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Toy Story – Com Diogo Cabeça-de-Batata

No texto de ontem falei do vídeo do Diogo Bataguas/Batuta/Batman/QualquerCoisa*. Mas não mencionei a maior estrela do vídeo, o Toy. Para ser sincero, nunca antes tinha ouvido falar desse senhor, mas andei à procura de vídeos das músicas dele. Parece que é boa música de festa mas não senti me uma grande pulsão* em comprar os seus álbuns.

Mas percebo o génio de contratar um cantor famoso daquele estilo de música para gravar o tema duma rubrica dum programa televisivo.

*=in the original version of yesterday’s text, I got Diogo Bataguas’s name wrong and called him Diogo Batuta.

**=not really the right word. I’m reading a book that has Sigmund Freud as one of its characters and he uses this word – it means an urge, in the psychological sense. It would have been better to say something like “não me senti compelido a comprar…”

Thanks to Dani for the grammar corrections. She’s also given me some factual corrections which I’ll pass along so as not to give the wrong idea:

The video is a web series, not a TV show. Diogo Bataguas is “um moço singelo” (a simple, innocent lad) who asks for contributions from his fans in order to be able to pay his team – namely, Sandro, who is always hungry

Toy doesn’t just sing party songs as I’ve described here, he also does emotional ballads and TV soap opera theme songs but he’s also known for being an interesting personality. He gave away tickets to his wedding to random fans and he… Invented a style of driving with his knees…? Speaking as a cyclist, this doesn’t exactly endear me to the bloke, to be honest, but apart from that he seems OK. One fellow learner told me (s)he had met him in a seafood restaurant in Azeitão and he had spoken warmly and at great length of his love for Canadian audiences. Telling this story later, (s)he found out that virtually everyone who has ever been to any restaurant in Azeitão has had a similar experience because he is “um senhor bastante gregário”.

He wasn’t hired to do the song, (it’s at about 7:55 in the video I linked to yesterday) Bataguas just mentioned he’d like to get Toy to sing it and fan pressure did the rest.

Some examples of his work:

Party music

Ballad

Knee driving

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Diogo Bataguas

Tentei ver um vídeo de Diogo Bataguas há anos mas não entendi patavina. Hoje de manhã experimentei mais uma vez, com o link sugerido pela Dani.

Consegui entender muito mas continuo a não achar engraçado porque ele fala tão rapidamente que os meus ouvidos mal conseguem decifrar as palavras antes de ele começar a a próxima frase e daí a diante, ando atrás da piada à espera de perceber o humor. Mas temos um ditado em inglês “O segredo da grande comédia é…. Hm… Como se diz ‘timing’*? Tempo? (Hm… Piadas tem mais graça quando o sol está a brilhar?) Sincronização? Acho que não. ‘temporização’? ‘cronometragem’? Pois… O meu problema é que, ainda que entenda as palavras, chego ao entendimento um meio segundo depois, e o humor fica estragado pelo atraso.

Tenho o mesmo problema com outros comediantes: Joana Marques (que aparece inesperadamente no vídeo), Salvador Martinha (estrela do primeiro programa português do Netflix, antes do Glória!), Bruno Nogueira e Mariana Cabral, entre outros. É frustrante.

Mas tenho ganas (ah ah, ainda estou a utilizar as frases de anteontem!) de rir com a comédia portuguesa, por isso continuo a experimentar vídeos de vez em quando. Um dia, vou conseguir!

*=There’s a very boring answer to this: they say “timing”. A couple of people pointed me to this Gato Fedorento sketch where a “javardola” (disgusting slob) seems elegant when he uses French words, but part way through he slips into using English words instead and doesn’t realise it. Timing is one of the words he uses.

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Insónia

Na esmagadora maioria das noites, durmo muito bem. Leio durante 20 minutos* e tal até ficar cheio de sono e as minhas pálpebras ficarem pesadíssimas. Nessa altura, fecho a capa e coloco o livro na mesa de cabeceira na expectativa de sonhos bonitos.

I don’t even understand this one but I get the gist, I think.

Mas ontem à noite, o sono nunca veio. Esperei umas horas. A minha esposa chegou, deitou-se, adormeceu. As raposas ladraram. Olhei o despertador. Duas horas. Esperei mais. Senti me sonolento mas não consegui dormir. Três horas e meia. Fechei os olhos à espera de um pouco descanso.
Tocou o despertador.

Que chatice. Estava nos meus planos ir à piscina mas decidi ficar em casa. Vem mesmo a calhar que o concerto (Dulce Pontes) foi cancelado. Se assistisse um concerto neste estado eu adormeceria e a Dulce ficaria zangada por causa dos roncos.

*ainda bem que reli o texto. Tinha escrito “leio durante 20 anos”. Quem me dera!