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Vamos Ler Thrillers #SeptemberThrills

I’ve really on a reading kick at the moment. My poor smartphone has been gathering dust for hours at a time 🎻. More worryingly, I can’t stop buying them, no matter how the TBR shelves groan under the weight, suspended above my head while I sleep, threatening to kill me with a nocturnal literature-avalanche.

Some of my favourite Portuguese Booktubers are doing themed challenges and I thought I’d tag along and carry on the momentum from finishing the chunky-ass thriller I’ve just put back on the shelf. I’m going to read some books in both languages and try and write/say something about them in Portuguese just because it’s more fun than doing exercises.

I haven’t done many videos and don’t intend to make it a regular thing (I know, I know, the Lord is merciful) but it’s fun to do, and I learn how to use the video editing software as well as stretching my Portuguese speaking skills a bit. I’m quite happy to see how much better this is than the last one, but there is still a lot of umming and ahhing, and a lot of really horrible errors that even I can see, so god knows how it comes across to others! In other words, there’s a long way to go… Useful trends to pick up are that I use “por isso” more than I think is really natural, seem to be using “no” instead of any other em-related word, and “isso” for all my demonstrative pronouns for some reason, even when I know the thing is masculine and I’m actually holding it in my hand. The other thing that’s starting to bother me is how lazy my accent is. I never used to worry about it before because I was more concerned about understanding the mechanics of the language but I’m at a stage now where I ought to be able to roll my Rs properly and make a proper -ão sound that isn’t a disgrace to humanity. I think I might go back to the Portuguese With Carla blog and really do it properly, making an effort to say everything out loud and teach my mouth to be less flat and british.

No, I’ve no idea what that first few seconds is about, but it took me about two hours to make, so I hope you enjoy it!


Update:

While writing this, five people (five!) have commented on the video. I don’t know why this should surprise me since I posted it in public on a social network using a hashtag, but I suppose I thought it’d be like the last one and get seen by three people over a period of about six months. I’m simultaneously happy to be so warmly received and blushing slightly at the attention.

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Comentário sobre “A Célula Adormecida” de Nuno Nepomuceno

Finalmente terminei de ler este livro gigantesco. Tem 577 páginas e prometi-me* que leria 20 páginas por dia para ler o livro inteiro dentro duma mês. Falhei. Fiz uma pausa no meio e não recomecei a sério até à semana passada.

O livro é um romance, tipo “Thriller”, mas é diferente duma típica história deste género. Os eventos desenrolam em Lisboa, excepto alguns capítulos que acontecem na Turquia. O enredo tem a ver com um grupo de terroristas do autoproclamado Estado Islâmico. No início do livro, no dia da eleição legislativa, fazem um atentado no centro de Lisboa, detonando uma bomba num autocarro. Depois, levantam a bandeira do Daesh no monumento da revolução de 25 de Abril. No mesmo dia, o vencedor das eleições, o novo primeiro-ministro, suicida-se. Um professor, que conhecia um dos terroristas mortos durante o ataque foi recrutado pelo SIS, para ajudar na caça dos outros antes da cimeira da NATO em Lisboa daí a um mês. Entretanto, uma jornalista começa a investigar o mistério do aparente suicídio, seguindo o pedido da viúva do político que fica convencida que ele fora assassinado.

Ambos têm problemas: o professor é assombrado por um passado escuro e a jornalista tem cancro. Os dois encontram-nos na Turquia e juntam-se para descobrirem a verdade.

O que é impressionante é que durante esta história de atrocidades terroristas, o escritor tentou com muito esforço evitar tratar todos os muçulmanos como terroristas (um problema comum em muitos thrillers). Explicou vários aspectos da sua fé, a cultura e a história do Islão, e a história recente da Síria e do Médio Oriente. Isto parece uma fraqueza no romance porque reduziu o suspense do enredo, mas acho que foi uma decisão do escritor. Hoje em dia há tantos mal-entendidos no mundo, e tanto ódio pela religião que nos forneceu com tantos grupos armados, que penso que é bom lembrar que a maioria das vítimas do terrorismo são muçulmanos, e aqueles muçulmanos de vários países receiam os efeitos da guerra nos seus próprios países ainda mais do que nós temos medo do terrorismo nos nossos países.

A Célula Adormecida: Amazon, Official Site, Bertrand

Thanks Raphael, Hugo, Sofia for the corrections

*=This means “I promised myself”. Someone suggested “Comprometi-me” (“I made a commitment”) which is a good option too. It wasn’t what I was trying to say but maybe “I promised myself” isn’t a phrase that’s used often in Portugal…?

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Instagram picture from some time ago when I was still just 90 pages in
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Mais Um Dia em Edimburgo

notebook_image_829756O primeiro espectáculo do dia foi “Shakespeare for Breakfast”. Cinco actores protagonizaram “Macbeth”, e a peça foi mudada para ser uma luta pela presidência duma horta comunitária. Foi muito engraçado e conteve referências ao referendo, ao “Game Of Thrones”, àquele gajo cor-de-laranja e ao nosso espectáculo preferido “Hamilton the Musical”. Deram papéis a três espectadores para fazerem parte do drama. Gostámos muito dele.

 

Thanks to Sofia for the corrections

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Edimburgo

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Estamos de férias em Edimburgo, a capital da Escócia. Nasci aqui no século XVII. Cada ano há um festival de comédia, drama e artes mas nunca vi nenhum até este ano. Chegámos ontem. Fomos assistir a um concerto “A Capella” que foi maravilhoso. Deitámo-nos cedo. Madruguei, e tive 2* horas inteiras para ler o meu livro, que foi um verdadeiro paraíso. Finalmente, estava na hora de levantarmo-nos. Fiz o pequeno almoço para a família e levei-o. Assistimos a 2 espectáculos hoje: “Into the Woods” que foi bastante bom e “Sweeney Todd” que foi impressionante. Não havia uma canção má, e os actores mantiveram as nossas atenções durante as duas horas. E as letras tiveram a ver com a minha cidade:

Há um buraco no mundo como um poço preto
Está cheio de pessoas que estão cheias de merda
E os vermes do mundo moram lá
E o nome dele é Londres

Parece um comentário de tripadvisor dum americano que não recebeu gelo suficiente no seu cocktail.
Depois, comprámos duas pizzas para comer no hotel.

 

*=I usually write numbers in full for practice but should probably start using the proper rules at this point.

 

Thanks to Sofia, Kellin and Celso for the corrections

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A Chegada

This is just a straight translation of the “Aliens – Spoiling it for Everyone” post from a few days ago. What’s the Portuguese equivalent of Déjà vu? Já visto?

Anteontem de noite, a Senhora 18ck sugeriu que vissemos um filme que se chama “Arrival” (A Chegada*) com Amy Adams no papel principal como uma linguista genial, apoiado pelo Jeremy Renner no papel do Jeremy Renner, e Forest Whittaker como um oficial militar com um sotaque exagerado (na minha opinião, Forest Whittaker e Jeff Goldblum hão de estar em todos os filmes feito em Hollywood).

Enfim, não sou crítico de filmes, pois porque é que menciono este filme? Ora bem, a Amy Adams começou a primeira cena numa sala de aulas, a falar sobre um assunto de Português e porque é que parece tão diferente das outras línguas românicas.

Vou precisar de mais pipocas

Estava muito curioso para saber mais, mas infelizmente, naquela altura, o filme ficou estragado para mim, pelo som duma sirene que anunciou a chegada de doze naves espaciais cheias de extraterrestres que queriam… Hum, não vou deixar cair spoilers aqui, mas chega para dizer qur não pretendiam ajudá-la com o discurso.

Depois, a Amy começou a ter prioridades novas, portanto nem sequer leu o próximo parágrafo. Pesquisei na Internet e encontrei uma discussão sobre o discurso numa página do Reddit. Acho que alguns contribuidores copiaram e colaram as suas respostas do Wikipedia, e há vários brasileiros que responderam que toda a gente na América do Sul têm quase o mesmo sotaque mas apesar disso, fiquei contente de ver que não sou a única pessoa que quis mais. Talvez um dia alguém lance uma ‘versão do director’ que incluirá o discurso inteiro. A esperança é a última morrer…

*=Isto é uma tradução literal. De acordo com o Wikipedia, o título em Portugal é “O Primeiro Encontro”

Thanks Jorge, Sofia and Guilherme for corrections.

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Video Day

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A Canoa

Hoje de manhã, eu e a minha filha fomos até à cidade de Reading. O rio de lá não está sob influência da maré e por isso a água é menos assustadora (e mais limpa!) do que aqui em Londres. Há um centro desportivo que dá para o rio. Eu e a Oli alugámos uma canoa e demos um passeio ao longo do rio. Ela sentou-se na frente da canoa, à minha frente. Entrámos no barco com cuidado, porque não queriamos cair na áqua em frente do treinador porque teríamos ficado muito envergonhados. Adorámos a experiência. Foi divertida e relaxante. O sol até conseguiu de brilhar às vezes.

Thanks Luís, Sofia, Tiago and Douglas for corrections

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A Noite

Estou aqui em Sheffield por causa do trabalho. Fico aqui durante duas noites. Estou num hotel bonito mas mesmo assim tenho saudades da família. Cheguei muito tarde e por isso experimentei um novo restaurante que fica aberto até às onze de noite. Depois, pass(e)ei** pela praça. A noite estava fresca mas não demasiado fria, com ar limpo após a chuva. O relógio em cima da câmara municipal tocou as dez horas de noite (or “as 22h00)*. A cena foi bonita.
E por hoje, termino.

*Apparently it can’t just strike ten, it has to strike ten at night or a proper 24-hour-clock time. This seems to be more of a thing in Portugal than Brazil, judging by the corrections.

**Passei por = I went through (passar), Passeei por = I took a walk though (passear). Some corrections suggested the latter but I think I want the former since I walked back from the restaurant to the hotel via the square)


Thanks to Larissa, Sofia, Leandro for the corrections

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Mais Uma Tradução

Stoyo Petkanov, a personagem* principal do novo romance de Julian Barnes é uma criação satírica de génio. Três partes Todor Zhivkov, o líder outrora** da Bulgária, uma parte Alf Garnett(1), é um deposto líder comunista dum país soviético sem nome. Prisioneiro dos seus sucessores reformadores, vai ser julgado. O julgamento vai ser transmitido na TV. Para Peter Solinsky, o advogado chefe de acusação, isso é uma oportunidade para obter uma promoção no estado novo. Para os milhões de espectadores, é uma oportunidade para afastar o passado. Contudo para o Petkanov, o tribunal fornece-lhe um palco pelo qual pode apelar a história. “Não tencionou protagonizar o papel alocado para ele. Tinha um outro papel em mente”.

(1) para quem não sabe, este gajo é uma personagem duma comédia da televisão inglesa

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*=Male character but still a feminine word

**=apparently not an adjective that changes with the noun!

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A Encontrar o Senhor Samuel Holberry

(mais um texto do ‘Instagram Language Challenge #IGLC’ Gosto de escrever no Instagram mas infelizmente não existem lá estudantes simpáticos que fazem correcções e por isso, fui ao italki) 
🙂 
Não encontrei ninguém hoje além da empregada que me trouxe um prato de peixe e a puré de batata*. Ela anda a aprender Russo. Por isso falámos de línguas e como aprendê-las (ela é fã de Rosetta Stone mas não gosto disso). Claro que não tirei uma fotografia dela porque não sou um psicopata, mas eis uma fotografia duma placa que comemora um herói local, Samuel Holberry que não encontrei mas tomei conhecimento da história dele pela primeira vez. O Holberry foi um activista no movimento que se chama Cartismo cá em Inglaterra. Os cartistas queriam aumentar os direitos do povo para participarem na democracia. De início a campanha estava pacífica mas depois de alguns anos, instigou uma insurgência contra o governo. Foi apanhado e feito prisioneiro até à data da sua morte.
Os seus métodos foram questionáveis mas hoje em dia, é bom que possamos** lembrar as pessoas que lutaram contra a tirania, e pela liberdade do povo inteiro.

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*=I originally wrote “batatas esmagadas” which is literally that, but it’s wrong. I think the people correcting the text thought I meant “batatas a murro” which is a kind of roast potato that has been squished, and it sounds pretty nice to me.

**=more natural with a personal infinitive, as “é bom podermos” but let’s leave it like this because I’m doing a lot of subjunctives this week


Thanks to Gustavo, Larissa, Sofia and Rubens for help with the corrections