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Governo de Portugal

Governo de Portugal

Li com os meus ouvidos* um livro chamado “Governo de Portugal“. É muito educativo e o narrador fez bom trabalho porque não o achei aborrecido.

Que pena que tenho a memória de um peixe-dourado e me vou esquecer de tudo dentro de cinco dias.

*The corrector sensibly changed this to “Ouvi um audiolivro” but I prefer my version!

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Pneudez

Ontem, a caminho de casa, deparei-me com um grupo de ciclistas nus. Estavam a participar no… hum… Dia Mundial de Ciclismo Nu, ou seja o World Naked Bike Ride. Tanto quanto sei, há um evento em Lisboa mas não acho que haja uma tradução “oficial” do título; os participantes tratam-no pelo título inglês. Adoro andar de bicicleta mas confesso que não me apetece participar neste dia. Ainda bem: os meus vizinhos não querem ver nada disso.

More Wittering About Bikes

Por acaso, também dei um passeio de bicicleta ontem mas não foi assim tão interessante: tinha de visitar a sede do governo autárquico cujo projeto ando a apoiar, do outro lado de Londres. O meu portátil estava doente mas o enfermeiro de portáteis salvou-lhe a vida. Podia ter sido um dia aborrecido mas, felizmente, a sede fica ao pé da biblioteca britânica. Registei-me, adquiri um cartão de leitor e passei duas horas, mais ou menos, a ler algumas fontes de informação que têm a ver com a minha pesquisa genealógica.

Segindo o Google, 40 quilometros, mas lentamente, com muitas paragens e intervalos a pé por causa dos engarrafamentos e outros incómodos. Foi stressante às vezes mas passei 50% do tempo à beira do rio, o que equilíbrou tudo muito bem .

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Haxan

Na perseguição do seu objetivo* de ver todos os filmes e de ler todos os livros mencionados por Reece Shearsmith, a minha filha insistiu em nós vermos um filme sueco intitulado Haxan (“A Feiticeira”). O filme é muito antigo, tendo sido feito em 1922, mas foi restaurado. Por isso, tem uma imagem muito nítida: é a branco e preto, mas com um tom amareldado. Claro que não há diálogo, exceto as várias linhas escritas, intercaladas entre as cenas.

*it was suggested that “na demanda de ver” would be more idiomatic, I’m struggling with this because the word “demanda” mostly means “demand” and she wasn’t demanding anything. In fact, if you look at the alternative meanings, it can also mean “action of searching” (2) or “enterprise, intent, design” which actually sounds abiut right. So if you’re braver than me, you could try using demanda in this context, but it hurts my brain to write it like that. I can find actual examples online of “na perseguição deste objetivo” though, so I know it’s allowable. This page for example.

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Tiktokers Parvos

Another blast from the past. I wrote it about a month ago and have no idea what’s happened to the lad since. Miffy, or whatever his name was, was all over the news for a few days, being a daft little twat, annoying or terrifying everyone in sight. Has he taken over Philip Schofield’s old job yet? It wouldn’t surprise me.

Miffy, shortly before getting pranked by a judge

Há um jovem neste país que tem 18 anos e faz “piadas” no seu canal do Tiktok. Foi preso por causa de alguns vídeos nos quais o jovem intimida várias pessoas (por exemplo, entrando com uns amigos na casa duma família desconhecida sem convite).

Isto tornou-se muito polémico, porque o jovem é negro e a reação da gente boa das redes sociais está contaminada com um bocadinho de racismo, mas não há dúvida que alguns vídeos contêm crimes.

No final, a minha opinião é que a experiência da Internet já dura há umas décadas e pode-se concluir que falhou. Chegou a hora de a abandonar e desligar o Internet por todo o lado. Expludamos os principais servidores do DNS,  para que possamos voltar a ser humanos.

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Eu ‘Tou-me A Cavar. Eu Quero é Berinjela

Today’s text is an old one that has been languishing in my drafts folder for a while. It was based on what was at the time a recent story in the news. Or rather, the name is. It comes from an investigation into corruption involving members of the PSD and PS. The actual quote is “Eu ‘tou-me a cagar, eu quero é ordenado“. Basically, “I don’t give a shit, what I want is the money”. the actual text has nothing to do with the news story though, I just thought it’d be a funny headline.

A primavera é a estação do ano em que estou mais atarefado. Tantas coisas que têm de ser feitas. As ervas daninhas estão a irromper pela superfície do solo, o sol está a brilhar (não minto: acontece de vez em quando neste país) e as plântulas têm de ser transplantadas para o sítio onde crescerão. No ano passado quase todos os morangos desapareceram. Os ratinhos gostam de comer frutos doces. Coloquei uma rede por cima dos morangueiros para além disso, os pássaros estão constantemente à procura de buracos na gaiola que protege as groselheiras. Às vezes, sinto-me como se fosse um soldado numa guerra contra os bichos selvagens.

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Sísifo

This has been in the drafts folder for a while. I’ve done another blog post with the same title a while ago but that was a book review.

O meu streak voltou a 1, porque perdi o foco durante três dias. Aproximei-me de 200, mas…  Não consegui. Esta desgraça lembrou-me do mito de Sísifo.

Sísifo era um grego que, segundo a mitologia, era o mais sagaz de sempre (como podem ver, os paralelos com a minha situação não têm limites!). Por ser tão manhoso, conseguiu enganar o deus da morte duas vezes. Chegando finalmente ao Tártaro, foi condenado a uma punição extraordinária. Por toda a eternidade seria obrigado a rolar uma grande pedra de mármore até ao cume de uma montanha. Sempre que ele aproximasse do topo, a pedra escaparia do seu controlo e rolaria montanha abaixo. A obra nunca terminava, e Sísifo vivia sem esperança de descanso e sem sentir que o seu esforço tinha qualquer significado.

Segundo o filósofo Albert Camus, esta punição absurda representa a situação na qual nós nos encontramos nas nossas vidas: todos temos tarefas repetitivas para cumprir todos os dias e a maior parte das pessoas tem um emprego repetitivo ou sem criatividade, mas temos de criar o nosso próprio através de uma constante revolta contra a absurdidade. “É necessário imaginar Sísifo feliz”.

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Escândalo

#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON

Talvez alguns de vocês se lembrem que há umas semanas contei uma história sobre o meu avô. Entre os factos na história, afirmei que, segundo uma biografia escrita por um familiar, quando o cantor Nick Drake nasceu, o meu avô (que, naquela altura trabalhava num hospital na Birmânia) foi o médico que ajudou com o parto.

Por acaso, entrei numa livraria hoje e deparei-me com uma nova biografia do cantor, que foi publicado em Maio e dei uma espreitadela no primeiro capítulo. Segundo o autor, Richard Norton Jack, o nome do médico no parto do futuro-cantor era Doutor Pereira. Por acaso, o nome de solteira da Senhora Humperstonk também era Pereira. Talvez fosse o avô dela…?

Pois, fosse quem fosse, a minha filha pode gabar-se do seu bisavô…

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Shorties

Short texts with corrections

Um Livro

Terminei um livro ontem. Foi escrito por um homem que conheço mais ou menos. Somos seguidores mútuos nas redes sociais e falamo-nos de vez em quando. Queria ter gostado da história mas infelizmente não gostei assim tanto. Deixei 3 estrelas no Goodreads. Espero que não perca um seguidor

Quanto mais tempo tenho, menos tempo tenho

Está tudo calmo no meu emprego, pelo que tenho muito tempo livre para completar tarefas em casa, aprender novas línguas de programação, treinar e assim por diante. Mas ando a encher a lista com ainda mais tarefas. Como resultado, sinto-me o menos produtivo de* sempre 🤔

*I wrote “sinto-me menos produtivo do que sempre” which is a very literal translation of “I feel less productive than ever” but that’s far too literal so this has been corrected.

Eclético

Ontem, a senhora elegante que antigamente era a minha menina viu dois filmes: Teen Beach Movie (Filme Adolescente na Praia…?*), que é uma comédia musical realizada pela Disney e “Massacre no Texas”.

Acho que ela tem um gosto ecléctico.

*Well, yeah, that’s the translation, but it’s just called Teen Beach Movie in Portugal.

Saw

I am not left footed

Eu e a minha filha estamos a ver um filme de terror mas está a ser uma desilusão. Uma das personagena principais é protagonizada pelo ator que fez Wesley no filme A Princesa Prometida, mas está mais velho e perdeu o seu carisma todo. Ainda por cima, está a fazer um sotaque americano muito mau*.

*I used ruim but that tends mainly to be used for people in PT-PT. Brazilians use it this way though.

Filmes de Terror

A maior parte dos filmes de terror não fazem o mínimo sentido, e é por isso que existem tantas paródias, como por exemplo, “Scream” e “Cabin in the Woods”. Mas também existem clássicos do género, e a Olivia quer ver vários. O filme de ontem foi o “Saw” que é aterrador e também ridículo.

Haggis

Haggis é um prato escocês feito de carne de ovelha e de miudezas como pulmões, fígado, tripas, olhos e qualquer outra parte que fica por utilizar na loja do talho, depois de fazer os vários pastéis, bifes e rissóis. Tudo isto é embrulhado num estômago de ovelha. Mas também existe um haggis vegetariano também, e isso foi o que fiz para o nosso jantar de hoje. Não sou um autêntico escocês.

Amigos Americanos

Uma artista americana e o seu filho, com quem convivíamos* há uns anos quando viviam na Inglaterra voltaram à ilha para passar uma semana a visitar os amigos. Jantam connosco, hoje à noite. Sou introvertido e regra geral não gosto de me encontrar com outras pessoas, mas, neste caso, gosto deles e acho que vai ser agradável.

*I wrote “que conhecíamos” (=we used to know) but conhecer isn’t something that can be temporary like that so it doesn’t make sense to use it here, which is why the whole sentence was changed.

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O Veado

Quando voltei à minha bicicleta depois da minha corrida, havia um veado ao pé dela. Suspeitei que pretendia roubar a bicicleta, mas felizmente não é possível um veado andar de bicicleta porque não pode usar capacete por causa dos chifres.

Thanks to Ratio-Square for the corrections

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O Passeio e o Pássaro

Encontrei ontem um pássaro jovem que tinha caído (ou esvoaçado ) do seu ninho. Estava sentado sob uma árvore, logo ao pé dum lago. Mas isto não é um lago natural. Fica numa área residencial e está rodeado por calçadas. Assisti os movimentos desta ave durante uns minutos, a perguntar-me se deveria fazer alguma coisa. Mas o destino obrigou-me a agir porque esvoaçou mais uma vez e tombou na água.
Resgatei a criatura e coloquei-o na calçada.

Segundo os peritos (periquitos? Não, peritos), quando se encontra um filhote de pássaro, não se deve fazer nada, a não ser que o bicho esteja em perigo. Caso haja qualquer ameaça no seu redor, deve L-se colocar o pássaro num lugar mais seguro mas perto do lugar inicial. Isto é porque os pais do pássaro continuarão a alimentar o bebé durante alguns dias até as penas estarem suficientemente desenvolvidas suficientemente para poder voar.

Fiz isso mesmo: meti-o sob uma planta grossa, com folhas em cima dele para esconder o bebé dos olhos das garças, dos gatos e das raposas que andam por lá. Espero que o rapazinho esteja seguro!

And the sequel…

Andei perto do sitio onde abandonei um pássaro anteontem. Não o vi em lado nenhum mas também não vi sinais do lugar estar estragado pelas patas duma raposa. Prefiro acreditar que o rapaz conseguiu voar e se foi embora.