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Desilusão

Fiquei tão entusiasmado quando vi a palavra do dia no site do Priberam. Mas imaginem a minha desilusão quando li a definição… eh pá… não se trata de uma tromba de uma elefantasma?

Não há beleza nenhuma neste mundo enfadonho?

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Learning From My Mistakes

So I wrote this silly post a few days ago and Marco Neves himself popped by to comment on it, which was nice. And then a couple of days later I realised I’d made a ridiculous typo in it and written “patroa” in place of “pátria”

*facepalm*

But it’s OK, because an eagle-eyed reader who spotted the mistake told me it still worked because patroa, the feminine form of “patrão” can also mean “wife“, just as in english you might hear blokey blokes refer to “the boss” or “she who must be obeyed” or whatever. And I’m married to someone who speaks a língua portuguesa, albeit with an accent the mainlanders sometimes affect not to understand, so I’ll just point to the publication date, 1 Abril, and pass it off as a joke. Yes, I am clever and funny and I never, ever make typos.

And I learned a new thing!

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Pais de April

Pais de Abril

Este livro surpreendeu-me, porque, pelo título, tinha assumido que fosse uma homenagem à revolução que decorreu em Abril de 1974, mas não é! O poema que deu o seu nome à antologia foi escrito em 1965! Mas o poeta teve um papel ativo na luta contra a ditadura, portanto aquele espírito revolucionário permeia a sua obra, quer durante aqueles anos escuros, quer nos poemas escritos após o estabelecimento da democracia. Portanto, eu não estava assim tão longe da verdade!

Thanks to Cristina of Say It In Portuguese for the help here.

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Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento (Marina Colasanti)

Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento

Este livro é uma coleção de contos que têm a atmosfera de contos de fadas: as personagens são reis, princesas e feiticeiras, entre outras. Mas apesar destas histórias curtas terem o mesmo tom dos contos infantis, há algo mais escuro nos temas das narrativas. E a estrutura da linguagem e a escolha das palavras dão um ar muito mais “adulto” à coleção.

A autora é uma brasileira muito premiada, mas o meu exemplar foi publicado pela editora Tinta de China para leitores portugueses. Como sempre, o livro, como objeto físico, é muito bonito, com capa dura cantos redondos e folhas grossas. Até cheira bem.

Thanks to Cristina for the corrections

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Lágrimas Da Terra?

Antes do nascimento da nossa filha, eu e a minha mulher fomos de férias para o Algarve com os meus pais e passámos um dia na praia numa cidade chamada Olhos de Água. Naquela altura nem sequer tinha tido uma única aula de português mas ainda assim, era óbvio o que queria dizer aquele nome.

Mas assumi que “eyes of water” significasse “lágrimas” ou algo do género, e talvez houvesse uma história de uma grande tragédia no passado desta pequena povoação, mas não tínhamos smartphones em dois mil e fosse-quando-fosse, portanto não havia método de verificar a minha teoria. Não pensei mais nisto, até anteontem, quando li a seguinte frase num livro: “E em cada quieto olho-d’água se defronta com uma nova imagem, sem que nenhuma seja aquela que mais deseja.” Desloquei-me para a estante onde vive o meu dicionário.

Olho-d'água

Um olho-d’água é uma fonte, ou seja uma nascente de água. Então, o nome da localidade tem origem na presença da várias fontes de água doce perto da praia. Está bem, isso faz todo o sentido.

Aliás, vi a página da Wikipédia e… Uau, há tantos hotéis em volta da cidade nos dias de hoje. Não me lembro de haver tantos edifícios grandes quando lá estivemos lá, 20 anos atrás.

Thanks to Cristina for the error-checking

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Nossa!

Porque é que estou a queixar-me agora?

É que… Peguei neste livro porque apeteceu-me ler algo fácil, mas embora seja um conjunto de contos infantis, com 94 páginas e muitas ilustrações, está cheio de palavras desconhecidas e gramática emaranhada.

Ora bem, segundo todos os livros que já estudei, a frase “Levasse a irmã” não deve* existir, mas olha, lá está na página. Que raios? Pensei muito e acho que percebo. A autora está a “reciclar” a gramática da frase anterior: “pediu-lhe que atendesse (…) o último (…) pedido” e depois, esclarecendo a ação implicada, podia ter dito “ou seja, pediu-lhe que levasse a irmã” mas ela não queria repetir as primeiras palavras, portanto limitou-se a acrescentar as palavras reveladoras.

Dito isso, acho que seria melhor se a frase fosse separado da frase anterior com uma vírgula em vez de um ponto final, mas não sou o rei da gramática e talvez esteja completamente errado!

*I originally wrote “deve não existir”, trying to imitate a sort of modern, affected way of emphasising the strength of feeling in english by shifting the “not” to another part of the sentence: “It needs to not exist” instead of “it doesn’t need to exist”. This seems not to be a thing in portuguese. Oh well, it was worth a try.

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O Revisor Adormeceu

Aparentemente não estou no pico de forma, porque fitei esta palavra durante quinze segundos antes de ter certeza de que, não, não é um novo tempo verbal mas sim uma gralha muito óbvia que o redactor devia ter apanhado!

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Miss, Mistreated

Signing into the Avanti Trains Wi-Fi the other day, I had to enter my personal details, including my title – you know, Mr, Mrs, Miss, etc. As usual, since my phone is in portuguese, the site delivered the portuguese version of the page and this was the list I got.

My first thought was that this was some sort of data quality error – maybe they had included a couple of department names (Perda=lost property? And Recuperação de desastres= Disaster Recovery) in their list of titles and that whoever had been given the job of translating it had just translated them without thinking.

But in reflection, how would that even happen? After a couple of minutes, I realised the original list was OK, it was just a spectacularly terrible bit of AI translation.

So starting from the top:

Senhor/a Deputado/a refer to members of parliament and since that would just be one item in an English list, I assume they started out as “lord” and “lady” or something

Perda is my favourite: Miss. One of the meanings of perda is a miss or a loss.

MS must be Ms. MS does exist in Priberam as the abbreviation for a Brazilian province called Mato Grosso do Sul.

Recuperação de Desastres is the biggest leap, but since there isn’t a “Doutor” in the list, my guess is that this one started out as “Dr”, so the AI read it as “DR” and since DR stands for Disaster Recovery in management speak, it’s translated it as Recuperação de Desastres

Rev isn’t translated. Boring.

Then you’ve got Mr and Mrs and the unpronounceable Mx that a few people were trying to make happen in about 2020, much to the annoyance of everyone else.

I wonder how much the consultant charged them for this load of crap. It’s a brilliant example of what happens if you cut corners!

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Crónicas de Lisboa

Acho que este livro precisa de mais redação. Uma leitora no Goodreads queixou-se da falta de um fio condutor entre as histórias, mas para mim, às vezes, faltava um fio condutor entre as vinhetas individuais das crónicas! Achei alguns contos um pouco confusos.

Contos? Não quero dizer “bandas desenhadas”? À primeira vista os contos são bandas desenhadas mas não há balões de diálogo, apenas textos curtos que fazem parte da narração da anedota. O livro trata de uma série de histórias curtas sobre uma personagem ou um evento na história da cidade. Cada uma é ilustrada com um traço caricaturistico, mas não chega a ser uma banda desenhada.

Bem, não estou a resmungar, achei várias histórias na antologia interessantes; aprendi muito e até “roubei” umas ideias para fornecer conteúdos ao meu blogue! Havia personagens bem conhecidas como Carlos do Carmo e Santo António e mais algumas que eu pessoalmente não conhecia, como por exemplo as duas Júlias e Madame Brouillard, Mas o livro não se lê bem, o que é uma pena porque podia ser ainda melhor se os autores tivessem prestado mais atenção aos textos e feito algumas mudanças para reunir os fragmentos como um todo satisfatório.