Faço certos erros tantas vezes que acho que preciso de escrever exemplos cem vezes no quadro negro para enraizar o hábito bom. “Chegar ao país” por exemplo. Em inglês dizemos “Chegar no país”. Mas… em inglês, estás a ver…

Faço certos erros tantas vezes que acho que preciso de escrever exemplos cem vezes no quadro negro para enraizar o hábito bom. “Chegar ao país” por exemplo. Em inglês dizemos “Chegar no país”. Mas… em inglês, estás a ver…

Translation Time! I was drawn to this song because it has two words I don’t recognise in the title. They proved to be incredibly hard to translate. If you go directly from what Priberam says, the title means “It makes sparks and a barren wasteland” which obviously makes no sense. I asked around and the answers I got were
OK, so it’s noisy, chaotic. So… an explosion? Some sort of massive freak-out or general mayhem?
Next question: What the heck tense is it in? Portugal is very sparing with its national pronoun reserves, and it’s not totally clear whether “faz” is third person present (talking about the experience she’s having?) or second person imperative (telling you, the listener what to do). In other words is she saying “It makes sparks…” or “Make sparks!” I think the second, just because some of the lines don’t make sense otherwise. It brings confetti to the garden? How?
So assuming whatever faísca and chavascal mean they’re something that a human is capable of doing, I’ve gone with “Be flashy and make a scene”. I’m sure this is debatable but this seems like it follows a trend line through the available evidence and I hope I’m not too far wrong.
The actual music is a bit odd. The arrangement has a whiplash change of mood, going from sultry club jazz to cringey pop when it hits the chorus, and some of the camera work is quite shonky too, but never mind, here we go!
| Portuguese | English |
|---|---|
| aaaaaahhh acordo a tempo de chegar ensaio o espaço e volto atrás sem ver os tons a mudar ooooohh, aaaaahhh esperei sete ondas para saltar clarões em branco e lilás quem são os teus orixás? pergunto | aaaaahhh I wake up when it’s time to arrive I study the space and turn back Without seeing the tones change Ooooohh, aaaaahhh I wait seven waves before jumping Flashes of white and lilac Who are your idols*? I ask |
| faz faísca e chavascal got addicted, não tem mal não és tu (não és tu…) traz confettis pro quintal com pitanga é carnaval tudo cru, ooooohhh faz faísca e chavascal faz faísca e chavascal got addicted, não tem mal ooooohhhh | Be flashy and make a scene Got addicted, don’t take it badly It’s not you (it’s not you) Bring confetti to the garden With pitanga** it’s carnival All raw, ooooohhh Be flashy and make a scene Be flashy and make a scene Got addicted, don’t take it badly ooooohhh |
| água na boca vinho a compensar nada no ombro e nada pra falar dá sempre pra duvidar ou então largar as rosas no mar | Water in the mouth Wine to compensate Nothing on the shoulder And nothing to sat It always makes me doubt Or even leave roses in the sea |
| faz faísca e chavascal faz faísca e chavascal traz a fruta tropical faz o próprio carnaval | Be flashy and make a scene Be flashy and make a scene Bring the tropical fruit make your own carnival |
| faz faísca e chavascal got addicted, não tem mal não és tu (não és tu…) traz confettis pro quintal com pitanga é carnaval tudo cru, ooooohhh | Be flashy and make a scene Got addicted, it’s not bad It’s not you (it’s not you) Bring confetti to the garden With pitanga** it’s carnival All raw, ooooohhh |
| faz faísca e chavascal faz faísca e chavascal got addicted, não tem mal ooooohhhh | Be flashy and make a scene Be flashy and make a scene Got addicted, don’t take it badly ooooohhh |
*Specifically, an orixá is a representation of a minor divinity in the Yoruba religion
**Pitanga isn’t really a fruit we have in the UK, and the wiki page gives a few names, but since one of them is just “pitanga”, I’ve left this alone.

Sou membro de um grupo online chamado “O que é esta planta?”. O propósito do site é bastante óbvio: identificar plantas, folhas e flores encontrados no dia-a-dia. Na semana passada, alguém compartilhou esta foto, perguntando qual é a flor na imagem, sem saber que a resposta está escrita na garrafa. “Esteva” é o nome da flor. Em latim, diz-se Cistus Ladinifer, e em inglês é “rockrose”, e é muito bonita, não é?
Mas, sendo um estudante da cultura portuguesa, eu fiquei curioso sobre a marca: Casa Ferreirinha.
Segundo a Wikipédia, “Ferreirinha” refere-se à empresária D Antónia Adelaide Ferreira, uma cultivadora de vinho do Porto que viveu no século XIX. Casou-se com um primo (estes ricos são uns esquisitos, não é?) mas ficou viúva com 33 anos, e ainda bem porque o primo-marido (primarido?) era extravagante e esbanjou grande parte do seu dinheiro.
Na viuvez, a empresária foi alargando as suas terras. Comprou quintas nos lugares mais soalheiros, meteu-se na política, preocupou-se com as famílias nas suas terras e adegas, e como resultado era vista com carrinho. Casou-se pela segunda vez com o administrador da empresa. Fiquei interessado por ver que se deslocou para Inglaterra à procura dos meios mais modernos para combater a filoxera. Nós não temos uma história de cultivo de vinhas, mas temos um jardim botânico logo ao pé de mim, portanto perguntei-me se ela passou algum tempo aqui em Kew.
Todavia, a empresa, atualmente conhecida por Casa Ferreirinha não é a sua. A história é contraditória: Segundo o site Sogrape, a marca tem “mais de 250 anos de história”, ou seja, é mais antiga do que ela, mas segundo a Wikipédia, o seu segundo dono nasceu em 1913. Eu não sei, mas ao que parece o nome é apenas uma homenagem a ela.
…O que é que é um pastel de nata. Estava num café em Preston.
Spoiler Alert: Já sabia.
Mencionei ontem a palavra “Fulano”. Tenho a ouvido várias vezes e adivinhei que queria dizer alguma coisa como “idiota” (provavelmente um falso amigo: soa como “fool”) mas confesso que não prestei muito atenção à palavra principalmente porque apenas a ouvi na fala de brasileiros portanto achava que era um brasileirismo.
Oh leitor, enganei-me duas vezes. Esta palavra é oriundo da Arábia. Fulân significa “alguém” em árabe, portanto Fulano refere-se a uma pessoa indeterminada, ou que não se quer nomear, ou o que nós chamamos “John Doe” em inglês. Existe nas línguas castelhana e Galega.
Se houver mais de uma pessoa, pode-se usar a expressão “Fulano, Sicrano e Beltrano” que é igual à nossa “Tom, Dick and Harry