta de respeito para a privacidade das crianças. Não é abuso, nada disso, mas também não é muito simpático. Mas talvez este especto faça parte da história. Infelizmente não sei como os autores vão desenvolver este fio da história porque este livro é apenas o volume 1 de uma série, o que não é evidente pela capa, mas ainda assim, é, mesmo. Então, vai haver mais no futuro, mas esta parte tem uma conclusão satisfatória da primeira fase da nova vida dela, portanto não me deixou frustrado por não completar a história.
Feliz ano novo, queridos leitores, professores e estudantes da língua de Camões!
O blogue de ontem foi um pouco deprimente. Destaquei os piores aspectos do ano passado. Mas o novo ano traz novas oportunidades. Vou começar a escrever blogues novamente (já escrevi cinco que estão na fila!) e a estudar. Isto acontecerá devagar. Ainda tenho muito que fazer para organizar as coisas dos meus pais, mas quero estabelecer uns objectivos gerais em vez de resoluções para 2025.
Se fosse uma outra pessoa, adoraria encontrar uma noite de “open mic” num clube de comédia em Lisboa e fazer 5 minutos de anedotas em português. Que desafio incrível, né? O planeamento seria intenso. Mas nem pensar, não tenho a auto confiança para fazer isso, nem sequer em inglês!
Por ser mais realista, tenho três objectivos linguísticos para 2025:
Conquistar o DUPLE: estou confiante que receberei uma nota boa mas se não… Maio!
Usar o DUPLE: quando tiver um diploma universitário, farei um curso universitário numa disciplina relevante, mas sobre um assunto fora da minha zona de conforto: ou seja, adquirirei uma nova competência profissional em vez de simplesmente escrever coisas que já sei no meu idioma segundo. Já marquei a página da Universidade Aberta. Segundo o calendário letivo, a época de inscrições é em breve!
Falar mais: em geral, falar falo, mas para dar mais estrutura a este objectivo, vou gravar…. Digamos 6 mas espero que haja mais… Seis vídeos mais considerados sobre diversos tópicos. Já faço vídeos que ninguém vê, de vez em quando, sobre leitura, mas penso em planear e gravar vídeos que ninguém verá, sobre jardinagem, treinos, tecnologia… Hum… Maquilhagem? Como se enriquecer comprando e vendendo criptomoedas…. Há tantas opções! Os vídeos têm de durar mais de 15 minutos e abordar tópicos pormenorizados: por exemplo, sobre jardinagem, não vou descrever detalhadamente a minha horta urbana e o que que lá planto, mas sim como dividir ruibarbo. Isto vai incentivar-me a aprender novas palavras e até podem ser úteis (porque tanto quanto sei, não existe vídeos em Português sobre como dividir esta planta.
Mas chega de planos. Espero que estejam felizes, cheios de energia e prontos para fazer 2025 o melhor ano de sempre!
Existe uma política bem estabelecida neste blogue: homenageamos as pessoas interessantes, que foram assuntos de textos do passado, quando morrem. Portanto, deixa-me dizer “adeus” à poetisa Adélia Lopes que faleceu ontem.