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Another Brick In Na Qual

Getting driven mad by the sense that although I usually know roughly when to use (o) qual and when to use que, I don’t really know why and I sometimes used to get pulled up by Dani on the Portuguese subreddit for getting it wrong, so I’m doing a data dump in a post to get it straight in my head. It’s going to be rambling. If you found this page on Google and you think I’m a teacher, LOL, go back to the search results, buddy, because I’m not that reliable.

The examples I’m thinking of are when que and qual are being used as “relative pronouns”. In other words, they are mostly dealing with situations where in English you would use “which”, when taking about a person or thing. “The parlous state to which American democracy has sunk”, “enjoy the tax breaks for which you have traded your freedom”. That kind of thing

There are other uses of qual (“Qual é a dúvida” for example) and lots of other uses of que (“o que é que é?”) but they are easier to deal with so I won’t be going into those. Nor do I have any trouble with words like quem, onde and cujo, which sometimes to the same job in English but only when dealing with people (quem =who), places (onde =where) or ownership by people (cujo=whose).

Está bem, vamos meter as mãos na massa. Começo com as notas no livro Qual é a Dúvida

Que

Used after monosyllabic prepositions – em que a que, com que, de que, por que. So “in which”, “to which”, etc

Qual

Used after other prepositions “para o qual”, “sobre o qual” (“for which”, “about which”). So far so good. It is “partitive” in other words, it singles something(s) out for discussion from among a larger group.

Here’s an example of o qual from…. Um… Somewhere:

“O lavrador sobre o qual falei” O qual is a relative pronoun here. The speaker has mentioned a ploughman earlier and he wants to refer to him again so he says “The ploughman about which (sobre o qual) I spoke…” The relative pronoun is a way of singling him out without having to do all the work of reintroducing him in the story.

So, relative pronouns usually come after prepositions but be careful, because there are some things that look like relative pronouns but aren’t. For example:

Confuso sobre qual palavra usar“. Qual seems like a relative pronoun here but it’s not. He is wondering “qual palavra usar?” and he’s confused about that, and the qual ends up being after sobre, but it isn’t doing the same job. In English it’s the difference between “I’m confused about which word to use” and “Ah, so this is the new Fado about which the critics are losing their shit”.

O qual differs from que in these situations because it always has an article (‘o’) tacked on, which means it’s going to change with the gender and number of the thing it’s referring to, so it could be “a qual” or “as quais” or whatever, whereas que is always que.

Hm, ok, we’ll, moving on, let’s see if we can find anyone else with some light to shed.

This Ciberdúvidas page discusses em que and no qual as substitutes for onde in a sentence. So you might choose to say “the University in which I studied” instead of “the University where I studied”. The correspondent reckons it comes down to what sounds best.

This (Brazilian) teacher advises that o qual  is mainly useful for avoiding constantly repeating the word “que” every five seconds. Que is a very overused word in Portuguese and there might be situations where you’ve used it so often in a sentence that using it again is going to confuse things, perhaps…?

This page for school-age children focuses specifically on “no qual” but doesn’t shed much light except to show examples of cases where o qual is basically synonymous with que, and you can check whether you are using it correctly by substituting “que” and seeing if the sentence works.

So is that it then? At bottom, it’s not really a grammar rule as such, just a question of what sounds gooder?

I poked around some more because I couldn’t quite believe it. This Ciberdúvidas page gives a few situations where it’s important to use one or the other, and I thought maybe he would be more rulesy, but, on closer inspection, he was just ruling out some of the other uses of qual and que discussed above:

O rapaz que tinha medo do escuro venceu os seus obstáculos

O qual wouldn’t fit here, but that’s because it isn’t really acting as a relative pronoun anyway. It’s a determiner I think. In English we would use “that” or “who” instead of “which”

And he goes on to talk about prepositions of one syllable…

‘A verdade é um postigo/ A que ninguém vem falar.’ (Pessoa)

Versus prepositions with two…

‘Tinha vindo para se libertar do abismo sobre o qual sua negra alma vivia debruçada.’ (Torga)

And that’s really just a question of which sounds better, again.

Well, that was a bit of an anticlimax. I thought it would be more complicated than this, but that’s OK. I feel a bit more confident in using them after this deep dive.

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On Living In the Moment (aka Being a Disorganised Mess)

Às vezes, a minha esposa goza comigo por causa da minha falta de planeamento. Tem razão até certo ponto. Faço planos quando é preciso fazer planos (por exemplo, um exame, a reforma, o pedido de cidadania, as plantas que quero plantar no próximo ano) mas noutras situações, vivo aleatoriamente. Hoje, estava a trabalhar na sala de estar às cinco horas de tarde, quando o meu telephone me chamou a atenção. Ergui a cabeça. Um aviso acabou de aparecer: Cuca Rosetta, Hackney Church, 19:00. Que surpresa! Tenho bilhetes para um concerto que o eu-do-passado tinha comprado e até fez jus a arranjar um lembrete para que o eu-do-futuro não se esqueça.

Continuei com o meu trabalho até às 17.45, levantei-me, vesti-me rapidamente e saí da casa, voltando apenas uma vez para apanhar os meus auscultadores (esqueço me sempre de alguma coisinha ou duas… Ou três, na verdade). A Catarina riu-se quando expliquei, mas ficou contente por ter o apartamento, livre de maridos, durante 4 horas e tal.

Estou no comboio para Hackney. Espero que valha a pena após toda esta cuidadosa preparação.

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Podcast

The free recording of Amor de Perdição I listened to a while ago seems not to exist any more, but I had a dig around and there’s a podcast called Livros Para Ouvir, available in a few places, including on Spotify. It’s no longer active, but there are a few whole books there, all old classics (and, presumably therefore public domain?)

  • O Primo Basílio
  • A Cidade é as Serras
  • A Abóbada
  • Amor de Perdição
  • O Crime do Padre Amaro
  • Os Maias

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In Time and Space

Revi alguns exercícios do livro “Qual É A Duvida” sobre passar o discurso direto para o discurso indireto. Não é assim tão difícil mas escaparam-me determinadas “regras do jogo”, sobretudo que não só preciso de mudar o tempo verbal mas também o sítio onde os eventos descritos aconteceram. Quando fazemos estes exercícios, imaginamos que estamos num outro lugar, a contar a história que contem o diálogo.

Por exemplo, na frase seguinte

19. Para ele ter vindo , teria de ter passado pela segurança e não há nenhum registo. Portanto é que não veio

Rescrevi com mudanças do tempo verbal, mas retive o “cá”, mas estou a descrever eventos que aconteceram algures, sabe-se lá onde.

A. Eles afirmaram que, para ele ter ido , teria de ter passado pela segurança e que não havia nenhum registo. Portanto, era porque ele não tinha ido.

Igualmente “este” passa para “aquele”, “isso” para “aquilo” e assim por diante, porque o objeto referido pelo pronome demonstrativo está longe de nós os dois, o narrador e o ouvinte.

18 Se ele tivesse dito isso, eu seria a primeira a saber

A. Ela disse que, se ele tivesse dito aquilo, ela seria a primeira a saber.

Tudo isto é mesmo óbvio mas tinha-me esquecido de tudo, portanto valeu mesmo a pena fazer os exercícios mais uma vez.

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Ugh…

C’um caraças, que dia. Hoje de manhã, ouvi as notícias sobre aquele filho de puta cor de laranja e agora alguém está a falar espanhol na sala de estar enquanto estou a escrever português. Pois, uma destas coisas é pior do que a outra, mas ainda assim… Graças a Deus pela bênção de auscultadores. 🎧

Ora bem, volto à carga. Nem sequer pausei o temporizador. Esta não é uma estratégia eficaz para fazer um exame.

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More Active Listening

Eh pá, após aquele exercício com a guitarrista, senti-me ligeiramente pessimista, portanto decidi fazer mais dois exercícios, para recuperar o auto-estima. Desta vez sem batotas. Vou corrigir erros de digitação e mais nada.

Não há nada para fazer na Madeira?

“a madeira é aborrecida” etc

Falta de pesquisa, video para corrigir. Aniversario da namorada, fui at teatro ver um amigo num espetáculo.

Exposição Galeria Marca d’água, muitas pessoas, muitos petiscos, (descreve os quadros) Gin Tónico

Concerto de Carolina Deslandes (woah! That’s a coincidence! I mentioned her in the last one too!)

Um dia, 3 eventos

FNAC ‘ workshop sobre drones com Paulo (?)

Desenhos realistas

foi ao cinema ver um filme de Sherlock Holmes

Mais um concerto à noite (Xutos?)

Alista vários lugares na ilha e diz que há montes de eventos – concertos, DJ sets, “coisas existem e é preciso é voces pesquisarem”

Golegã 2023 – Feira Nacional dos Agrobetos

Este vídeo está na minha lista há mais de um ano, mas nunca me apeteci ver. Nem sequer me lembro por que razão marquei para ver mais tarde, mas aqui vou eu: mais vale tarde do que nunca, certo?. Antes de mais- Golegã? É uma vila em Santarém que se orgulha em ser o “Capital do Cavalo”. E um Agrobeto? Se não me engano, deve ser a versão rural do beto típico, sobre o qual escrevi há algum tempo. Então, acho que este festival é o Windsor Horse Show de Portugal.

(PAUSA) Hm, interessante, o anfitrião está a aproximar-se dos participantes como se lhe pedindo com jeitinho as suas opiniões mas acho que está a ridicularizar a cena inteira, tipo Ali G. Estou intrigado. Alguém se vai passar? Vamos ver…

“Machos lusitanos, homens de meia idade a exibir as suas leggings” kkk

Dica para quem quer impressionar um cavalo Não se explique – diz várias vezes “montar” o cavalo que acho é um duplo’significado

“Armar a pingarelho*”

3 cavalos “tão betos”

Votas no PS? Não

Tourada

Que achas dos betos? Não gosto

O senhor é um passageiro? ele está a conduzir

Não bebeu nada

cocó “música de David Carreira”

boato « unica do seu grupo que dá dois beijinhos – não, mais do que dois

pessoas que se levantam as 6 horas e bebem em moderação – corajosas

(PAUSA) Oh shit, he just mentioned Carolina Deslandes again – that’s a Deslandes Hat-trick right there!!!)

Já ouvi a nova música de Carolina Deslandes – (letras uma piada) é uma praga, não gosto

Como impressionar um cavalo além do bigode – massagem na barriga

O teu cio não e da prata mas aço inoxidável

opinião sobre betos?

Tens uma égua na família

quantos tios

imagina durante a noite ser tão bêbado … bebés

Quinta pata do cavalo

Mais sapatos de vela por metro quadrado

sangue é vermelho ou azul

Estás aqui para gozar com os betos

Julgas Telmos**? Nao, somos todos iguais

Tres filhos imagina um filho leva uma namorada que coloca um guardanapo no topo da mesa. Falta de educação? Não

Hm, it probably wasn’t a good video to pick, oh damn I’m writing english, porque é compostos de tantos diálogos que não é possível resumir um pensamento inteiro de forma que seria necessário num exame. Acabei por transcrever frases sem pensamento. Mas não faz mal.. Entendi basicamente tudo, apesar do sotaques, e aprendi algumas coisas ao mesmo tempo!

*According to Priberam, this is an expression meaning to puff yourself up but only by pretending to be something that isn’t all that impressive anyway.

**I assume this is just a name since the same woman has expressed acceptance of Betos, I guess Telmo is maybe another character in the same soap? Wild guess…

Posted in English, Portuguese

Grandas Malhas

Active listening exercise for this interview with Raquel Martins, the support act at the Carolina Deslandes gig we went to a few weeks back. She seems to be getting quite a lot of interest at the moment, which is great since she’s obviously a very talented player. The word malha in the title can have a few different meanings from mail (like chain mail, not postage) to knitting to the act of hammering something out, but can also mean a musical track. Granda isn’t standard portuguese, but you hear “ganda” meaning great, and I think this is the same kind of thing. I guess if it were English it would be called “Great Riffs” or something, even if Deepl thinks it means “chunky knitwear”.

I find it really hard to follow her accent, the speed at which she talks and frequent jumps that don’t result in complete sentences, plus I think there are musical terms in there that I don’t understand since she’s discussing music with another musician, and some of the words – Jazz, voicings, management etc – are in English. Basically, I missed a *lot* but I think. I’ll go back and listen a couple more times because I need to tune my ears into this kind of conversation. OK, it’s a bit later now and I just listened again with better headphones. I am still flummoxed by the word salad of english and portuguese, but I picked up some more things I’d missed and chucked those into what I’d already jotted down. I also…. I might just be imagining it but between 13:10 and 13:20 it sounds like she says “coisas mesmo abertas” and then corrects herself to “mesmas abertas”. That… that’s not right is it…? I mean, she’s a native speaker so she must know, but… surely… Christ, I feel like I am losing braincells here.

Anyway, bottom line, I really enjoyed the interview and hearing her noodle around with her guitar but if there are any recordings like this on the exam I am fuckity fucked.

Em Porto – incrível! Na academia guitarra convidado por Miguel de Neves (?)

Primeira coisa que aprendeste?

clássico que toda a gente aprende (mas não sei o que é a música que toca)

Geração gap

Porque decidiste tocar?

Piano, guitar toda rota, sempre quis pegar na guitarra

Na escola – começou com clássica , elétrica apos 3 anos

Quando levaste isto mais a sério?

Tudo natural, não tinha outros planos acabei quando acabei 12o… decidiu? para Londres? Durante a pandemia

Primeiras coisas como artista?

Ainda em Portugal, quando teve um sentimento forte. Muitas coisas que não era musicas. Numa banda na escola, adorava. Giro.

Como mudaste em Londres?

Super multi cultural. Máquinas? Jams – subiu para palco. Ficou interessada na técnica. Interesse em jazz, quando focou em som comecei a agarrar (?) a guitarra novamente

Coisas tuas – evolução – coisa que escreveste e achaste “cheguei”?

Em Londres, fusão de géneros. misturados

Toca exemplos de harmonia com influência brasileira

Mesma corda… demonstra como estilos mudam a corda

Outros guitarristas influenciadores?

George Benson ‘ adorava, Spanky Alford (a tocar) Harmonias mais tradicionais, voicings mais… brasileiro?

Qual é o peso dos efeitos no teu estilo?

Recentes, quer criar novas texturas. Adoro as texturas, começou em Londres – concertos, muitas pessoas na banda… Freeez, uma cena importante (ela demonstra). Usa delay, timeline gosta porque tem imensas texturas. Muito tranquilo… Um pedal que se pode explorar. Não é assim tão complicado.

Convites para tocar com Outros artistas?

(ri-se mas não sei bem porquê) repetir? Não

Comecei na faculdade, ha muitas guitarristas

Várias nomes, oportunidades de viajar nos EUA e ter experiência no palco e conhecer pessoas do management e aprender mas é stressante balançar tudo e muito cansativo. Já fizeste muito trabalho na estrada…

Porque sou muito velho? É isso?

Interessada em misturar coisas tradicionais e modernas … Experimentar – uma flauta com efeitos, Muito recente.

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A Educação Física – Joana Mosi

Joana Mosi - a Educação Física

Gostei d’O Mangusto, mas o livro mais recente da mesma autora é uma desilusão. Não havia nada que me agarrou. As personagens não me interessaram, não havia um enredo, nem diálogo divertido e é tão mal desenhado que muitas vezes eu nem sequer sabia quem estava a falar.

Se este livro tivesse algo que pode ser chamado “um enredo”  seria sobre um grupo de mulheres que combinam ir ao ginásio diariamente, mas na verdade, isso acontece pousas vezes, e a protagonista (se for possível dizer “este livro tem uma protagonista”) é chata. Não faz jus a nada, está a namorar com um homem casado, não tem sentido de humor nem qualidades notáveis. Não me lembro do nome dela, e quero lá saber.

Levou-me imenso tempo a ler.

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Fun Words I Found In My Banda Desenhada

Calhandreiro/a is an antiquated word meaning someone who emptied a calhandro (basically, an old-fashioned word for a bin). In modern slang it means the same as bisbilhoteiro/a – ie a gossip. And specifically, the female form can mean a prostitute too, but I’m pretty sure that’s not what she means here!
Enxaqueca is a good example of why you shouldn’t just guess the meaning of a word. Since quecas looks like cuecas, meaning “underpants” and enxa sounds like it’s related to “encher” I thought encha-cuecas would be something messy and unpleasant, but no, it’s just a migraine. So, unpleasant but at least doesn’t require cleaning up.

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Full MECs

É-me interessante que chumbei dolorosamente em tantos exercícios mas logo que encontro um texto de um autor cujos livros conheço e cujo sentido de humor aprecio muito, não fiz um único erro. Será que a simpatia que eu sinto face ao autor me dá uma vantagem em desenroscar a gramática do texto? Faço figas na esperança de receber um exame com textos de Ricardo Araújo Pereira e letras dos Deolinda!