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Escreva uma História Sobre o Seu Bairro

…using expressions using the verb “dar” (I have added a few that weren’t in the book)

No ano passado, eu e alguns vizinhos estabelecemos uma associação de moradores no nosso prédio. Principalmente queríamos dar andamento às reparações que andavam atrasadas. Uma mulher que mora no terceiro andar recentemente deu à luz um par de gémeos mas teve de descer as escadas porque o elevador tinha dado o berro. E uma mulher com doença mental mora num apartamento onde entra a chuva pelo teto, e havia montes de problemas menos graves mas ainda chatos. A empresa responsável não dá troco nos nossos: promete sempre acertar estas coisas mas não dá conta do recado

Queríamos dar a mão aos vizinhos mais vulneráveis e, em geral,  não aceitar este serviço pouco satisfatório.

Infelizmente, acho que tivemos de dar o braço a torcer: além do trabalho em si dar água pela barba, há quem ache que estamos a dar graxa aos funcionários da empresa em vez de gritar com eles. Mas prefiro tratar os outros com respeito por mais chato que sejam!

Também há quem só queira dar com a língua nos dentes. Uma senhora que odeia o seu vizinho,  que fuma um cachimbo de água na sala de estar dele. Vejo bem quão nojento é este comportamento, mas não está connosco: e demos-lhe para trás. Não estamos aqui para arbitrar entre os vizinhos. Aconselhámo-la a falar com ele, ou fazer uma queixa oficial, mas realmente, para mim, quero mandá-la dar uma volta ao bilhar grande. Espero que os dois dêem a mão à palmatória, mas parece-me pouco provável que dê certo, porque ela dá ares de Hyacinth Bucket e ele não dá ouvidos a ninguém. 

Sou introvertido, mas o meu papel de secretário coloca-me no centro das atenções e muitas vezes não dou uma para a caixa.

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Mika

It wasn’t any of these people though

Eu e a minha família fomos aos Reais Jardins Botânicos de Kew para assistir ao concerto do Mika. Eu e a Olivia somos fãs. A Catarina nem por isso, mas gosta de música ao vivo.

Choveu durante o dia mas deixou de estar miserável antes do concerto, graças a Deus. Comemos pizza e bebemos um copo de vinho branco enquanto esperávamos. O cantor tocou muitas das nossas canções favoritas. Havia um grupo de quatro mulheres a dançar e a celebrar perto de nós. A minha filha estava encantada com a alegria delas e queria dançar com elas mas sentiu-se constrangida. Uma disse-nos que eram velhas amigas e que uma delas era uma remadora olímpica. E não mentiu, porque a Catarina reconheceu-a: foi a ex-atleta Katherine Grainger da nossa seleção de 2012. Ganhou uma medalha de ouro.

Foi uma noite em cheio!

Thanks as always to Cristina of Say it in Portuguese for the help. I wrote this one in a hurry so it was pretty terrible.

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Alimentação

Exercise from Português em Foco, corrected. The bold text is the question and the bit underneath is my answer.

De acordo com a médica Isabel do Carmo, os portugueses consomem uma média de 3883 quilocalorias diárias, quando o valor médio de consumo recomendado para um adulto é de 2000 a 2500. Este número aproxima‑se da realidade observada nos Estados Unidos da América. Fale sobre esta realidade no seu país e compare com outros países que conheça.

Segundo um artigo na BBC*, o nosso Gabinete Nacional de Estatísticas garante que os homens britânicos comem 3000 quilocalorias por dia e as mulheres 2500 mas ambos os grupos subavaliam o seu consumo calórico diário por 500 quilocalorias.  

O texto refere que um estudo publicado pelo Instituto Nacional de Estatística em 2010 sobre a Balança Alimentar dos Portugueses pinta um cenário negro da alimentação em Portugal. Compara, ainda, os hábitos alimentares do século XXI com os da década de 90 do século XX e conclui que a “dieta portuguesa tem‑se vindo progressivamente a afastar dos princípios da variedade, equilíbrio e moderação.” Para si, o que deve constituir uma dieta correta?

Alguém disse “Não come nada que não consegues pronunciar” (referindo-se aos nomes complicados dos químicos colocados em determinados produtos vendidos nos supermercados). É uma regra de ouro porque uma desvantagem da aplicação dos processos científicos à produção da comida é que existem muitos aditivos que prolongam a vida da comida mas não prolongam a vida do consumidor. 

Sugiro que tentemos comer coisas que façam parte da dieta dos nossos avós tanto quanto possível: ingredientes frescos, incluindo verduras. Mas os nossos avôs, ainda que não tivessem tantos aditivos e microplásticos na sua dieta, não sabiam tudo: o meu avô morreu de um AVC por causa de ter consumido demasiado sal, e acho que, no passado, os benefícios** da fibra alimentar não eram tão conhecidos como nos dias de hoje. Não quero renunciar a tudo o que sabe bem, mas acho que podemos aprender do passado sem perder a sabedoria moderna!

Observe, compare e comente as duas rodas alimentares*** apresentadas na imagem acima. O que pode dizer sobre a alimentação dos portugueses?

Duas rodas? Se calhar estou a ficar cego, mas apenas vejo uma… Se a imagem representa a alimentação dos portugueses, é um bom sinal, porque vemos na imagem um leque de itens contendo proteínas,  hidratos de carbono, vitaminas e minerais, com gordura em quantidade baixa. Há quem não coma carne por motivos de saúde, eu sei, mas carne não é prejudicial, desde que seja consumida em moderação

De acordo com o Texto D, a Direção‑Geral da Saúde portuguesa conclui que a população rural tende a ter uma alimentação mais saudável do que a urbana, por causa dos horários de trabalho rígidos, da escassez de tempo e da oferta alargada de “comidas da moda” na cidade.
Compare esta realidade com a do seu país.

Acho que somos mais ou menos iguais. Provavelmente nos últimos anos há mais profissionais nas zonas rurais porque é mais fácil trabalhar em casa, e é mais fácil arranjar “comidas da moda” por causa de serviços como Uber Eats e Deliveroo. Por outro lado, os habitantes das cidades têm mais flexibilidade na rotina diária e mais acesso a comida saudável, portanto a situação é ligeiramente mais complicada, mas de forma geral, continua ter alguma razão.

* a, not o, because it’s a corporação 

** I wrote “bens” but that’s more like “goods”, not benefits.

***Corrected from “rodas de alimentares” but since I copied and pasted it direct from the online textbook I don’t feel especially bad about getting this one wrong! Come on, textbook writers, sort yourselves out!

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Vinil Rubro – Mário Freitas e Alice Prestes

Vinil Rubro

Coloquei este livro no cesto enquanto estava a a buscar um livro de que precisava. Fiquei desiludido. Gostei da arte, mas não tem uma história. Quanta história é que um criador é capaz de contar em 16 páginas? Ela está sozinha em casa com saudades de alguém? Pois, acontece, mas não há mais nada e o álbum deixou-me insatisfeito.

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Eça de Queirós

Attempt to boil down a longish biography into 280 words and then (here) 12 lines*.

José Maria Eça de Queirós nasceu em 1845 na Póvoa de Varzim. Entrou no curso de Direito em 1861 em Coimbra onde conheceu os membros do movimento Geração de 70, liderado por Antero de Quental. Expôs-se a novas ideias: o realismo-naturalismo, o socialismo e o positivismo, mas não participou na Questão Coimbrã.   

Terminado a sua licenciatura, trabalhou como jornalista até 1872, quando se tornou cônsul no estrangeiro. Escreveu o Mistério da Estrada de Sintra em 1870, com Ramalho Ortigão. Os dois também colaboraram na escrita d’As Farpas**. No ano seguinte, apresentou uma conferência chamada “O Realismo Como Nova Expressão da Arte”, na qual refletiu sobre*** a influência da nova geração. 

Muitos livros seus são considerados clássicos, sobretudo Os Maias (1888). O seu distanciamento de Portugal deu-lhe o espaço necessário para retratar e criticar a sua própria sociedade.

*There were quite a lot of nice turns of phrase in the text so I was quite glad I wrote too much the first time. The members of Geração de 70 are described as “já então aglutinados em torno da figura carismática de Antero de Quental”. I like that it has much more character than my trimmed version. BTW I like puns so I was very pleased to come up with one when I was asked to reduce it further: “O meu texto é demasiado prolixo, mas se quiseres, envio mais palavras pró lixo!”

**Probably best translated as “barbs”. Arame farpado is barbed wire, but a barb can also be a stining comment and sure enough, farpa can mean the same in portuguese (Meaning number 7 here) Update – the spikes stuck into a bull in a bullfight are also called farpas tauromáticas, and so it’s more likely that

***I originally wrote “que refletiu…”, meaning it reflected the influence of the new generation, but that’s probably too literal and I probably should have said “que mostrou a influência or something

Thanks as always to Cristina for correcting the errors in the original version of this post

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Queria Ter Sabido Antes de Começar a Correr

Attempting to take notes while listening in real time, without skips or pauses, to this video from Hugo Barreto. I’m not going to polish this one or check it, so it’ll probably be full of errors, I just wanted to practice my listening skills.

Começou a correr em 2012. Eis as suas dicas.

Obter ténis adequados.

Usar protetor solar

Hidratação é importante, não só no fim do treino.

Nutrição, se correres uma hora ou mais

Não ter treinos iguais. É importante fazer treinos mais ou menos intensos, incluindo intervalos.

Descansar entre os treinos

Dormir bem para recuperar a força

Fazer treino muscular para fortalecer os músculos das pernas.

Fazer aquecimento antes de todos os treinos

Fazer um plano estruturado.

Também acrescentou mais duas dicas

Recomenda-se nos usarmos provas como parte do treino, e não sermos em modo competitivo em todas as provas, apenas um ou dois treinos chaves.

Experimentar um aquecimento mais estruturado: correr durante algum tempo antes da prova.

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Neon – Rita Alfaiate

Recebi esta BD como presente de uma amiga e comecei a ler quase de imediato.

Conta a história de uma rapariga que vive com o seu cão robô numa cidade quase vazia. A única outra pessoa que ela encontra no seu dia-a-dia é uma empregada do supermercado onde ela faz as compras. A autora faz com que a cidade inteira exista só para ela.

Há pouco diálogo mas a arte é incrível, e adoro como ela usa variações no estilo artístico para sinalizar as emoções da protagonista ou o “tom” da cena. Por exemplo, à volta da página 70, temos uma série de imagens embaciadas em preto e branco, uma que parece um desenho de um livro infantil, e uma muito realista, que espelha os sentimentos de pânico, isolamento e revelação quando ela vai à procura do cão e acaba por encontrar o cinema ao ar livre.

Adorei este álbum e irei procurar mais livros desta autora durante a minha próxima estadia em Portugal.