Hm, actually, I bet I could do that whole thing in Portuguese:
Ora, chegaram os nossos passaportes e agora não tenho desculpa para não visitar Portugal*. Mas tenho sentimentos mistos**. Como expliquei, a tremer durante a “produção oral” do exame B1, “tenho medo de voar”, e é difícil andar de canoa, então preciso de engolir dois “diazepam” regado com uma ou duas garrafas de uísque*** e esperar que acorde em Lisboa. Vamos daqui a duas semanas, antes do próximo exame, que deve ajudar-me muito. Quando chegarmos (se chegarmos lá vivos) vou estar em modo de trabalho de casa. Se alguém falar comigo em inglês, não vou explicar, com dificuldade, que estou a estudar, vou dizer “desculpe, sou Dinamarquês” e afirmar uma ausência total de conhecimento da minha língua nativa.
*=Sim, eu sei que não preciso dum passaporte porque os dois países pertencem à UE, mas nos dias do “Brexit” quem sabe até onde a Theresa May vai fechar as fronteiras?
**= Mixed feelings – and yes, this does work in Portuguese, Sophia assures me
***=Apparently “whiskey” is more idiomatic but who can resist this spelling?


Na segunda-feira, a minha esposa e eu fomos ao Barbican Centre, uma sala de concertos em Londres para ver um concerto da famosa cantora Ana Moura. O nosso sobrinho, que tem vinte e dois anos, cuidou da nossa filha. Ambos fomos directos do trabalho e mesmo assim quase chegámos atrasados. Sem surpresa, quando chegamos, ouvimos muitas vozes portuguesas no átrio, porque a Ana Moura é muito mais conhecida em Portugal do que em Inglaterra e vivem entre quarenta mil e cinquenta mil portugueses em Londres, a trabalhar principalmente na indústria de serviços.
Lilac Wine de Nina Simone. Ela disse que “Lilac Wine” é uma canção que representa o espírito do fado apesar de não ser portuguesa. Depois de três canções um homem na audiência gritou “Ah Fadista”. Aparentemente isto é um grande elogio para uma cantora. Finalmente, ela cantou as duas canções mais conhecidas, que se chamam “Dia de Folga” e “Desfado”.