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Leveling Up

I’m on day 66 of my epic quest for C1 competence. I’ve finished Português Atual (which is one of the books reviewed on this page) and signed on for the Instituto Camões course. They are the people responsible for administering the exams so I feel like this is “straight from the horse’s mouth” as it were, but I wish they’d work on the website a bit more because all I’ve learned so far is how to say “page loading”.

I’ll update on here as I go along. If I go along…

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Portugueses Na Grande Guerra

Portugueses Na Grande Guerra de Carlos Baptista Mendes

Um dos meus projectos de estimação é tentar aprender mais sobre a história de Portugal. Deparei com este livro durante uma visita à uma livraria online e fiquei interessado porque confesso que raramente ouço falar do facto de que Portugal fez parte do conflito que devastou a Europa durante 4 anos mas fez, mesmo, e não só na Europa mas também em África onde os portugueses lutaram contra as alemães no sudoeste do país na fronteira de Angola e Namíbia por exemplo.

Portugueses Na Grande Guerra (The Portuguese in the Great by Carlos Baptista Mendes)

Quase achei que estava a ler uma sequela ao Auto À República porque os eventos neste livro decorreram logo depois do nascimento da República e tiveram raízes na mesma conferência em Berlim que deu à luz a grande época do colonialismo, a partilha de África que alimentou as rivalidades entre os impérios europeus. Felizmente, neste conflito, os nossos países lutaram lado a lado. “Com os Bretões marchar, marchar!”*

Os contos de heroísmo são narrados na forma duma série de bandas desenhadas e são histórias verídicas, claro. O livro tem prefácio do General Loureiro dos Santos cuja carreira abrangeu vários papéis importantes nas forças armada e no governo do país.

*This is a sort of joke based on the national anthem. I’ll be doing a post about that fairly soon.

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Um Auto À República

Opinião d'”Um Auto À República” de Cidália Fernandes

Este livrinho é um texto dramático – um guião duma peça de teatro que podia ser apresentado numa escola enquanto parte de… Suponho… um programa educativo sobre a cidadania e o crescimento da democracia em Portugal.

Um auto à República

Mas há uma peça dentro da peça. Ou seja as personagens são alunos e a sua professora pede-lhes apresentar uma peça de teatro. Então, eles assumem papéis de pessoas históricas tal como o Rei D. Carlos e o poeta Guerra Junqueiro, e representam a história daquela época, explicando o Mapa Cor-De-Rosa, o ultimato da Grã-Bretanha, e a perda de confiança no papel da monarquia.

O livro foi escrito há 12 anos. O que mais me chamou a atenção foi o seu modo como fala de África. Não só os protagonistas da peça-dentro-da-peça mas até os alunos e a sua professora (que vivia no tempo presente) falam do território disputado como se pertencesse ou a Portugal ou à Grã Bretanha e ninguém perguntou “Hum…e os africanos?”. Não há dúvida que nós ingleses sofremos da mesma cegueira de vez em quando… Acho que hoje em dia um professor de qualquer destes países seria mais cauteloso e lembraria que há mais de um lado – e até mais de dois – em cada história!

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A Metrópole Feérica

Opinião sobre um livro de José Carlos Fernandes e Luís Henriques

Quanto mais livros de José Carlos Fernandes leio, mais gosto do seu modo de criar mundos surrealistas. Nesta banda desenhada, introduzem-se seis cidades imaginárias, cada uma com a sua própria história. Embora seja BD, não é um exemplo típico do género. Os desenhos são arrepiantes e escuros, e existem poucos balões de diálogo, so de narração. É quase uma colecção de contos absurdos, cada um ilustrado com um estilo adequado ao seu assunto.

Para mim, o capítulo mais bem sucedido é o último que reconta a história da torre de babel. Adoro ficção que usa, como base, temas religiosos e este, como o Caim de José Saramago e o último capítulo do Bichos de Miquel Torga é um exemplo excelente, cheio de humor contundente.

A Metrópole Feérica de José Carlos Fernandes
A Metrópole Feérica
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Children of the Corno

I see the word corno a lot on social media in different contexts so I thought I’d dig into it a bit.

Corno
Me so corny

Ordinary, standard meanings are pretty straightforward:

  • A horn – ie, what a cow has on its head (you’ll also see “chifre” and “galho” especially in relation to a deer’s antlers, but the distinction between horns and antlers seems a little permeable…?)
  • By extension, various other things that are a bit like horns (antennae, tentacles, bone spurs and so on) will sometimes be referred to as cornos. You’ll also see “corno de abundância” or “corno de Amalteia” for cornucopia, or corno de sapato for shoehorn, for example.
  • A horn on a car (I’ve never seen this in the wild – buzina is the more usual word – but this definition exists in priberam).
  • One of the points at either end of a crescent moon.
  • A kind of plant – careful though, its not what we call corn (that’s milho), but a family of shrubs in the cornacea family.

But when I see it on social media, it usually means one of two things, depending on whether its singular or plural.

When it’s in the singular, it usually means cuckold, either in the original sense of a man whose wife is unfaithful, or the more modern one of someone who enjoys watching his wife be unfaithful. So when you see it online it’s often by the sort of person who would use the word “cuck” as an insult in English. They tend not to be the loveliest people, I’m afraid.

And in the plural, it usually means the face or head – so “um tiro nos cornos” =a bullet in the head, “levou uma pá nos cornos” = he got hit in the face with a shovel, and you’ll see various combinations of levar/ apanhar/ dar + nos cornos meaning various types of damage being inflicted above the neckline. In some cases it’s figurative – if someone loses a war or an argument or a football match, say.

There’s also “passado dos cornos”, gone in the head, meaning maluco or doido.

Calm down, lad!

So there you go. I hope you have enjoyed this dose of hardcore cornography. I feel like I should set homework for you. Try going in twitter now and searching for the expression “nos cornos”. Browse through a few examples and see if you can work out what the tweeter is trying to imply – whether they’re describing an actual physical injury or just some sort of defeat. Tell me your favourite example in the comments.

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Anatomy of a Dad Joke

My plot to demoralise the Portuguese Republic by inflicting terrible puns on its citizens until they are unable to function continues apace. Here’s one I did yesterday – with a translation and explanation below.

Fui expulso da Sociedade Geográfica por ter insistido que o Terramoto de 1755 foi causado por moluscos marinhos. A partir daí, os sócios recusaram de falar comigo.
Foi um ostrasismo.

So the translation is:

I was expelled from the Geographical Society for insisting that the great earthquake of 1755 was caused by marine molluscs. From then on, the other members refused to speak to me. 
It was an ostracism

It’s probably obvious *where* the pun is. Ostracism is the word that sticks out as unusual. So why is it meant to be funny? Ostracismo is supposed to be spelled with a C, not an S, as I’ve written it. Ostra means oyster and Sismo is another word for earthquake. So… Ostra Sismo.

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Fazer’s On Stun

Another C1 Exercise: uses of Fazer with a preposition

Não te faças de sonso. Diz-me! Passaste ou não passaste? (Fazer-se de = to our on an act – so this first sentence is like “don’t act all coy”)

Não estudei e isso fez com que chumbasse no exame. (fazer com que = to have a consequence. Note the use of the subjunctive after it)

Os meus pais queriam ir de férias durante o período letivo, por isso mandaram um email que a fazer de conta que eu estava doente (fazer de conta = to pretend)

Eu também, fiz por aprender mas não consegui reter nada do assunto. (fazer por = to make an effort)

Precisas de trabalhar e fazer pela vida (Fazer pela vida = to make a living)

Tens febre. Queres uma tigela de canja? O que é que posso fazer por ti? (this Fazer por isn’t really a comound verb. He’s just offering to do something for the person)

Farei um grande esforço para ajudar* o meu vizinho que quer pintar o quarto da filha mas não consegue mover os móveis. (Also not a comound verb. He’s just making an effort to help. This sentence and the one above are good examples of the subtle differences between por and para, I think. You’d translate both as “for” in English but in this case, the person is making an effort in order to help, so you use para, whereas in the previous paragraph you’re doing something as a result of their need, so it’s por)

Quando era sócio do clube de drama, fiz de príncipe da Dinamarca numa peça chamada… Hum… Hamster ou algo do género. (Fazer de = to act like, to represent)

Fiz o relatório da câmara municipal (This fazer de isn’t a compound verb – I just made the report about the local government)

Este texto faz parte da minha aprendizagem de português. (Fazer parte de =to be a part of something)

I feel you, Scotty (image: Swear Trek)
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Paulina Chiziane

Parabéns à Paulina Chiziane, vencedora do Prémio Camões. Estas são notícias antigas porque a decisão do júri foi anunciada há quase três semanas mas não tinha ouvido até hoje quando a Livraria Bertrand enviou um email com a sua foto e uma promoção de livros dela.

(The link goes to Bertrand who gave 20% off her books. If you’re in the UK, Foyles have some of her books in bith English and Portuguese too)

Paulina Chiziane
Paulina Chiziane
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Idiotas Úteis e Inúteis

Idiotas Úteis e Inúteis de Ricardo Araújo Pereira
Idiotas Úteis e Inúteis

Este é o quarto alivro do Ricardo Araújo Pereira que já li. O autor é, sem dúvida, um dos meus autores portugueses preferidos. Ri em voz alta muitas vezes. O livro é composto por vários artigos publicados num jornal brasileiro chamado “Folha de S Paulo”. Fala da nossa história recente: a vida sob a sombra do Trump e do Bolsonaro e o surgimento da pandemia que continua a estragar tudo já mais de um ano depois do lançamento do livro.
Os melhores artigos alimentam o pensamento também, porque o escritor tem um ponto de vista interessante mas, quer tenha algo importante a dizer, quer não, os artigos divertem-me sempre. Li o livro na cama mas não me trouxe um sono tranquilo porque estava a gargalhar tanto.

Idiotas Úteis e Inúteis is available from Bertrand. I don’t see any British shops selling it I’m afraid.

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Vendas de Porta-Bagagens

Factos Verídicos Fam. Thanks to Cataphract for the corrections

Há quem adore participar em mercados de coisas de segunda mão que decorrem muitas vezes antes do nascer do dia 😱. Não compreendo este desejo mas existem tais pessoas. A sério.

A escola da minha filha tem uma “boot sale” (venda de porta-bagagens*) que tem lugar uma vez por mês. É organizada por voluntários, maioritariamente pais de estudantes mas há também professores e pais de ex-estudantes e os lucros financiam actividades extra-curriculares.

Hoje de manhã, a minha mulher levantou-se cedo para ajudar na venda de hoje. Infelizmente havia um atraso na entrada no qual era localizada. Às 6.32 uns chalupas que levam as vendas demasiado a sério começaram a queixar-se.
“Deixem-nos entrar. Os carros já estão a andar” e tanto faz.
Os voluntários recusaram porque não receberam “luz verde” e um gajo de vinte e tal anos começou a berrar na cara dum voluntário “Vai-te foder seu filho de puta. Deixa-nos entrar”. O voluntário é velho mas felizmente, é português assim como a minha mulher, e os descendentes de Afonso I o Conquistador não se submetem a este tipo de javardices e intimidação. Não lhe permitiram entrar até que tudo estivesse seguro.

*aka porta-malas, aka bagageira