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Praça de Londres – Lídia Jorge

Esta leitura fiz parte dum desafio online “Abril Contos Mil”. Já li um livro de Lídia Jorge que me custou muito. Quatro (?) anos e tal depois, com mais experiência, achei este livro mais fácil mas ainda houve muuuuiiito vocabulário desconhecido. A taxa de agarramentos do dicionário foi muito elevada, comparado com Contos do Gin-Tonic (o livro PT anterior) por exemplo.
Mas gostei? Quase esqueci-me de dar a minha opinião. Sim, bastante. Ela escreve bem. Então… Isto chega? Boa.

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O Futuro Tem 100 Anos

Esta BD foi lançado para comemorar o centenário da CUF, uma empresa que (nas suas próprias palavras) trouxe a revolução industrial para Portugal on 1908. A história é contada do ponto de vista de uma mulher de 2008, que é a bisneta dum engenheiro francês, um empregado da empresa. Até certo ponto, esta decisão, faz todo o sentido porque o leitor pode ver as ligações entre o mundo de hoje e os eventos do passado. Mas… Para mim, os autores focam demais na protagonista (que é jovem, bonita, mais fácil no olho do que o bisavô dela!) e por isso não temos um entendimento nítido do crescimento da empresa, o impacto dela na vida do país, os raízes dos problemas laborais (tal como a greve), e a evolução da empresa desde o século XX até agora (acredito que se trata de um rede de hospitais hoje em dia não é?)
Ainda por cima o arte não é assim tão incrivel.
Meh. Interessante mas não passa de ser um panfleto de publicidade. 3 estrelas.

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Z – Manuel Alves

Um conto de ficção científica que demonstra uma axioma do livro “Superintelligence” de Nick Bostrom: logo que alguém crie uma entidade de  inteligência superior à de seres humanos, é o fim de jogo para a humanidade.
Neste história, um rapaz de alta inteligência está preso num laboratório controlado por cientistas. O método de medir está inteligência não me persuadiu: “Quantos sonhos cabem na palma da mão?” pá, essa pergunta não faz sentido nenhum. A resposta mais inteligente seria “O quê? Deixa de dizer disparates!”
Mas apesar disso, gostei do conto e comprei mais dois pelo mesmo autor.

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Malditos, Histórias de Homens e de Lobos – Ricardo J. Rodrigues

Este é um livro fascinante. Aqui temos uma história verdadeira, contada pelos olhos de dois inimigos: os lobos e os pastores. Uma rivalidade que durou há séculos está prestes a terminar com o fim duma moda de vida (a dos pastores) e o esgotamento de espaços selvagens onde moram os lobos. É uma guerra eterna que vive em mitologia (quem viu a capa do livro e não pensou de lobisomens?) mas não tem espaço neste mundo cada vez mais moderno.

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O Anibaleitor – Rui Zink

Gostei muito deste livro. É curto, uma espécie de romance picaresco, contado na primeira pessoa, e com um monte de referências a outros livros e filmes (obviamente o título é uma piada baseado do anti-herói d”O Silêncio dos Inocentes”)
Principalmente, adorei as declarações do Anibaleitor sobre a leitura.

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O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca – Ana Pessoa

Este livro (caderno?) é muito divertido. Conta a história de uma rapariga de 14 anos (faz 15 perto do final da história). Não divulga a nome dela mas há pistas, e não é difícil adivinhar! Ela é karateca (palavra desconhecida para a minha esposa, e isto deu boa oportunidade para mim ser professor de português a uma madeirense), e gosta de um rapaz da mesma classe de karaté.
O caderno é cheio de desenhos bonitos contos pequenos, listas, e pensamentos, mas não é um caderno típico, não, tem uma vida e uma vontade própria como a rapariga descobre…

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Esquerda e Direita: Guia Histórico Para o Século XXI

So confused about which way to align this one

Esquerda e Direita – Rui Tavares

Adoro tanto estas edições da editora Tinta de China de cantos redondos. O livro vale mesmo a pena para quem se interessa na política. O autor afirma que as etiquetas “direita” e “esquerda” estão mais importante do que nunca, mesmo que o “campo de batalha” fique cada dia mais complicado, e tenhamos de ter em mente outros dimensões de político (global e nacional, autoritário e libertário) além daquelas. Embora os significados das palavras mudem ao longo dos anos e entre vários países, sem qualquer método de orientarmo-nos num espectro de opiniões, ficamos mais vulneráveis aos bitates dos demagogos.
O argumento do livro é muito justo. Quero dizer que o escritor nunca menospreza o ponto de vista dos seus rivais da direita, nem tenta branquear os crimes da esquerda. Mas defende a sua opinião: as categorias ainda fazem sentido, e os apoiantes de cada asa devem continuar em diálogo.

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Raízes – Opinião


Raízes – The Lisbon Studio Series Vol. 4
Hm… Este livro é uma misturada de BDs diversas. O livro tem bom aspecto mas cheira a plástico. Ao final de contas deixou me desiludido. Há talvez duas histórias interessantes, duas com arte fascinante mas sem enredo, mas o resto… *encolho os obros* …
Se calhar a vantagem de conjuntos deste tipo é que dão oportunidade de descobrir novas artistas que – quem sabe – podem criar algo mais completo. Infelizmente, não há nada aqui que inspirou-me procurar mais obras de qualquer um.
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O Atelier de Noite – Ana Teresa Pereira

O Atelier de Noite é o meu segundo romance de Ana Teresa Pereira. Encontrei o mesmo sentimento onírico do outro (O Verão Selvagem Dos Teus Olhos). Os dois livros partilham também um origem em literatura inglês. Neste caso, o primeiro conto é baseado na vida de Agatha Christie, que desapareceu durante 11 dias nos anos vinte do século passado. ATP usa este evento como matérias-primas de uma obra contada numa série de esboços (não há capítulo que ultrapassa 2 páginas, e alguns têm tamanho mesmo menor) de uma escritora a viver às escondidas num hotel, a fugir da vida, talvez num estado de fuga. Mas o ponto de vista muda de um capítulo para outro, e nós leitores, com visão turva, nem sempre sabemos quem é a protagonista: quer Ana quer Agatha, ou até Poirot. Os cargos de autora e protagonista ficam embaçados.
Embora o segundo conto tenha uma outra história, não é cem por cento distinto. Tem a mesma estrutura, e várias frases e temas repetem-se nos dois. Confesso que o meu português não é o suficiente para entender a ligação entre os dois. É provável que perdi algumas coisas, mas gostei de viver durante um dia (sim, um dia. É pequeno. Devorei-o) neste sonho literário.