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Legendas

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Uma Carta Sobre Carne

Londres 22 de Novembro de 2017

O Dono
Milliways
O Fim Do Universo
1200-212 Espaço

Excelentíssimo Senhor,
Queria apresentar uma queixa.
Jantei ontem com uns amigos no seu restaurante.

 

Por acaso, cheg√°mos na hora certa antes do fim do universo. O c√©u estava flamejante com rel√Ęmpagos em toda parte enquanto as estrelas foram arrancados por for√ßas incalcul√°veis, tudo o qual era satisfat√≥rio mesmo.
Dito isso, havia uma problema com a nossa encomenda. Pedi bife da casa. Fiquei √† espera durante cinco minutos at√© o empregado voltou com algum esp√©cie de criatura qualquer e convidou-me “conhecer o carne”. O bicho era muito gordo com muitas pernas mas n√£o p√īde andar. Ainda por cima, descobri que podia falar fluentemente!

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Começou dar conselhos por volta do seu corpo, e quais partes seriam mais saborosas. Eu disse-lhe que não queria comer algo que queria ser comido, mas o bicho respondeu que isso modo da vida não era muito simpático. não quero ser leccionado por um animal!
Queria pedir um reembolso duma metade do preço da refeição. O que mais dava jeito era se o senhor pudesse meter esta quantidade de dinheiro no banco hoje. Então, quando visitar o restaurante mais uma vez ao fim do universo, irei recolhê-lo, e espero que o juro ganhado pela quantia deva me tornar milionário!

Os Melhores Cumprimentos
Arthur Dent

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Key Learnings 8 – MiniWriMo Gleanings

Jotting down a few notes from the feedback I’ve had on my epic sci-fi story so far:

Thoughts and Memories

I keep getting mixed up about how to use lembrar vs lembrar-se.

Lembrar is more like “to be reminiscent of”:

Essa m√ļsica de Panic at the Disco lembra uma m√ļsica mesmo parecida dos B-52s

….or if you sling a pronoun and a “de” into the mix, “remind”:

Essa m√ļsica de Panic at the Disco lembra-me duma m√ļsica mesmo parecida dos B-52s

Lembrar-se is most commonly “remember” and usually takes de:

lembrei-me dalguma coisa

…although I’ve seen it with “que”:

“lembrei-me que precisava…”=”I remembered¬†that I need to…”

…or with nothing at all:

“para eles que se lembram”=”for those who remember”

Lembrar-se can have to do with a consciousness or awareness of something as well as actual memory. There’s another verb – recordar-se which is more specific and ONLY means to remember.

Persons

This is something I sort of new but keep forgetting because it’s so different from my own way of thinking:

“It was me who did that” isn’t “Foi eu que fez isso” as it would be in english but a more logical “Fui eu que fiz isso” (“I was me that I did that”).

On the other hand, “Est√° na hora” (“It’s on the hour”) never becomes “Estamos na hora”, it always stays in first person singular.

Fazers on Stun

I’ve been using “Faz-me pensar de…” (“It makes me think of”) but it seems you can’t use the same trick with adjectives “Faz me cansado” (“It makes me tired”) but you have to have a verb in there: “Faz me ficar cansado” (“It makes me get tired”), although actually now I’ve written that, there are better ways of saying the same thing.

 

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Desperate Verb Tenses

So I had this exercise to do in a textbook. It was one of these choose-the-right-verb-tense exercises.

“√Č uma experi√™ncia que eu gostava que os meus filhos, um dia, quando ________ (ser) maiores, ______ (poder) experimentar”

I put in “forem” and “poder√£o” which was wrong but the answers given (“fossem” and “pudessem”) didn’t make any sense since it seemed to be talking about his (young) children in a hypothetical future, not his (grown) children in a remembered past.

There’s a long, detailed answer by Natan on iTalki in response to the query, spanning no fewer than 8 reply boxes.¬† It’s pretty strong stuff, but if you’re in the mood for a challenge, it’s worth it. Natan is Brazilian but knows the European variant inside out so don’t worry that he’s going to indoctrinate you into transatlantic heresy.

It probably boils down to this though: Portuguese and English can both use these speculative past/present tenses to talk about events in the future. In one possible translation, it comes out as “It is an experience that I’d be happy if my kids, someday, when they’re older, were able to experience”. As you can see not a future tense in sight: You’ve got “I would” (conditional), “they are” (present) and “were” which is either an imperfect indicative or a present subjunctive*. In Portuguese, the first box could be “forem” but “fossem” sounds more natural and there seems to be agreement that the second one can only be “pudesse”, not “poder√£o” or “poderiam” or anything else.

As the young people say: “I’m shook!”

 

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*= present subjunctive would be my bet but secretly, I quite like that my language is relaxed enough that I don’t know or – if I’m honest – care which. We’ve always kept our grammar super-simple so as to allow plenty of linguistic brainpower free to invent new pointless synonyms for stuff.

By the way, I originally wrote the title of the iTalki question as “Tempos Verbais Desesperados” which means “Desperate Verb Tenses” which I think sounds pretty good – like a much nerdier version of “Desperate Housewives”. The current title uses “Inesperados” which is what I should have said: “Unexpected Verb Tenses”

Thanks to Natan – and to Sofia and Kamenko for their contributions too.

 

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Random Lyrics Post: Emo De Janeiro

Tristeza n√£o tem fim

Felicidade sim

which means

Sadness doesn’t end

Happiness does

Great eh?¬†It’s from “A Felicidade” by Tom Jobim and it’s got more angst packed into 6 words than the whole MCR back catalogue (but don’t tell my daughter I said so!)

 

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Fado, Bossa Nova e a Minha Nova Professora

23596207_143255316432773_8327869766500876288_nHoje, fui at√© ao Barbican Centre para ver um concerto de m√ļsica lus√≥fona de Portugal e do Brasil. A fadista Carminho est√° quase ao fim dum s√©rie de concertos nos quais ela canta as obras de Tom Jobim. Lamento que n√£o tenho um grande conhecimento de musica brasileira, mas conhe√ßo o nome de Jobim, e dois membros da banda tinham o mesmo nome porque s√£o os netos dele (ou.. Um neto e um filho…? N√£o sei…) al√©m duma baterista e do violoncelista Jaques Morelenbaum.

A maneira como ela cantou era muito interessante. N√£o tenho certeza de todo, mas acho que ela tinha escolhido um estilo muito parecido com o estilo nativo de portugal. Ou seja, cantou os poemas num sotaque portugu√™s, numa maneira t√≠pica da tradi√ß√£o do fado, mas com um fundo de m√ļsica brasileira. At√© pediu ao Chico Buarque para mudar umas palavras duma can√ß√£o que escreveu com Jobim porque a Carminho n√£o teve vontade de cantar um can√ß√£o de amor com “voc√™” em vez de “tu”.

23594145_192692784626508_2823717886453874688_nTambém cantou dois fados dedicados ao Jobim e um outro escrito por uma poeta brasileiro, Vinicius de Moraes.

Depois do concerto, comprei um CD e levei-o √† mesa onde a Carminho autografou as compras das f√£s dela. Falei¬†um pouco¬†com ela em Portugu√™s e pedi-lhe para escrever “boa sorte no exame” no CD mas ela mudou a frase a “… Para o exame”.

Sabes o que é que isso significa? Sim. Carminho corrigiu a minha gramática. Carminho é a minha professora agora. Adeus italki, a minha nova professora irá ensinar-me tudo!


Obrigado JArmando

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Meta os Pap√©is em Ordem

transferirJ√° visitei o consulado portugu√™s com a minha mulher duas vezes. Da primeira vez, exigiram que ela me levasse com ela. Na segunda vez (exactamente com o mesmo prop√≥sito) eles zangaram-se com ela porque “mas por que raios de tolice havia de trazer o marido com ela? Mas al√©m de maridos, eles tamb√©m se contradizem na quest√£o dos pap√©is. Cada vez pedem pap√©is diferentes: o seu certificado de nascimento, o meu certid√£o de √≥bito (ep√°! Ainda n√£o morri, apenas cheiro assim!) uma fotografia dum veado, o √°s de espadas, uma c√≥pia d’ O Livro do Desassossego…
Tem de se transformar em Hermione Grainger com uma mala m√°gica em que possam caber todos os seus pertences no caso dos funcion√°rios lhos pedirem.

 

Obrigado Fernanda, Sofia e Celso pela ajuda

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Uma Conversa Com Uma Brasileira

Hoje de manh√£, madruguei √†s 4 e fui para esta√ß√£o de comboios (o “tube” ou metro de Londres). Estava a ler o “Bichos” de Miguel Torga. √Č um livro portugu√™s (um cl√°ssico, acho eu) escrito em l√≠ngua bonita, mas com vocabul√°rio incomum das √°reas rurais, e ligeiramente antiquado mas gosto dele, e a capa √© t√£o bonita, e t√£o simples que n√£o pude resistir!
Ora bem, depois das primeiras duas p√°ginas, uma mulher no banco √† minha frente disse “desculpe” (mas disse-o em ingl√™s) “voc√™ fala portugu√™s?”
A pergunta parece um pouco parva uma vez que estava a ler este clássico da língua portuguesa e a franzir a testa com tanta concentração.
Capa-para-estepe---Bandeira-Brasil---EcoSport-CrossFox-Doblo-Spin-Activ-AirCross-9290487A mulher era uma brasileira, a viajar sozinha. Tinha chegado o momento de voltar para casa mas tinha algumas d√ļvidas sobre a rede de transportes porque tinha de chegar ao aeroporto antes das oito. Normalmente sou mais do que in√ļtil em situa√ß√Ķes deste tipo mas, por acaso, consegui ajud√°-la. Ent√£o fal√°mos durante uns minutos em portugu√™s. Est√°vamos sentados num comboio o que era uma problema porque ela usou a palavra “trem”, e havia outras diferen√ßas tal como “hora de rush” em vez de “hora de ponta”, mas conseguimos comunicar sem problemas e ela contou-me o que acha engra√ßado no sotaque ingl√™s. A √ļnica coisa que me fez ficar ligeiramente envergonhado foi o momento em que sa√≠ da carruagem. “boa sorte e boas viagens” disse eu. Ela respondeu com alguma coisa que n√£o percebi de todo.
Hum… “o-o qu√™?” gaguejei.
Repetiu, e acrescentou “Good morning!” e apercebi-me de que n√£o tinha entendido a frase mais simples de sempre “Bom Dia” porque a maneira de pronunciar o D brasileiro me √© t√£o desconhecida!

 

Obrigado a Fernanda e Vanessa pela ajuda

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Another #MiniWriMo Update

I’m quite pleased with the way my short story is shaping up. I had a few short days because I couldn’t quite decide what to do with the story but I’ve got something now that I think will be at least passably readable. The discipline of doing it every day is helpful and I am learning by using new words and new phrases each day.

I don’t think I’ll be deluged with offers from publishers, but I think it’ll be readable and that’s as much as you can hope for in this life.

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Opini√£o – Os Livros Que Devoraram o Meu Pai

#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON

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Este livro era uma grande surpresa. Só comecei de lê-lo porque o Bichos de Miguel Torga pode ser um pouco cansativo para um aluno como eu. A historia é dum homem que perdeu o seu pai, não ao morte, mas sim aos livros no sótão:

“E foi nessa tarde que ele, de t√£o embrenhado, t√£o concentrado na leitura, entrou livro adentro. Perde-se na leitura. Quando o chefe da reparti√ß√£o chegou √† secretaria do meu pai, ele j√° l√° n√£o estava. Havia, em cima da mesa, uns impressos do IRS e um exemplar da A Ilha do Dr Moreau aberto nas √ļltimas p√°ginas.”

O protagonista entra no mundo liter√°rio √† procura do seu pai, a viajar de livro para livro, e no caminho encontra um c√£o (que ele acredita seja o Edward Prendick, her√≥i do livro “A Ilha do Dr Moreau” de Jules Verne), o senhor Hyde, o Raskolnikov do “Crime e Castigo” e outros personagens da literatura do mundo. O livro √© curtinho, com cap√≠tulos curtos tamb√©m. L√™-se muito bem, muito suave, e (qual √© o mais importante para mim!) muito f√°cil. Quase nunca precisei do dicion√°rio e consegui rir as piadas e os absurdos da historia sem explica√ß√£o. J√° tenho mais um livro pelo mesmo autor e j√° meti-o perto do pin√°culo do gigantesca montanha que chamo o meu TBR.