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O Limerick

I enjoyed this as a challenge. And let me pass along the challenge to you, gentle reader: can you write a Limerick in Portuguese? Whack it in the comments and show me what you’ve got. All entrants win a free subscription to Luso Premium. That’s like ordinary Luso except you are allowed to read it out loud to yourself in a Michael Caine voice.

Um Limerick é um poema humorístico com 5 linhas. A primeira, a segunda e a quinta linhas rimam umas com as outras e a quarta rima com a terceira. Desafiei-me escrever um Limerick em português. Desculpem – acho que contem asneiras…

Havia um jovem do Porto
Cujo pénis era bastante torto
Mijou de maneira errada
Salpicou a tomada
Por isso o homem é morto*

*Apparently “é um homem morto” sounds more natural but I liked the rhythm better like this so I’ve left it.

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Amor de Perdição

Really reading a lot of graphic novels and comics at the moment. I tried to listen to the audio of this a while ago but it’s much easier in this format! Thanks to Dani for the corrections.

Amor de Perdição

Decidi ler um clássico da literatura portuguesa, nomeadamente o Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco, porque sou um intelectual, mas escolhi a versão banda desenhada porque ser intelectual é difícil. A história é uma tragédia de amor, parecida com o Romeu e Julieta. Dois jovens, membros de famílias rivais, apaixonam-se. O homem tem sangue quente – é igualmente raivoso e orgulhoso e mete-se em apuros a cada cinco minutos. Até mata um empregado do pai da rapariga, o que complica tudo ainda mais. Não quero dar spoilers mas não há um final feliz o desenlace é igual ao da peça de Shakespeare, mais ou menos. A banda desenhada conta a mesma história de um modo mais acessível e a arte é bastante boa.

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Rugas – Paco Roca

Rugas de Paco Roca
Rugas

Li mais uma banda desenhada logo depois d’O Segredo de Coimbra. Rugas foi escrito em espanhol, se não me engano, mas já vi vários leitores portugueses a ler e a curtir a versão traduzida. A história tem muito em comum com o enredo do filme “Voando Sobre Um Ninho de Cucos*” mas é mais pacata. O protagonista é um banqueiro reformado que chega a um lar de** idosos. Receia a possibilidade de ficar perdido por causa da sua doença mental. Um outro internado, (que corresponde ao papel desempenhado por Jack Nicholson no filme) tenta ajudar os menos sortudos a manter a sua independência, mas ao mesmo tempo não hesita em tirar partido da sua inocência. É uma personagem interessante: caótico mas com coração de ouro. Os quadrinhos são bem desenhados e a história bem contada. Li com muito prazer.

*One Flew Over the Cuckoo’s Nest has a Brazilian and a Portuguese translation. In Brazil it’s “Um Estranho No Ninho”

**A home of old people, not a home for old people!

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O Último Ano em Luanda – Tiago Rebelo

Today’s review is about a historical novel called O Último Ano em Luanda (the Last Year in Luanda). I’ll link to the papery book here but as I say in the review, I used the audiobook and I was really impressed by the narrator’s clear, uncomplicated reading voice so I’d defintely recommend it for a confident, intermediate level learner.

Thanks to Dani for the corrections

O Último Ano em Luanda
O Último Ano em Luanda

O Último Ano em Luanda é um romance de Tiago Rebelo que eu “li” com os ouvidos. O enredo tem lugar durante os últimos anos do império português – antes e depois da Revolução dos Cravos. Os protagonistas mudam-se para Angola apesar do movimento de libertação estar a ganhar força. O marido é um piloto que ganha dinheiro a fazer contrabando, mas a situação militar, o caos do retorno dos portugueses e os laços dele com os rebeldes levam a família até à beira do desastre. O livro tem a atmosfera dos filmes clássicos americanos sobre a guerra do Vietname. O suor, o terror, a falta de lei e ordem. Todos se combinam numa história incrível, e a narradora lê numa voz nítida, o que ajuda muito!

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O Segredo De Coimbra

First of a series of reviews of books I’ve read recently. Thanks to Dani for the corrections.

O Segredo De Coimbra
O Segredo De Coimbra

Esta banda desenhada serve principalmente como veículo duma exposição dos vários tesouros científicos armazenados na universidade: aparelhos experimentais fabricados durante a infância do nosso conhecimento do mundo físico. Um pesquisador  obcecado com espelhos e a “anamorfose” agenda uma reunião com um professor do Gabinete de Física. Os dois falam-se e o historiador conta a história de um príncipe, preso numa ilha. O príncipe está a ser enganado pelo seu conselheiro, que usa as mesmas ilusões óticas usadas nos aparelhos científicos que aparecem nos quadrinhos. Acima de tudo, é óbvio que o autor do livro estava fascinado pelo espírito de inquérito daquela época.

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🇫🇷Other Places

Well, I’m back on blighty, as you’ll know if you’ve been following my series of updates from Coimbra and Porto. We’re off to France in a week or so for a proper holiday, so now I’ve got a week to brush up on the language they speak there which is called… What? “Frenge”, I think. Something like that. I used to be pretty good at it but obviously the language-learning part of my brain only has so much room and a lot of it has been filled up with Portuguese so it’s pretty hard to make myself understood these days.

Like Portugal, France has a lot of wildfires in summer and there are some near(ish) to where we’re staying, so we’ll just have to hope the place will still be standing when we get there.

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As Minhas Aventuras na República Portuguesa – Epílogo

Acordámos às três e meia da manhã. A minha filha estava de trombas mas isso não é assim tão surpreendente tendo em conta o pouco que dormimos*. Partimos para o aeroporto. O voo correu bem, sem problemas e chegámos em casa às onze. Fico tão contente por ela ter curtido tanto as férias, mas estamos ainda mais felizes por estar na nossa casinha.

*i originally wrote that she hadn’t had much sleep but “ter pouco sono” but sono means sleepiness as well as actual sleep, so usually means “to not be very sleepy”, and the way I had expressed it didn’t really work.

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As Minhas Aventuras na República Portuguesa – Parte 8

As Minhas Aventuras na República Portuguesa

Passámos o dia a fazer compras: um presente para a melhor amiga da minha filha, um para a minha esposa, vários livros, uma pulseira, um casaco. Visitámos a livraria Lello (pela terceira vez!) mas não faço ideia porquê. Imagino sempre que desta vez vou ser a única pessoa na loja, com tempo para perscrutar as prateleiras em silêncio mas… Nem por isso. Sinto-me como um prisioneiro de guerra. A macaquinha falou sem filtros sobre os “influenciadorzinhos” à nossa volta. Não ficámos muito tempo. Jantámos cedo e estamos prestes a dormir dado que temos o nosso voo bem cedo. amanhã.

Lello: Expectation vs Reality
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As Minhas Aventuras na República Portuguesa Parte 7

As Minhas Aventuras na República Portuguesa

Saímos do hotel e fizemos a viagem até ao Porto. No comboio havia um homem desagradável que se recusou a usar máscara. Tinha uma consigo que o pica exige sempre o seu uso, mas enquanto não havia pica na carruagem, não usava. Uma senhora repreendeu-o é os dois gritaram um com o outro até o homem ficar envergonhado e capitular.

Fizemos umas compras mas já não tínhamos energia e a minha filha estava cansada depois de toda esta semana. Rompeu em lágrimas no restaurante. Tive de arrastá-la para o hotel e preparar-lhe um banho. Já está mais calma.

Ah! Quase me esqueci da mais importante: encontrei mais um exemplar do livro que perdi no avião! Woo-hoo!

Finally! The old cover was better but I’ll take it!
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As Minhas Aventuras na República Portuguesa Parte 6

As Minhas Aventuras na República Portuguesa

Não dormimos bem. Acordámos às 5. A minha filha leu os últimos capítulos do seu livro enquanto eu cumpri o meu dever como consultor de bases de dados. Ao fim da tarde, fomos até ao centro da cidade onde comemos uns bolos e eu provei a minha primeira caipirinha, o que me encheu com uma luz brilhante e aquecedora que fez tudo parecer mais acolhedor. Visitámos o museu da ciência no topo da colina. Muito cansaço mas valeu mesmo a pena. Depois, passámos uma hora a ouvir fado num café com mais bebidas. Gostei mais do que o espetáculo da segunda-feira porque foi menos formal e quase todas as pessoas nas mesas eram Conimbricenses (confesso que não lhes perguntei mas não tinham ar de turistas) Jantei no Jardim da Manga. Comi chanfana (mais uma novidade) e a macaquinha experimentou uma alheira com batatas fritas, arroz e um inseto. Não recomendo. Mas curti a chanfana.